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Madrugão

Notícias de Silvério

Por email:
“A tour foi maravilhosa, o CD novo já está lançado na Europa, e fico pensando em como estamos estáveis por lá! Ainda dei uma esticada no RJ e também foi ótimo a recepcão dos cariocas ve as fotos da Tour http://bateomanca.fotos.uol.com.br/silverio. Divertido”

O DVD do disco “Cabeça Elétrica, Coração Acústico” vai ser lançado antes do que você imagina. Nele vai ter esse clipe aqui, da música “Nas Terras da Gente”:

http://www.youtube.com/watch?v=Us29BzIPAKI

Take me out

Queria uma boa desculpa para dar outra fugida da sua cidade? Franz Ferdinand confirmado no Motomix, 13 a 16 de setembro em São Paulo. Até então, o evento só tinha tido DJs meia-boca e projetos curiosos, tipo o de Bid (o cara que produziu a Nação Zumbi). Não é sucifiente? Ladytron e Bloc Party em Curitiba.

Coquetel

Depois de dar em primeira mão aqui duas atrações do festival No Ar: Coquetel Molotov (Cansei de Ser Sexy e Jupiter Maçã), as meninas acabaram me falando em outros, até maiores. Pelo tom de deboche, melhor nem espalhar. Mas se você é curioso, pesquise por Nirvana, não pense grande (não é o Foo Fighters), e tente adivinhar.

Hellcife

Sábado passado teve um assassinato em uma das poucas ruas movimentadas da cidade. Aquela onde ficava o comércio de “Loló e a Massa” e a encruzilhada entre o reggae e o rap no Recife Antigo. Se prepare então para mais noites vazias.

Nas lojas

Se a solução, então, é ficar em casa, as bandas daqui aceleram os lançamentos. Sábado passado foram os Dead Superstars, este fim de semana é o Zé Cafofinho. Na próxima, ou até o fim do mês, é o Mellotrons. Julho também aguarda o lançamento de “Transfiguração”, do Cordel do Fogo Encantado. Agora que o Diversitrônica descobriu que tem fãs, podia começar a pensar na idéia.

MP3

Madrugada é também para catar coisa nova. Então escute ai 1990s , Repolho (Escuta a Feio deApé e Sem Dinheiro), a nova do Pullovers e a Orquestra Atari. Melhor foto, a desses últimos.

• • Feliz dia dos namorados…

Lá fora

A Prefeitura prometeu uma renovação cultural no Recife Antigo e, até agora, as ruas continuam desertas e o público sem opção. Numa noite quente de sábado, da janela do prédio da Folha de Pernambuco, podia-se ver várias pessoas, a maioria casais, andando sem pressa pela rua do Bom Jesus. Elas estavam indo para o Festival da Seresta, que acontecia na Praça do Arsenal.

Existe vontade do público, existe demanda de artistas. Esse tipo de evento não deveria ser pontual, acontecendo apenas uma vez por ano, mas sim todos os fins de semana. Palcos na rua são uma tradição tanto em Recife, quanto em Olinda, e precisam voltar para forçar mais policiamento, diversão e clima nas ruas.

Encontro
Odair José só teve 30 minutos de tempo livre no Recife. Foi o momento onde aguardava transporte do areoporto para o hotel. Mas foi suficiente para rolar um encontro entre a banda Volver e o músico. A banda gravou a música “Vou contar de um a três” no disco “Vou tirar você desse lugar”, tributo ao cantor. Confere o momento coluna social entre Bruno Souto (vocalista da Volver), Odair e Fernando (baixista).

Lá fora
“Forró in Brazil: Under a Full Moon, Dancing to the Beat of the Zabumba” é o nome da matéria assinada por Seth Kugel no jornal New York Times, um dos mais importantes do mundo. Ele passou uma temporada no Recife e levou para o periódico entrevistas com Xico Bizerra, Chiquinha Gonzaga e o ambiente de espaços como o Forró de Arlindo. Além de vídeos fotos do pé-de-serra daqui.

Mais Coquetel
Semana passada, adiantei aqui a confirmação do Cansei de Ser Sexy no festival Coquetel Molotov, que será em setembro. Mais duas bandas confirmaram estarem em negociação – nada certo ainda – com o evento. São o Bonde do Rolê, de Curitiba, e a gaúcha Pata de Elefante. Uma das mais pedidas pelo público, a Violins de Goiânia, encerrou as atividades.

Ahlev de Bossa

Duas coisas importantes que você vai perceber quando colocar o primeiro disco da Ahlev de Bossa no discman. O visor vai indicar apenas cinco músicas e, de tempo total, 51:50 minutos de duração. É difícil imaginar um resultado tão contraditório em disco. Músicas excessivamente longas, que nascem parte de um contexto excessivamente rápido. Rápido porque o nome, que não significa realmente nada, já era discutido em listas e entre interessados antes mesmo do primeiro show. Nos minutos seguintes que as primeiras músicas entraram na Internet.

Ahlev de Bossa, que também é o nome do primeiro disco (e da primeira música), nasceu da necessidade de cinco músicos locais de fazer experiências livres de formas. Coisa cada vez mais comum no Recife. São músicas instrumentais, que vão de sete a 20 minutos de duração cada. A composição parece nascer do acaso, sem as tradicionais intercalações entre um verso e refrão. A única interferência na música do Ahlev são sons externos. Gravações de televisão e rádio inseridos de fundo na forma de construções.

A diferença entre o Ahlev de Bossa e o que tem sido feito de música experimental no Recife aparece logo na primeira faixa. É o já citado desprendimento ao formato de estrofes da música. A composição da banda assume um sentido físico. Recortes que, somados, ganham os nomes de “Papo Cabeça”, “Señorita Amnesia” e “Ahlev de Bossa”. O “experimento” da banda é montar corpos de música sem muita textura, para depois colocar tudo na mesma embalagem.

O instrumental do Ahlev é progressivo. Livre de repetições. E é provavelmente o maior risco de todo o trabalho da banda. Dá para cortar os pulsos pelo menos sete vezes escutando a quinta faixa, que encerra o disco. O tipo de música que todo mundo tem tentado fugir nos, pelos menos, últimos 50 anos. É preciso paciência, boa vontade e três pensamentos felizes na memória para encarar uma seção completa do disco. O tipo de ritual que está virando tendência e fazendo o sucesso dos independentes Hurtmold, M. Takara, etc.

Parece que essa é mesmo a intenção dessa nova vertente experimental. Com um discurso de música pela pura intenção de criar música. Mas sempre embalado num CD que vai chegar de qualquer forma nas lojas do país. Se der certo, Ahlev de Bossa tem a vantagem de fazer isso com pouca pretensão. Potencial criativo e, pelos resultados de uma semana de lançamento, as ferramentas certas.

Publicado originalmente em 09.01.06

Música Fast Food

De todos os vícios do novo século, 2006 vai ser marcado principalmente pela pressa. O disco mais esperado do semestre, o primeiro da britânica Arctic Monkeys, não conseguiu completar um mês de sucesso. É a biografia inversa. Antes a carreira começava a contar a partir do primeiro disco, agora ele marca o final. O processo de produção e consumo rápido será o mal do ano.

E a pressa passa, mas o erro sempre fica. Alguns independentes encontraram a solução para isso nos EP’s. Discos que não passam das seis / sete músicas. Muitas já estão considerando os singles – com até duas músicas – parte definitiva da discografia. No fim, não vai ser a Internet quem vai decretar o fim da materialidade do disco, mas essa vontade descontrolada por novos sons.

Coquetel
O coletivo Coquetel Molotov anunciou a data do seu segundo festival, o “Coquetel Molotov Independente”. Será dia 28 de janeiro, no Pátio de São Pedro. No mesmo formato da edição anterior, o evento terá quatro bandas. As primeiras atrações já confirmadas são as locais The Dead Superstars e Backing Ballcats Barbis Vocals. Ano passado o festival também trouxe duas bandas de fora, Lulina (SP) e Brincando de Deus (BA).

Independentes
Um dos mais importantes prêmios da música independente do Brasil, o London Burning, divulgou a lista de seus indicados. Pernambuco está presente com o DJ Dolores, que concorre na categoria Melhor Disco de Eletrônica; e a Rádio de Outono, que aparece em duas categorias: Banda Revelação e Melhor EP. A votação é pública – pelo site – e vai até o fim do mês. O resultado sai em fevereiro.

Regulamentação
O Sindicato dos Músicos Profissionais de Pernambuco vai servir apenas de intermediário na nova disputa entre Ordem dos Músicos do Brasil(OMB) e o novo “Movimento dos Músicos de Pernambuco”. A iniciativa de participar como mediador das discussões foi do próprio sindicato, que faz questão de deixar claro que não tem nada contra a OMB.

Publicado originalmente em 10.01.06