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Formação, diversão e vanguarda

natal

Hoje eu estarei em Natal (RN), mais uma vez a convite da turma do DoSol. Vai rolar um bate papo no próprio centro cultural sobre jornalismo x blog de música. Então, se tiver de bobeira por ai, aparece por lá para trocarmos umas idéias. Logo em seguida, tem discotecagem minha e de Foca, para fechar em clima de happy hour e rock’n'roll. Aliás, essa é a primeira vez que eu djeizo em Natal. Uma vez viajei com o Moptop para lá, mas quando chegou na hora não tinha CD-J, nem computador. Só um CD-Player :P

Vê se não perde essa!

A Brazilian Tribute to Mudhoney

Essa é a capa do CD tributo ao Mudhoney que a Monstro vai lançar como parte da comemoração dos 10 anos da gravadora e em homenagem a banda que influenciou 11 em cada 10 de seus artistas. Mas também tem música de gente de fora, como a baiana Pitty e os potiguares Sinks. Falei com eles para disponibilizar pelo menos uma faixa aqui… Vamos ver se rola depois da correria do Noise :)

A arte ficou ficou incrível, assinada por Márcio, do Mechanics. No set, o vereador canta Here Comes Sickness. Aliás, olha só quem canta o que:

1 – Walverdes – Suck You Dry
2 – Ambervisions – Touch me, i’m sick
3 – Detetives – El Sol q Ciega (blidding sun)
4 – Macaco Bong – You Got It
5 – Autoramas – In’n'out of grace
6 – MQN – Poisoned Water
7 – Lucy and the Popsonics – Well Well Song (generation spokesmodel + fashion forecast)
8 – The Dead Rocks – March to Fuzz
9 – Vamoz – Pokin Around
10 – Mechanics – Here Come Sickness
11 – Pitty – If i think
12 – Holger – No Song 3
13 – Superguidis – Into the Drink
14 – AMP – Thorn
15 – The Sinks – Who you driving now
16 – Motherfish – Real Low Vibe
17 – Debate – Good Enough

Festival DoSol 2008: Programação

Mais um grande festival que divulga a programação para o segundo semestre. O DoSol, em Natal, terá pela primeira vez uma atração internacional, a banda The Donnas. Eles também trazem pela primeira para o Nordeste o Terminal Guadalupe, que já repeti algumas vezes por aqui o quanto acho uma banda legal. Além de MQN, Forgotten Boys e Black Drawing Chalks, que devem esticar um pouco a passagem e tocar em cidades vizinhas.

Este ano, o festival cresceu e ganhou mais duas noites, gratuitas, no mesmo Teatro da Ribeira onde realizou seu Warm Up. E para isso, trouxeram o super combo Elma + Debate, que deve arrastar gente de outros estados para ir lá conferir. Eu fiz uma entrevista com Foca, que produz o festival, e mando ela logo na sequência.

DIA 01 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
THE DONNAS | EUA
BLACK DRAWING CHALKS | GO
FORGOTTEN BOYS | SP
AMP | PE
MQN | GO
TERMINAL GUADALUPE | PR
THE SINKS | RN
BARBIEKILL | RN
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN
STAR 61 | PB
ROSA DE PEDRA | RN
LUNARES | RN
FEWELL | RN
ROCK ROVERS (RN)

DIA 02 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
MUKEKA DI RATO | ES
CATÄRRO | RN
TORTURE SQUAD | SP
VENUS VOLTS | SP
EXPOSE YOUR HATE | RN
RIVER RAID | PE
CALISTOGA | RN
DISTRO | RN
BRAND NEW HATE | RN
PLASTIC NOIR | CE
AK-47 | RN
GANDHI | RN

DIA 12 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
ELMA | SP
DEBATE | SP
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN

DIA 13 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
O GARFO | CE
OS POETAS ELÉTRICOS | RN
EDU GOMEZ | RN

Eletronika 2007 – Programação

lcdsound.jpg

Divulgaram hoje à tarde a programação do festival que acontece em Belo Horizonte. LCD Soundsystem e Battles no carro chefe, mas um monte de DJs, confere ai:

14.11| Chevrolet Hall
22:00 – 23:30 – Kowalsky (BH)
23:30 – 00:30 – Turbo Trio x Mixhell X Chernobyl (SP-POA)
00:30 – 02:00 – Shir Khan (Berlim)
02:00 – 03:30 – LCD Soundsystem (NYC)
05:30 – 07:00 – Bo$$ in Drama (CWB)

16.11| Roxy Club
Pista 1
23:00 – Dago (SP)
00:30 – Battles (NYC)
01:30 – The Field (Estocolmo)
02:30 – Mau Mau (SP)
04:30 – Fred Mafra (BH)

Pista 2
00:00 – 01:30 – Killer Shoes (BH)
01:30 – 03:00 – Gente Bonita (SP)
03:00 – 05:00 – Miranda (SP)

O Eletronika promove ainda uma rodada de debates. Esse ano o tema é “o convívio com a Internet”.

14.11 – “Anota o meu site”
Divulgação e Cobertura em Tempos de Internet

- Thiago Ney (jornalista Folha de S. Paulo e blog Ilustrada no Pop)
- Lúcio Ribeiro (jornalista, blog Popload)
- Kid Vinil (DJ, músico e radialista)
- Paulo Terron (jornalista, blog With Lasers)

15.11 – “Estamos fazendo”
Núcleos de Produção Independente

- André Barcinski (jornalista, Circuito Techno e Clash Club)
- Fabrício Nobre (músico, produtor, Monstro Discos)
- Bruno Maia (produtor Chappa Quente)
- Ana Garcia (produtora festival Coquetel Molotov)

16.11| Entre o YouTube e a MTV
A Importância do Vídeo como Veículo

- Carlos Eduardo Miranda (jornalista, produtor)
- Renata Simões (jornalista, apresentadora do Multishow)
- Dagoberto Donato (editor do site TramaVirtual)
- Israel do Vale (jornalista)

No Ar Coquetel Molotov 2006: Cobertura

Crescer é sempre um processo longo e complicado. Ao fim de sua terceira edição, neste último sábado, o festival No Ar Coquetel Molotov já pode comemorar a vitória de algumas etapas deste processo. Nos dois dias que aconteceu no teatro da Universidade Federal de Pernambuco, segundo a organização, foi reunida uma média de 1100 pessoas no primeiro dia e 1300 no segundo. Quase o dobro dos números do ano passado. Reconhecimento de público e também dos cambistas, novidade que figurava este ano a área da frente dos shows.

Na medida em que cresce, o festival começa a desenhar também características próprias que já são reconhecidas pelo público. Como, por exemplo, o fato da sala “Cine UFPE” mostrar sempre shows melhores que as bandas de abertura no teatro. Com a exceção do ambiente claustrofóbico – quente, apertado e escuro – do espaço, as experiências que passavam por lá eram sempre impressionantes.

“Tenho certeza que o show do Toni da Gatorra mudou a vida de todo mundo que assistiu, para o bem ou para o mal”, comentaria mais tarde um dos jornalistas que passava pelo festival. Além deste, a Debate era, sem dúvidas, uma das bandas paulistas de rock independente mais legais que já tocou aqui. Rock numa linha “Rage Against The Machine canta Sonic Youth”, uma voz aguda, berrada e visceral cortando os ruídos das guitarras.

Chambaril parece não chamar mais tanta atenção do público de Pernambuco. Mesmo com um formato bem superior, tocando as músicas eletrônicas em instrumentos orgânicos, a banda espantou um pouco das pessoas durante o show. Diferente do Diversitrônica. Devagar e sem pressa, o trio William, Leo e Zé Guilherme caminham para ser uma das bandas mais legais que já surgiu no Recife. Eletrônico divertido, cheio de graça e que só ganhou com as projeções em vídeo.

Enquanto no teatro, o começo era sempre desanimador. Ahlev de Bossa com uma desconfortável falta de preocupação visual, fez um show chato de se ver. Sem performance, sem uma preocupação com palco, eles tocavam de maneira introspectiva músicas lentas, arrastadas e demoradas. Quase um choque com o rock de guitarras do Badminton, primeiro sinal de vida que surgiu naquele palco.

Outra tradição que o Coquetel Molotov já pode comemorar é o de fazer daquele público que acreditou no evento uma parcela privilegiada. O show do Spleen e Cocoroise poderia até ser desses que já chegam formatados em esquema de franquia, mas ainda reservava uma espontaneidade muito forte. Spleen pulava de um canto para o outro, usando uma saia colorida, enquanto as irmãs Cassidy tocaram num palco totalmente escuro, envolto por sombras.

No sábado, o formato se repetia. As Barbis de Olinda entram no time do desnecessário, não apenas pelos comentários sem graça que fazem entre as músicas, quanto pela escalação de três vocalistas que simplesmente não conseguem cantar. As músicas têm até um bom potencial, assim como a performance delas no palco, mas tudo se perde num jogo de afeto próprio e confuso.

Para compensar, Valv (MG) e Móveis Coloniais de Acaju (DF) foram, com o perdão do adjetivo resumido, fantásticos. A primeira nem tanto, considerando que um teatro não é o ideal para o rock cantado em inglês deles, com músicas que lembram uma versão hetero do Placebo. Já a segunda, com um vocalista que recria um novo Wilson Simonal mais pop e jovem, se daria bem tocando até no Pólo Norte, para um público de pingüins.

É uma espécie de formato orquestra, com vários metais e em especial um cara que é realmente louco no palco com um trombone de vara. Cantaram ainda uma versão divertida de “Take me Out”, do Franz Ferdinand, e outra do Portishead. Foi tanta animação que ofuscou um pouco os franceses do Rubin Steiner. Outro rock bem legal de guitarras, que também brinca com instrumentos de metais e um cello.

O No Ar encerrou depois das quatro da manhã, outra boa novidade deste ano, já que nos passados o fim chegava sempre no começo da madrugada. Para todos que se aventuraram em entrar nessa linha experimental, o Tortoise deu aula. Duas baterias e uma formação que é até visualmente simétrica, com mais outros três teclados. Também mandaram a melhor projeção de vídeo dos dois dias.