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Finalistas do Microfonia 2008

Finalmente saiu a lista das bandas finalistas do Microfonia. O concurso escolhe uma banda para tocar na próxima edição do Abril Pro Rock, mas na verdade isso é só a cereja do bolo. O primeiro lugar ainda ganha R$ 3 mil em dinheiro, horas de gravação em estúdio, videoclipe, bolsa de estudos, fotos de divulgação e até um release bonitinho. Em edições passadas, o Microfonia encontrou bandas como a Volver e Sweet Fanny Adams, dando um impulso na carreira delas, que hoje circulam o país em festivais independentes.

A curadoria é feita por mim, Paulo André (do Abril), dois professores do curso de Produção Fonográfica da Faculdade e por William do estúdio Mr. Mouse. E, vou te dizer, esse ano foi bem difícil. O número de inscritos caiu, mas a quantidade de banda ruim aumento gigantescamente. Foi feito tirar leite de pedra chegar nesses 16 nomes abaixo. Mas no fim valeu, teve umas boas surpresas que voltarei a falar mais tarde por aqui.

Olha ai a lista:

01. A Banda de Joseph Tourton
02. A Comuna
03. Black Flowers
04. Candeias Rock City
05. Caravana do Delírio
06. Gandharva
07. Gigantesco Narval Elétrico
08. Ilíada 1
09. Javacafé
10. La Garantia
11. Love Toys
12. Seu Fulô e a Fuleragem
13. The Haze
14. The Keith
15. Ugly Boys
16. Voyeur

Abril Pro Rock 2008

Esse ano eu (junto com o Guilherme) fiz curadoria das bandas independentes e dos debates; além de assessoria de imprensa para o festival Abril Pro Rock. Então, por questões éticas, não fiz a cobertura que costumava fazer do evento nos últimos quatro anos. Mas para não passar em branco, segue ai a cobertura que a Trama Virtual fez do festival:

E o pessoal do Project 666 gravou todo o show para lançar um DVD. Sacaê o teaser:

Por trás de um festival

Acabou o Abril Pro Rock 2008, pelo menos até dia 27 quando tem show do Helloween e Gamma Ray. Este ano, pela primeira vez, eu acabei mudando de lado na história. Após ser convidado para fazer curadoria das bandas independentes da programação, acabei me misturando na parte de produção, assessoria e o que mais aparecesse no processo. Foi uma experiência muito boa. Primeiro para perceber que a quantidade de imprevistos que um evento desse porte tem é muito maior que a mente mais criativa pode conceber. Segundo, para ganhar ainda mais a noção do todo que envolve esse processo da música independente e, entender, com isso, que meu lugar é mesmo como jornalista, do outro lado.

Engraçado que, sempre auto-referente, costumava ser um fervoroso crítico ao discurso de que jornalista é uma raça preguiçosa. Me espantei o quanto eu estava enganado, mesmo. De um lado, gente perguntando o que é que tem de curioso para destacar, a outro, de gente pedindo uma cobertura pronta para ler antes de escrever algo, teve de absolutamente tudo. Existe um despreraro gigante, que vai muito além da própria preguiça de apenas assistir a um show. Chega ao exagero de não conseguir criar nenhuma reflexão pelo que foi visto.

Acabou casando muito bem com uma das provocações que Fabrício Nobre fez durante o debate sobre mídia independente, com o Paulo Terron e o Bruno Maia, muito bem reforçado por ambos. Sobre o excesso de gente escrevendo sobre algo por algum motivo aleatório ainda não descoberto. E casou mais ainda com algo que o próprio disse antes, ao falar de produção executiva, que estar envolvido nesse meio é algo que você precisa fazer quando acorda até o momento que vai dormir, caso contrário não sai do canto.

Obrigado a todos que foram e os elogios que surgiram ao longo dos três dias. Especialmente pela produção e para quem nos ajudou com as broncas que apareciam no caminho.

Novas bandas do Recife: Sweet Fanny Adams

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Quando eu vi um show da Sweet Fanny Adams pela primeira vez, eu gostei da banda de cara. Na primeira música eles tocaram um cover do Subways, quando eu achava que essa informação ainda não chegava nas novas bandas em Pernambuco (isso foi em 2006, ano de lançamento dos ingleses). E o som deles seguia na mesma linha. Eles eram super verdes, demoraram quase o tempo de duas músicas entre cada uma que tocavam no repertório. Mas nem isso, nem o nome complicado, foram obstáculos para eles serem provavelmente, entre as novas bandas da cidade, a com maior número de show hoje.

Resultado de quem toca sem parar: o som da SFA cresceu um bocado. Já começa a caminhar agora numa linha mais low profile, com vozes graves e clima On the Road. Não perdeu a pegada indie rock do começo. A banda aprendeu como se divertir enquanto toca e sempre consegue transformar um show numa festa. Ecos de Gang of Four trazem dicas de que o rock pode estar voltando ao Recife.

A Sweet Fanny Adams lançou um novo EP que pode ser ouvido inteiro no MySpace da banda. “Hate Song 3″ já virou vicio no iPod. O EP se chama “Fanny, you’re no fun“. Acho que é uma brincadeira com todo mundo que escreve o nome deles errado. Aliás, Sweet Fanny Adams é a versão from uk (!!) para nossa Inês é Morta. Eles tocam dia 12 no Abril Pro Rock.

Hate Song 3

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