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Coquetel Molotov 2008: Programação

Esse encerra o ciclo de festivais do Recife. A quinta edição do No Ar Coquetel Molotov traz a Invasão Sueca para o Recife, além de Owen Pallet, violinista do Arcade Fire no projeto solo Final Fantasy. Tem os já anunciados aqui, Peter Bjorn & John, Shout Out Louds, Club 8 e Marcelo Camelo. E também tem Vanguart (MT), de volta ao Recife após o sucesso (no primeiro show deles aqui, no Recbeat, eram só mais uma entre as bandas esquisitas). E tem também Mallu Magalhães pela primeira vez no Recife, além da Bandini, do Rio Grande do Norte, que foi sugestão minha =)

19.09
SALA CINE UFPE
Burro Morto | PB
A Banda de Joseph Tourton | PE
Bandini | RN
Guizado | PE

TEATRO UFPE
Júlia Says | PE
Vanguart | MT
Shout Out Louds | Suécia
Marcelo Camelo | RJ

20.09
SALA CINE
Pocilga Deluxe | PE
Zeca Viana & Onomatopéia Bum | PE
Akin | SP
Club 8 | Suécia

TEATRO UFPE
Catarina | PE
Final Fantasy | Canadá
Mallu Magalhães | SP
Peter, Bjorn & John | Suécia

Preliminares

Alguns dos principais festivais do segundo semestre que ainda não fecharam a programação já começaram a divulgar algumas atrações principais. Essa chegou hoje e é nível “parem as maquinas”. Marcelo Camelo faz sua estréia solo, acompanhado pelo Hurtmold, no Recife. Ele é o primeiro grande nome nacional anunciado pelo No Ar: Coquetel Molotov. O festival será nos dias 19 e 20 de setembro no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco. Além deles, mais três suecos: Peter Bjorn and John, Club 8 e Shout Out Louds. A programação final tá perto de sair. Teve até uma banda indicada por mim, legal isso. :P

Quem também mandou novidades foi o Mada. O festival de Natal vai ter show do Motossiera – a banda estava desativada, o que só deixa a notícia melhor ainda – e o americano Josh Rouse. É um folk bem pop, agradável na primeira impressão. Eu nem conhecia… fui ouvir só por ter sido anunciado. Já tem quase tudo divulgado, anota ai: Seu Jorge, Pato Fu, Lobão, Cordel do Fogo Encantado, o Rappa, Curumin, Mallu Magalhães, Sweet Fanny Adams, Poliester, Falcatrua, Brand New Hate, Lunares, Síntese Modular, Rosa de Pedra, Poetas Elétricos, Barbiekill e Macanjo.

Enquanto isso, o Tim Festival começa a ficar interessante. Minha banda favorita desse ano, a MGMT, foi confirmada na programação. Além deles, The National, Gogol Bordello e Paul Weller são oficiais. No palco jazz, Carla Bley e Esperanza Spalding. Não oficialmente, falam ainda de Klaxons e Gossip.

Efeito Arco-Íris

Considerando o sucesso da iniciativa da banda Radiohead, a conseqüência foi quase inevitável. Nos últimos três meses que seguiram o lançamento online do disco “In Rainbows”, uma enxurrada de artistas decidiu seguir o mesmo caminho e disponibilizar seus discos para que o fã decidisse o preço – ou nem isso, pegasse tudo logo de graça. O caso mais recente foi o Nine Inch Nails que decidiu não vender o disco, mas oferecer um link para download direto.

Ao contrário do Radiohead, que é só sorriso, até agora quem decidiu seguir o caminho devolveu apenas reclamações. O motivo é tão óbvio que não merecia sequer explicação. Cada caso é um caso e da mesma forma que um artista não vende a mesma quantidade de discos que o outro, nem todos vão ter o mesmo resultado ao experimentar as novidades da Internet. A própria banda inglesa pivô da situação já decidiu lançar um disco físico que, por sinal, já esgotou nas prateleiras.

O mais impressionante é a postura de tédio que o mercado de música brasileiro tem em relação a tudo isso. O ano de 2008 começa morno, com o primeiro trimestre fechando sem nenhum lançamento mais relevante do que a parceria entre Bethânia e Omara Portuondo. No lugar de pressa e vontade de experimentar, caminhamos com calma e sem novidades. As pesquisas de vendas do mercado digital começam a representar mais exceções que bons modelos de mercado.

Internacional
A turnê que a contora francesa Lisa Li-Lund faz pelo Brasil – produzida pelo coletivo Coquetel Molotov – acaba de ganhar uma parada no Recife, graças a parceria com o consulado francês e a prefeitura. Ela se apresenta aqui no dia 4 de abril. As referências no som folk vão do Velvet Underground à Sonic Youth, passando por extremos de covers que ela faz de Justin Timberlake. Para conhecer sua música só basta acessar o www.myspace.com/lisalilund

Pelada
Uma das extravagâncias – e essa é uma leve, consdirando o histórico de uma banda que viaja pilotando o próprio avião – do Iron Maiden durante a turnê do Brasil foi participar de um amistoso de futebol. O time adversário era formado por parte do Sepultura (Derrick e Andreas Kisser), junto com funcionários da EMI e outros fãs da banda escolhidas pelo MySpace. O Iron ganhou, por sinal.

Lançamento
Erasto Vasconcelos lança disco novo “Estrela Brilhante”, na quinta-feira com um pocket show na loja Passa Disco. Gravado com incentivo do Funcultura, ele reúne 15 faixas inéditas de autoria de Erasto. É uma homenagem ao Maracatu do Baque Virado e ao mestre Veludinho, que, segundo o compositor, “foi a vida toda um tambor forte”.

Festinha do Recbeat

Ontem rolou um chill-in do festival Recbeat para alguns convidados na casa da Red Bull (e que casa!). Discotecagem de Catarina De Jah (nunca tinha visto, que figura) e Schneider, com algumas bandas e o povo de sempre, que sempre se vê em todo canto da cidade. Climão legal, que lembrou muito o fim de noite da edição passada, com uma mini confra espontânea nos camarins.

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Catarina De Jah

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Jarmeson e Nina Becker

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Renato L e Camile

Mais do que simplesmente encher a cara de Redbull e planejar derrubar Gutie na piscina da casa (o que acabou não rolando, porque ela tava super suja), a noite foi para lançar o DVD do documentário RecBeat e a Propriedade, de Pedro Bayeux. Como não é um produto feito para ser comercializado, as chances seriam que você que ficou de fora jamais visse o que foi registrado dos shows do ano passado. Mas, Bayeux, que não perde tempo, já jogou tudo no Youtube. Se liga ai na primeira parte, que o resto vem em links dentro do próprio vídeo.

O festival começa amanhã. Quem tá no vacilo de não conferir ainda a programação, só precisa sair clicando desesperadamente aqui pelo blog para encontrar. Uma dica é seguir a tag. :)

Festivais, festivais, festivais

O bolso vai chorar muito agora no fim do ano com as novas atrações que estão sendo anunciadas para se apresentar no Brasil. Depois do Planeta Terra confirmar o Tokio Police Club, Kasabian e Pato Fu junto aos shows do CSS, Lily Allen, Devo e Supercordas, foi o Goiânia Noise que deu só um gostinho do que está vindo por ai com 10 atrações para a edição deste ano. Seis delas são gringas: Battles, The Legendary Tigerman, o duo chileno Perrosky, The DTs, o argertino Sebastian Rubin e os uruguaios do Motosierra. Para completar a prévia, tem também MQN, Mechanics, Ecos Falsos e Mundo Livre S/A.

O 13º terceiro Goiânia Noise será entre os dias 23 e 25 de novembro, apenas 15 dias após o Planeta Terra e um mês após o Tim Festival. O show do Battles e os DT’s estão na listas de imperdíveis do ano. Já o Tigerman, eu tive oportunidade de assistir numa edição passada do Abril pro Rock e não foi tão empolgante assim. Teve um pouco a ver com o público reduzido e o fato de que informação demais – o show dele tem muita informação, com filmes e garotas seminuas no palco – sempre choca na primeira impressão. Quem sabe agora ele tem mais sorte.


Essa abundância de festivais me lembra muito o fenômeno da cauda longa. Aquele que diz que os mercados de nicho estão desbancando o de massas. Tem tanta informação circulando, com tanta gente absorvendo, que simplesmente existe um público impressionante atrás de boa música. Eu falei aqui do Coquetel Molotov, mas se
liga só como foi o Se Rasgum no Rock, que rolou lá no Pará:


Cabaret é favorita aqui da casa, então sou suspeito para dizer que quem perdeu, já tem motivo para se arrepender. Enquanto Marvel – que virou muso-pop-trash por três dias no finado papelpobre – vomitava glitter no público, os Astronautas transformavam Minas Gerais no espaço sideral quando tocavam no Jambolada. Olha só as fotos:astronautas.jpgE no Multiply da Adreana tem muito mais foto do que rolou por lá.


Enquanto isso, em João Pessoa, o Festival Mundo mostrava que a cidade tem muita competência para ter uma grande estrutura de shows. E saiu com um saldo muito mais positivo que o esperado, graças as pessoas que acreditaram nesse potencial da região. No pique que está, o Nordeste vai ficar um lugar pequeno demais com tantos shows e bandas conseguindo um bom espaço.fossel.jpgE tem um montão mais de fotos do Mundo no flickr do Anderson


Sou só eu que acha impressionante quatro festivais de médio porte tão legais acontecendo ao mesmo tempo ao redor do país? Acho que não. Confere lá a cobertura que o Luciano Mantos fez do Se Rasgum.Esse mês ainda rola o Garimpo, organizado pelo pessoal do programa de TV Alto Falante em Belo Horizonte, e em novembro tem o Demo Sul, em Londrina. Mas depois dessa enxurrada de eventos, quem vai povoar os festivais do próximo ano? No fim de semana eu dou umas dicas de gente que anda atualizando o MySpace de música nova e de qualidade. Fica atento!