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Noitada Monstro!

Hoje tem lançamento do CD da Amp na Nox. A melhor banda de rock da cidade (desculpa, Vamoz!) vai lançar Pharmakodinamica pela Monstro e para coroar, vai ter uma noitada do selo na cidade. MQN e Black Drawing Chalks, que estão no Nordeste para o Festival DoSol, tocam aqui juntos com o Macaco Bong (eles não estão no cartaz, mas como decidiram ficar na cidade o mês inteiro, também vão tocar), Amp e Vamoz.

Vá! Tem clone de cerveja e faz muito tempo que não tem um show de rock assim por aqui. Também vai ser minha despedida oficial do Recife. É, estou indo embora. Quem não se ligou no que estava rolando no Twitter ai na direita, pega a explicação que vai vir só amanhã. Ou então vai lá que eu conto tudo.

Goiânia Noise 2008: Programação

De volta a nossa programação normal… Quase deixo passar em branco aqui a programação do Goiânia Noise deste ano. Que não vai ter mais Circle Jerks como anunciaram e publiquei aqui, mas ainda terá o Helmet, Vaselines, Black Mountain, Black Lips e, nas nacionais, Amp, Cabruêra, Marcelo Camelo, Guizado e mais uma porrada de banda boa. A Monstro tem esse poder mágico de conseguir sempre se superar na qualidade do que fazem a cada ano, sempre surpreendendo. Mas este ano, ao que tudo indica, eu não vou poder conferir o Noise de perto. Paciência… Olha só o que eu vou perder:

SEXTA 21/11

01:20 Marcelo Camelo (RJ)
00:40 Black Lips (EUA)
00:00 Vaselines (Escócia)
23:30 Lucy And The Popsonics (DF)
23:00 Frank Jorge (RS)
22:30 Motherfish (GO)
22:00 Canastra (RJ)
21:30 Continental Combo (SP)
21:00 Calumet-Hecla (EUA)
20:30 The Backbiters (GO)
20:00 Mickey Junkies (SP)
19:30 Holger (SP)
19:00 Diego de Moraes e o Sindicato (GO)
18:40 Demosonic (GO)
18:10 Gloom (GO)

SÁBADO 22/11

01:20 Instituto (SP)
00:40 The Flaming Sideburns (Finlandia)
00:00 Black Mountain (Canada)
23:30 Black Mekon (Inglaterra)
23:00 Cabruêra (PB)
22:30 MQN (GO)
22:00 The Dead Rocks (SP)
21:30 Gangrena Gasosa (RJ)
21:00 Os Ambervisions (SC)
20:30 Black Drawing Chalks (GO)
20:00 Guizado (SP)
19:30 Amp (PE)
19:00 Mugo (GO)
18:40 Mersault e Maquina de Escrever (GO)
18:10 Cicuta (GO)

DOMINGO 23/11

00:20 Helmet (EUA)
23:20 Inocentes (SP)
22:40 Periferia SA (SP)
22:00 Claustrofobia (SP)
21:30 The Tormentos (ARG)
21:00 Loop B (SP)
20:30 Mechanics (GO)
20:00 The Ganjas (Chile)
19:30 Bang Bang Babies (GO)
19:00 Motek (Bélgica)
18:30 Hillbilly Rawhide (PR)
18:00 Heaven’s Guardian (GO)
17:40 Goldfish Memories (GO)
17:10 Figado Killer (GO)

Festival DoSol 2008: Programação

Mais um grande festival que divulga a programação para o segundo semestre. O DoSol, em Natal, terá pela primeira vez uma atração internacional, a banda The Donnas. Eles também trazem pela primeira para o Nordeste o Terminal Guadalupe, que já repeti algumas vezes por aqui o quanto acho uma banda legal. Além de MQN, Forgotten Boys e Black Drawing Chalks, que devem esticar um pouco a passagem e tocar em cidades vizinhas.

Este ano, o festival cresceu e ganhou mais duas noites, gratuitas, no mesmo Teatro da Ribeira onde realizou seu Warm Up. E para isso, trouxeram o super combo Elma + Debate, que deve arrastar gente de outros estados para ir lá conferir. Eu fiz uma entrevista com Foca, que produz o festival, e mando ela logo na sequência.

DIA 01 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
THE DONNAS | EUA
BLACK DRAWING CHALKS | GO
FORGOTTEN BOYS | SP
AMP | PE
MQN | GO
TERMINAL GUADALUPE | PR
THE SINKS | RN
BARBIEKILL | RN
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN
STAR 61 | PB
ROSA DE PEDRA | RN
LUNARES | RN
FEWELL | RN
ROCK ROVERS (RN)

DIA 02 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
MUKEKA DI RATO | ES
CATÄRRO | RN
TORTURE SQUAD | SP
VENUS VOLTS | SP
EXPOSE YOUR HATE | RN
RIVER RAID | PE
CALISTOGA | RN
DISTRO | RN
BRAND NEW HATE | RN
PLASTIC NOIR | CE
AK-47 | RN
GANDHI | RN

DIA 12 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
ELMA | SP
DEBATE | SP
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN

DIA 13 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
O GARFO | CE
OS POETAS ELÉTRICOS | RN
EDU GOMEZ | RN

Cobertura: Goiânia Noise 2007

GOIÂNIA – Numa primeira impressão rápida, passando a vista pelo longo e belo cenário do Centro Cultural Oscar Niemeyer, o festival Goiânia Noise, que encerrou este fim de semana sua 13ª edição, impressiona. Com o passar dos três dias de show, o queixo cai ainda mais. Numa localização distante da cidade, com uma das mais bem montadas estruturas já vistas num evento do porte, funciona como um modelo para todos os festivais independentes do país.

O modelo beira a perfeição: as bandas trabalham nos bastidores, como roadies, apresentadores e responsáveis por palcos. As atrações se misturam, sem existir dias por gêneros. Mundo Livre S/A toca antes do Sepultura; Cordel do Fogo Encantado se apresenta após o Korzus. Assim, o público também desenvolve níveis de interação que superam qualquer noção de “tribo”. Como se o rock fosse uma força homogênea que une todos que adoram essa música, não importando suas ramificações.

O horário de verão não funciona muito bem para Goiânia, uma cidade de arquitetura muito jovem, lembrando muito pouco de uma grande metrópole. Os shows começam as 18h e, até às 20h, as bandas tocam debaixo de um sol forte. A importância política do Noise se percebe pelos visitantes que o festival recebe. Figuras nacionais como o produtor Miranda (atualmente do programa de TV Ídolos), representantes de selos internacionais e produtores dos principais festivais de todo o país. Todos vindos a convite do evento.

A curadoria da programação surpreende. Não existe, entre as 41 bandas que tocaram lá, alguma que seja visivelmente ruim, equivocada ou sem proposta. Todos os shows são proveitosos. Mas o palco desmistifica alguns nomes, como a local Barfly, que tem um ótimo disco, mas uma apresentação que deixa muito a desejar; assim como a Valentina, que fez seu último show da carreira. O contrário da Black Drawing Chalks, que compensa um disco regular com uma das melhores apresentações da noite. Entre os mitos da casa, só crescem o das bandas Violins e a instrumental Pata de Elefante, com shows que arrancavam coros (para o Violins) e aplausos seguidos de sorrisos e fanatismo (para ambos).

O Goiânia Noise serve de plataforma para novas promessas no pop nacional do cenário independente. Além das citadas, juntam ao time dos bons os shows dos bem humorados mods paulistas do Haxinxins; também de São Paulo a Ecos Falsos e, do Rio Grande do Sul, a banda Superguidis. Já no time dos excelentes, os cariocas da Pelvs; o gaúcho Júpiter Maçã e a estreante The Name, essa com um pop oitentista cantado em inglês.

Sendo um evento tão importante, as atrações principais se reforçam como grandes jogadores no campo nacional da música independente. Consagração para as pernambucanas do Cordel do Fogo Encantado e Mundo Livre S/A, que sem tocar em rádio ou participar de qualquer programação de TV, conseguem reunir um público cada vez maior em qualquer extremo do país. O Goiânia Noise deu ainda a oportunidade do Brasil conferir em primeira mão uma das bandas mais comentadas do novo pop internacional, a americana Battles, que fez o melhor show dos três dias de evento.

Um paragrafo para o Battles. Mais uma banda que reforça como o formato pop do Brasil insiste em permanecer atrasados. Chovem bandas de guitarra-baixo-bateria. A experiência, quando existe, é em timbres, misturas de gêneros, mas nunca em novos sons. A banda americana reforça a importância de grupos menores, como os paulistas do Hurtmold e Guizado, de construir novas texturas e trazer novos sons para o universo da música pop. Com uma bateria na frente e várias mesas com computadores e samplers, desafiavam a experiência visual. O público atento procurava encontrar de onde saia cada novo som. E dessa troca, tinhamos um verdadeiro espetáculo.

Como atual centro dos festivais independentes do Brasil, o Goiânia Noise não encerra com sua programação. Os nomes que passaram pelos três dias de rock em um cada vez menos remoto Centro Oeste brasileiro já saem do palco com convite para integrar a programação de eventos em outros estados do país. E, cumprindo sua função, o festival independente põe para girar a nova música brasileira.

Goiânia Noise 2007

noise.jpg

Saiu ontem a programação oficial! Mas eu tava doente, de cama, completamente fudido, por isso só to coloando aqui agora. O bom é que, assim, todo mundo que publicou ontem não rouba minha trabalheira de encontrar os links de todas as bandas, como geralmente acontece :-P

Confere ai:

SEXTA | 23.11
Mugo
(GO)
Seven (GO)
Barfly (GO)
Banda selecionada via TramaVirtual
Superguidis (RS)
Cooper Cobras (RJ)
Violins (GO)
Os Haxixins
(SP)
MQN (GO)
Sick Sick Sinners (PR)
Móveis Coloniais de Acaju (DF)
Rubín & Los Subtitulados
(Argentina)
The Dts (EUA)
Pato Fu (MG)

SÁBADO | 24.11
Woolloongabbas (GO)
Control Z
(GO)
Valentina (GO)
Banda selecionada via TramaVirtual
Pelvs (RJ)
Sangue Seco (GO)
Kassin + 2 (RJ)
Perrosky (Chile)
Mechanics
(GO)
Mukeka de Rato (ES)
Korzus (SP)
The Legendary Tigerman (Portugal)
Jupiter Maçã (RS)
Cordel Do Fogo Encantado (PE)

Domingo | 25.11
Perfect Violence
(GO)
Black Drawing Chalks (GO)
Rollin’ Chamas
(GO)
Banda selecionada via TramaVirtual
Ecos Falsos (SP)
Damn Laser Vampires (RS)
Macaco Bong
(MT)
Motherfish (GO)
Pata de Elefante (RS)
Spiritual Carnage
(GO)
The Battles (EUA)
Motosierra
(Uruguai)
Mundo Livre SA (PE)
Sepultura
(MG)


seleta.jpg
Quer tocar no Noise? Se você passou a vista com detalhe na programação, percebeu que está reservado um espaço em cada um dos três dias para uma banda selecionada pela Trama Virtual. Para participar é só dar uma conferida no site! Por falar em dar uma conferida, muitas das bandas escaladas já apareceram aqui no Pop up em resenhas e entrevistas. É só ir atrás ne busca ou nas tags. =)


fome.jpgTás com fome?