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Porão do Rock 2008 (de verdade)

Email da Fernanda, do Lucy and the Popsonics:

“Agora eu entendi pq vc nao gostou da escalaçao do porao. nao colocou nem a metade! hehehe”

SEXTA – 01/08/2008
PALCO PRINCIPAL
Suicidal Tendencies | EUA
Almah | SP
D.F.C. | DF
Lesto! | DF
Macakongs 2099 | DF
Madame Saatan | PA
Matanza | RJ
MQN | GO
Mukeka Di Rato
| ES
Nitrominds | SP
Sayowa | SP
Vougan | DF

PALCO PÍLULAS
Astros | SP
Black Drawing Chalks | GO
Device | DF
Elffus | DF
Kill Karma | Espanha
Maldita | RJ
Moretools | DF
Podrera | DF
Rafael Cury & the Booze Bros. | DF

SÁBADO – 02.08
PALCO PRINCIPAL
Muse | Inglaterra
Autoramas | RJ
Canastra | RJ
Lucy and the Popsonics | DF
Mundo Livre S/A | PE
Papier Tigre | França
Pitty | BA
SickCity | Alemanha
Sapatos Bicolores | DF
Supergalo | DF
The Tandooris | Argentina
Vai Tomaz no Acaju | DF

PALCO PÍLULAS
Amp
| PE
Janicedoll | DF
Nancy | DF
O Círculo | BA
Orgânica | SP
Super Stereo Surf | DF
Tom Bloch | RS
The Pro
Gilbertos Come Bacon

E ela ainda terminou dando um puxão de orelha. “Melhor escalação independente local de todos”. Verdade seja dita, tenho que retirar o que disse agora com essa programação ampliada. Vai rolar até o mashup do Móveis Coloniais de Acaju com o Gabriel Tomaz. Agora sim, esse é um dos que eu queria ver.

Por falar na Fernanda e no Porão, ela e o Pil criaram uma promoção junto ao festival. Para quem não sabe, o casal também toca a grife Verdurão. A melhor camisa do MQN vem de lá. Esse ano, quem criar uma estampa, terá sua estampa numa camisa e, saca só: ganha um ingresso vitalício para o Porão do Rock, com direito a acompanhante! Isso mesmo. Até você morrer ou o festival acabar, não pagará mais para entrar no principal evento da capítal do país. Fiquei de queixo caído com essa idéia.

Cobertura: Bananada 2008 – Primeira Noite

Só agora consegui colocar meu cotidiano nos trilhos. Cheguei segunda-feira de Goiânia, onde presenciei a maior festa do rock que o Brasil certamente vai viver esse ano, após os três dias de edição histórica do Bananada. Contra indicação médica, totalmente sem voz, peguei vôo para Brasília na sexta-feira e segui de ônibus até a capital sede da Abrafin. Só descobri mais tarde que estavam rolando debates no Sebrae com meu ex-patrão Yussef e sobre a Virada Cultural.


público do bananada – Foto de Cláudio Cologni

O LUGAR
Essa foi a primeira vez que fui ao Martim Cererê. Engraçado pensar que o Goiânia Noise, assim como o Bananada, aconteceu durante tantos anos nesse lugar e agora o primeiro evento mudou de formato para o palco do Centro Oscar Nyemeyer. O que eu vi foi provavelmente o modelo perfeito para qualquer evento de música independente. Dois teatros – sem cadeiras – numa grande área de circulação. Um espaço mantido pelo estado de Goiás, onde acontecem shows de rock há 15 anos, mas também de outros gêneros, além de apresentação de teatro e etc.

Os dois teatros se chamam Pyguá e Yguá, a referência indígena deu espaço a lembrança que o local foi supostamente usado para tortura na época da ditadura militar antes de ser transformado num centro de distribuição de água. Hoje tem espaço para 600 pessoas cada. A área externa provavelmente serve também de arena, mas no Bananada estava ocupado por uma verdadeira feira gastronômica. Entre as banquinhas de discos, camisas, vinil, bottons (muitos bottons), tinha também yakisoba, churrasco (com um grill profissional gigante) e o hambúrguer empanado que eu tinha saudade desde o Noise.

No sábado, noite mais movimentada, quase 1500 pessoas circularam pelo lugar. Na apresentação da Mallu Magalhães, a lotação ultrapassou em quase 200 pessoas. O que, segundo Fabrício Nobre – organizador da parada junto a Monstro, além de vocalista do MQN e presidente da Abrafin – era fichinha. “Quando o Ratos de Porão tocou aqui na sua melhor fase era esse mesmo número de pessoas, só que numa grande roda. E ta vendo aquelas grades ali com cara de nova?” disse apontado para a entrada. “Foi presente do Los Hermanos. Quebrou tudo de tanta gente tivemos no dia”.

O clima do festival, por si só, já faz valer a pechincha dos R$ 15 do ingresso. Muita gente circulando e trocando idéias, sem falar de estarmos na cidade com as mulheres mais bonitas do Brasil. Entre os papos, o tópico número um e inevitável era a recente coluna do Thiago Ney. E entre as micro-celebridades que estiveram de passagem nos shows teve até o Esdras do Móveis Coloniais de Acajú.


Banda da Eline, ou algo do tipo – Foto de Noênia Elisa

OS SHOWS
Fabrício Nobre do MQN ensopado de cerveja, Marcio do Mechanics com a boca sangrando, Eline do Hang the Superstars mais uma vez ao microfone, tudo isso com cerca de outras 20 pessoas no mesmo palco, numa barulheira estranhamente cheia de melodia, no que deveria ser a versão mais fiel do Quanta Ladeira (bloco anárquico do Carnaval do Recife comandado por Lenine e com encontro de grandes nomes da MPB) do rock. Já passavam das 3h da manhã depois de uma jornada de 42 bandas durante três dias, quando a cena quebrou qualquer expectativa de que nada mais poderia impressionar.

A idéia da Monstro foi de montar uma programação com 21 bandas inéditas na cidade tocando com mais outras 21 bandas locais. Soma que aumentou o fator de ineditismo para mim e que serviu de incentivo para partir por conta própria ao festival garimpar novidades. O saldo não é positivo por acaso. A produtora arriscou muito pouco, porque mesmo as mais verdes conseguiram fazer boas apresentações. Mas vamos aos detalhes.


The Melt, de Cuiabá – Foto de Cláudio Cologni

The Melt (MT), Godlfish Memories (GO), Identidade (RS), Sapo Banjo (SP) e Are You God (SP) foram as melhores surpresas do primeiro dia. A primeira banda, de Cuiabá, toca um quase-stoner rock, mas o quase sai em questão de um pouco mais de estrada. É uma gurizada mais nova, que mesmo sem lançar um single – “a gente só tem camisa e adesivo”, disseram na van – já conseguiu apoio da prefeitura local para viajar até o festival. Reflexo da cultura política local já infestada pelo Espaço Cubo. Natural de uma banda mais nova, eles ainda se desencontram em algumas músicas e mostram que as melhores são as cantadas em português.


Goldfish Memories – Foto de Cláudio Cologni

A Goldfish foi a melhor das novas bandas locais que assisti nos três dias. Som mais redondo, que em algumas horas quase flerta com o grunge. Referência que eles quebram com um megafone fazendo efeito na voz e uma pegada mais stoner. O som é ainda mais talhadinho quando escutei as gravações em estúdio. Fui atrás de Rise Above the Flame, que não me saia da cabeça.

Goldfish Memories – Rise Above the Flame

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Identidade, do Rio Grande do Sul – Foto de Cláudio Cologni

Identidade é formado por parte da banda que segue Júpiter Maçã e, na boa, estão bem melhores sem ele. A pegada é bem mais rápida ao vivo – “porque o disco tem que ser mais pop”, como bem define o guitarrista Lucas Hanke – e, sem os excessos da grife do rock gaúcho, fazem um show que empolga pra caralho. No meio de tanto som pesado é certo dizer que o ska da Sapo Banjo chamou atenção justamente por quebrar um pouco do ritmo da noite. Mas justiça seja feita, os caras sabem muito bem o que estão fazendo. Fizeram show animadissimo no último e voltaram várias vezes nos outros dias com marchinhas e versões ska para clássicos entre o público do festival. Depois posto vídeo disso.

Identidade – Lucy Jones

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Sapo Banjo, ska de Sampa, – Foto de Cláudio Cologni

Já o Are You God é grindecore modernoso de sampa, rápido, violento e intrigante quando o vocalista João dá umas quebradinhas do pescoço e ensaia umas quedas do palco. É o tipo de música que você nunca vai contar para sua avó que escuta.

Mas nada nesse dia superou o paulista Curumin. Frontman na bateria, com uma nova formação que lançou disco pela YB semana passada. Acompanhado só por baixo, programação e um iPod Touch ele fez o melhor show de todo o festival. O teatro, que sempre ecoa música para avisar ao público, lotou antes de terminar a primeira música. O mais espantoso foi ver as músicas cheias de malícia e swing agradarem um público que estava ali para conferir uma programação de bandas mais pesadas.


Curimin, o show mais foda – Foto de Cláudio Cologni

O que eu mais curto é essa galera que vem para curtir um pouco de cada coisa diferente. A vibe é muito legal”, contou ele depois, já empolgado para seguir no calendário dos festivais. “É o que eu mais quero fazer. To conhecendo esse circuito agora, o Fabrício tem ajudado um bocado”, completou. Curumim fez um show no Recbeat também, que não chegou a 15% do que ele fez em Goiânia. Foi foda mesmo.

Curumin – Kyoto

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Só não curti mesmo o Jonas Sá do Rio de Janeiro. Não rolou sintonia no show, que também exige uma maturidade que boa parte do público não concordou em dar nas primeiras músicas. E, veja bem, não conseguir o que quer do público de Goiânia é desconfortável, por que eles são sim o melhor do Brasil. Do meio para o fim rolou legal, mas não ainda assim não me convenceu.

Assim que receber as fotos posto elas no texto. Amanhã tem o do segundo dia. Já aviso logo que filmei quase todo o show da Mallu Magalhães. No post abaixo tem um vídeo com resuminho dos shows da primeira noite.

Independência sem teoria

Eu ia esperar baixar um pouco do pânico gerado pelo texto que o Thiago Ney publicou recentemente, mas parece que o efeito é o contrário. Só fui ver bem depois da repercussão na poplist o burburinho que estava no Orkut. É impressionante ver a quantidade de desinformação gerada por um texto curto e irresponsável num blog da Folha de S. Paulo.

Em tempo, estou longe de ser aqui advogado da Petrobras e da Associação – basta ler os textos anteriores já publicados aqui para confirmar – mas é preciso esclarecer alguns pontos importantes. O principal: o edital da Petrobras nunca deu o valor dito por Thiago a evento nenhum. Esse mesmo valor não cobre o custo completo de um festival (muitas vezes sequer a metade) e, o mais importante, nem metade dos contemplados fazem parte da Abrafin.

Alguns outros esclarecimentos mais brandos. Muitos dos festivais estão em atividade há pelo menos mais de 10 anos. É simplesmente natural que um produtor que faça isso a tanto tempo – e muitas vezes passe o mesmo tempo também tocando em outros eventos – faça amizade com outras bandas. Isso não é errado, as pessoas se relacionam desde que o tempo é tempo. Ser amigo de uma banda não faz dela uma banda ruim. Nem vivemos numa produção cultural grande o suficiente para que nenhuma das partes se relacionem. Dizer que é errado ter bandas amigas num evento é simplesmente um argumento arbitrário.

É preciso dar o braço a torcer a um fato: existem sim muito mais conquistas positivas que negativas desde que a Associação Brasileira de Festivais Independentes chamou a atenção da Petrobras e outros órgãos públicos para esse tipo de evento. É óbvio. Afinal, os festivais precisam de dinheiro para existir e se as empresas privadas estão cada vez mais optando ter seus próprios festivais então é preciso recorrer a uma alternativa. O próprio fato de que as bandas e produtores agora sabem para onde olhar no momento que precisam reclamar de algo já é uma vitória muito grande.

É claro que existem muitos pontos negativos. O maior é que os festivais estão criando uma nova noção de localidade na cena independente brasileira. Por exemplo: a banda Violins (GO) nunca havia tocado no Recife, mas ao ser escalada para o Abril Pro Rock é questionada com um nome que já aparece bastante em outros festivais. O mesmo vale para o Superguidis (RS). O Brasil passa a ser uma territorialidade absoluta para essas bandas, mesmo que elas estejam lidando com público específico (e que nem sabe desse papo todo que estamos tendo aqui). E mesmo sendo uma crítica mais recorrente, ainda é confusa para se trabalhar uma solução.

Um problema originado por isso é o do espaço oferecido pelos festivais. Se o território agora passa a ser o Brasil, então o Goiânia Noise não está oferecendo 30 bandas para a cidade onde acontece. Ele se soma ao Abril Pro Rock, Porão do Rock, Mada, Calango, Gig Rock e todo o restante do circuito. Então estamos falando aqui de uma abertura para mais de 300 bandas. Um número que existe em quantidade, mas não em qualidade no país. Minha teoria é de que não temos mais que 30 bandas boas por unanimidade. Daquela que nem eu, nem o Dago vá discordar que vale mesmo a pena ser chamada.

Esses são apenas duas das grandes dificuldades que os festivais independentes vão precisar passar agora que existem em unidade. Existem outros, claro, mas minha intenção aqui não é a de levantar polemicas… mas justamente mostrar que o debate poderia está sendo encaminhado para outro lado. Porque toda a parte primaria questionada na Folha de S. Paulo já está muito bem resolvida: o conceito trabalhado para independência, a noção do financiamento e a questão das curadorias. Estamos em outro patamar, portanto não faz sentido recuar o debate.

Toda essa gritaria e dispersão acontecem, é claro, porque estamos tratando de um assunto muito mais delicado que a qualidade das bandas. Estamos falando de dinheiro. Talvez essa seja uma dificuldade que nenhuma Abrafin vá conseguir solucionar: os festivais estão inseridos numa cadeia produtiva totalmente desconectada. As bandas reclamam de um cachê de um único show (porque eles sabem a quem reclamar, como falamos aqui), mas esquecem do dinheiro para apresentações diárias, durante todos os outros fins de semana do ano. As casas de shows e contratantes particulares ainda estão totalmente a parte das necessidades desta cena. A exceção são os que também tem festivais (DoSol, A Obra, Fora do Eixo, etc).

E esse é apenas uma parte: some ai lojas de disco, estúdios de ensaio, lojas de instrumento (se faz muito oba pela tecnologia, mas se esquece que o hardware da música continua caro), imprensa (esse é o mais crítico. Muito mais que qualquer festival ou programa de patrocínio) e, claro, o próprio público. Diversas partes que se envolvem com as bandas, devem a elas muito mais do que já estão dando, mas não estão sendo cobrados com o mesmo afinco.

Para encerrar o raciocínio… é assustador como as pessoas falam sobre Petrobras, Abrafin e Festival como se esses tivessem atingido um patamar absoluto do processo. Gente, sério, não é assim. Esse é um primeiro passo. Antes os festivais mal estavam conseguindo existir. Agora podem seguir. Nos próximos passos os valores também passam a crescer naturalmente. Os eventos não tinham dinheiro nenhum e, agora que tem, já estão reclamando por mais? Não é assim que funciona. Tempo ao tempo, antes de tudo.

Bananada 2008

Uma das discussões mais polêmicas desde a fundação da Associação Brasileira dos Festivais Independentes é a de que existem certos nomes que passaram a se repetir sempre entre os eventos nacionais. De gritos de panelinha a exclusão, já existem propostas para até associações dos não associados, além de teorias da conspiração sobre a formação da nova música brasileira.

Na boa, isso é aquele velho papo do músico que espera que todos trabalhem por ele. O nome se repete porque no passar da régua não existem tantas boas bandas independentes para a quantidade de espaço que os festivais oferecem. Já cantei a bola uma vez para o Abril Pro Rock diminuir a programação, valorizar o passe de quem toca e promover uma noite menos cansativa. É mais ou menos como faz o Coquetel Molotov: com quatro bandas por noite, o risco de se repetir é bem menor.

E eis que a grande corporação do rock, a Monstro Discos divulga ontem a programação final do Bananada para cair de vez a teoria. Grade formada quase que inteiramente por bandas inéditas em festivais. Com exceção das locais, que neste sempre pagam de headliners, tem um monte dessas promessas que você fala mais do que escuta. Da Mallu Magalhães à Are You God? passando por Curumim e o Bad Folks. Tem ainda Sweet Fanny Adams e Amp, das novas bandas do Recife que já pintaram aqui no blog. Das palavras de Fabrício Nobre “Bananada é pesquisa!”.

SEXTA FEIRA 23.05
01:30h Mandatory Suicide (GO)
01:00h Johnny Suxxx & The Fuckin’ Boys (GO)
00:30h Mechanics (GO)
00:00h Are You God ? (SP)
23:30h Sapo Banjo (SP)
23:00h Identidade (RS)
22:30h Curumim (SP)
22:00h Inbleeding (GO)
21:30h Jonas Sá (RJ)
21:00h Fim do Silêncio (SP)
20:30h Goldfish Memories (GO)
20:00h The Melt (MT)
19:40h Mugo (GO)
19:20h Bad Lucky Charmers (GO)

SÁBADO 24.05
01:30h Violins (GO)
01:00h Diego de Moraes e o Sindicato (GO)
00:30h Motherfish (GO)
00:00h Do Amor (RJ)
23:30h Mallu Magalhães (SP)
23:00h Cérebro Eletrônico (SP)
22:30h Sweet Fanny Adams (PE)
22:00h Shakemakers (GO)
21:30h Chimpanzé Club Trio (SP)
21:00h Bang Bang Babies (GO)
20:30h Abesta (SC)
20:00h Filhos de Empregada (PA)
19:40h Abluesados (GO)
19:20h Gloom (GO)

DOMINGO 25.05
00:30h A banda da Eline (GO)
00:00h Necropsy Room (GO)
23:30h MQN (GO)
23:00h M. Takara 3 (SP)
22:30h O lendario chucrobillyman (PR)
22:00h A grande trepada (RJ)
21:30h Amp (PE)
21:00h Black Drawing Chalks (GO)
20:30h Bad Folks (PR)
20:00h Orquestra Abstrata/Seven (GO)
19:30h Big Nitrons (Santos – SP)
19:00h Fire Friend (DF / SP)
18:40h The Backbiters (GO)
18:20h Sweet Racers (GO)

Próxima fase

Foi dado um puxão de orelha forte nos festivais independentes nessa última semana. Desde a fundação da Abrafin (associação nacional deles) que foi criado o mote de que a nova música do Brasil passa pelos festivais independentes. Verdade, mas parece que os mesmos ainda estão com dificuldade de impulsionar uma banda ao próximo nível. Na última semana, a banda Terminal Guadalupe, de Curitiba – já comentada aqui na coluna – entrou nos finalistas para o prêmio Tim de música (ainda o mais importante), o que revelou que estavam sendo sondados pela gigante Universal.

Sem querer soar precipitado, mas se forem premiados e contratados, o Terminal Guadalupe comprova a teoria. Assim como eles, o Cansei de Ser Sexy, Moptop e Bonde do Rolê foram bandas que, de certa forma, vieram do meio independente e agora estão em outro patamar, seja o de grandes gravadoras ou festivais internacionais. Claro, os festivais independentes tem seus méritos – o Lucy and the Popsonics, que esteve recentemente no Rec-Beat, é um bom exemplo – mas ainda estão em desvantagem no placar.

Coletânea
O coletivo Nordeste Independente lança essa semana, atrelada ao festival que vai acontecer simultaneamente em várias cidades da região, uma coletânea virtual. Distribuída em blogs e sites como o RecifeRock e Trama Virtual, as 20 faixas apresentam novas bandas do Nordeste para os ouvidos curiosos. O anúncio oficial, com endereços para download, deve sair amanhã.

Lançamento
A banda N’Zambi lança o primeiro disco, homônimo, dia 01 de março. Com produção de Ras André, da Ponto de Equilibrio, é um dos raros lançamentos locais no formato SMD. Uma mídia de CD preenchido apenas na área usada pela música, deixando o produto final acessível. Quem for conferir o show da N’Zambi no Clube Atlântico leva o disco para casa por R$ 6.