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Coquetel Molotov 2008: Primeira noite

- Talvez o Coquetel Molotov seja o festival mais bem resolvido do Recife hoje. Eles sabem o que querem para o evento e é muito bom perceber como o público responde a isso. O clima do lugar esteve perfeito na quinta edição, ao ponto de que você poderia ir para lá e não assistir nenhum show e se divertir bastante.

- Perdi uma nota de R$ 100. Se você encontrou, não me diga.

- A quinta edição meio que fecha um ciclo. E nele, a tradição: o melhor do festival está sempre na sala Cine UFPE, nos shows gratuitos.

Eu lembro de me perguntar, no final da edição passada do festival No Ar Coquetel Molotov como eles conseguiriam repetir o feito de esgotar os ingressos do evento. Era o ponta pé inicial da minha dúvida sobre a presença de tanta gente ali. Era pelo que o evento tinha construido ou por uma atração específica? Quando cheguei no teatro da UFPE, perto das 18h, vi que isso estava longe de ser um problema esse ano. Espaço cheio, sala Cine UFPE já lotada com o começo do show do Burro Morto. E pela primeira vez consegui pegar a primeira atração do festival.

O Burro Morto é da Paraiba e não parece com nada que eu tenha ouvido até hoje de lá. Instrumental bem incrível, daqueles que você consegue distinguir quando uma música começa e outra termina. Aliás, parece que isso deixou de ser um problema nas novas bandas instrumentais. A lógica da canção pop venceu e isso é muito bom. Bastou ver o público dançando e respondendo imediatamente às músicas. Dos oito shows da noite, esse entra no meu top 3.

Por falar em lógica pop imperando, era genial ver um dos meninos da banda de Joseph Tourton com uma camisa do NOFX, tocando músicas que parecem ter saido de um ensaio secreto do Hurtmold. A banda fez uma boa estréia, com um pessoal incrivelmente novo e, mais uma vez, com um show instrumental. Poderia até ter ficado em horário mais nobre que não fariam feio. Sem falar que eles sinalizam uma mudança extrema na cena de novas bandas da cidade… era impossível pensar uma banda assim há, sei lá, seis anos.

O Bandini fez um show bom, mas foram prejudicados um pouco com o som da sala cine e um pouco pelo nervosismo de uma primeira apresentação fora de casa. Acabei sem conseguir ver o show deles inteiro porque foi nessa hora que percebi que havia perdido meu dinheiro. E sai na inocência de conseguir encontrar a nota perdida no chão. Não aconteceu.

Logo depois, o Guizado fez o melhor show de toda a noite. Eu lembro quando vi a banda pela primeira vez no Milo, em São Paulo, se não me engano na estréia deles. O negócio cresceu em proporções impressionantes. Não tem como ouvir dois segundos das músicas e não se contagiar e dançar. Podiam ter tocado no palco principal ou até mesmo encerrado a noite fora do teatro, em clima de festa, que seria foda.

Na mudança para o teatro, por sinal, ainda deu tempo de arriscar o Rock Band, que a Trident armou no centro do festival. A fila pro joguinho era quase tão demorada quanto a para entrar no teatro.

Depois eu falo de tudo que aconteceu no teatro, inclusive sobre esse vídeo ai acima. Sim, a Mallu tá chorando. Não, Camelo não pegou ela no final. (Mané)

Coquetel Molotov 2008: Programação

Esse encerra o ciclo de festivais do Recife. A quinta edição do No Ar Coquetel Molotov traz a Invasão Sueca para o Recife, além de Owen Pallet, violinista do Arcade Fire no projeto solo Final Fantasy. Tem os já anunciados aqui, Peter Bjorn & John, Shout Out Louds, Club 8 e Marcelo Camelo. E também tem Vanguart (MT), de volta ao Recife após o sucesso (no primeiro show deles aqui, no Recbeat, eram só mais uma entre as bandas esquisitas). E tem também Mallu Magalhães pela primeira vez no Recife, além da Bandini, do Rio Grande do Norte, que foi sugestão minha =)

19.09
SALA CINE UFPE
Burro Morto | PB
A Banda de Joseph Tourton | PE
Bandini | RN
Guizado | PE

TEATRO UFPE
Júlia Says | PE
Vanguart | MT
Shout Out Louds | Suécia
Marcelo Camelo | RJ

20.09
SALA CINE
Pocilga Deluxe | PE
Zeca Viana & Onomatopéia Bum | PE
Akin | SP
Club 8 | Suécia

TEATRO UFPE
Catarina | PE
Final Fantasy | Canadá
Mallu Magalhães | SP
Peter, Bjorn & John | Suécia

Nordeste Independente #2

Semana passada eu peguei uma virose e todo esforço que fiz para me livrar dela foi para conseguir trabalhar no último dia do Abril Pro Rock. Por isso, em favor ao metaaaaalll, não houve gravação do podcast. Agora tudo volta aos trilhos com a segunda edição do programa gravado por mim e por Luciano Matos. Falamos sobre casas de show, a cena rock de Natal, programação do Bananada e uma agenda do que rola no próximo fim de semana. Aprendendo melhor como usar essa gravação via Skype, conseguimos aumentar a qualidade do audio, o tempo do programa e diminuir o tamanho do arquivo, que já está funcionando no xml para assinar o podcas, por sinal.

Confere ai a programação:

Nuda - Fato: Mamado Vado
The Sinks – Let You Down
Bandini – Long Exposure to the Light
Nancy Viégas – Fezes Meu Bem
Hang the Superstars – Evil Machine
CSS – Rat is Dead

[podcast]http://www.popup.mus.br/mp3/neindie02.mp3[/podcast]

Para assinar no Itunes e similares: http://www.popup.mus.br/feed/podcast/

I drive a lot

Fim de semana cinzento. Música do Starflyer 69 para dar o tom que se mistura com a ansiedade para o próximo sábado, com festa Nave em Salvador. (mais sobre isso em breve). Dica do Fausto, que tem uma das bandas mais legais de Natal e é garantia no set.

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O show do Maquinado, no fim, foi tão regular quanto aquele primeiro do Abril Pro Rock em 2006. As músicas são muito boas e funcionam muito bem no disco. Mas ao vivo não existe vibe regulada ainda. E acho que Lúcio Maia tem culpa disso. Ele passa um certo desconforto em mostrar um trabalho mais próprio no palco. Faz menos pose e acaba parecendo outra pessoa. E honestidade é chave para qualquer banda funcionar ao vivo.

Tem uma seção nova no Popup. Que eu tava tentando bolar faz tempo. É um apanhado de pequenas coisas do meu mestrado, que vai crescendo com o tempo. Se der certo, crio uma nova com minhas idéias para o doutorado.