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Me recompondo

Eram oito horas da manhã do domingo. Dia das mães, alguns carros já passam pela beira mar ensolarada de uma Salvador mais fria do que o comum. O dia começava para a maioria das pessoas, mas o anterior ainda não havia encerrado para um grupo de seis pessoas, que dançavam na boate Boomerangue numa festa que havia começado às 22h do sábado. Das tantas que já passei, a Nave, comandada por Luciano Matos e Jan Balanco é a melhor do Brasil. E ontem foi a melhor de todas elas.

A foto que abre esse post é da fila. E ela continuava fazendo curva na rua mesmo depois das 3h, quando eu entrava no meu segundo set. Público insano, noite louca daquelas que muita gente vai chorar mais tarde ao perceber que nunca vai se repetir. No aniversário de três anos, foram 22 DJs em esquema de duelo. Eu toquei com Mariana o que deve ter sido meu set mais indie até agora. Sem hits, de Vampire Weekend a b-sides do Bloc Party. Precisei de dois dias para me recuperar de tudo.

Axé
Falando em Salvador… a cidade vai bem demais das pernas. Uma semana depois da Nave tem o Baile Esquema Novo. No dia seguinte a festa, tinha abertura de temporada do Cascadura. Temporada é uma coisa que ainda não existe para nenhuma banda de rock do Nordeste. Coisa que eles só conseguiram com o grande público que conquistaram em casa. Daqueles que pagam para ver ingresso. Camilo, do Baile e Dimitri, do Cascadura, estavam na Nave. Assim como Ronei Jorge, que discotecou enquanto se esquentava para lançar música inédita, “Vidinha”, só em forma de clipe. Esse é o tipo de diferença que uma única casa pode fazer numa cidade com cena unida.

É tipo matemática
Uma cidade tem que ter de tudo isso para a equação dar certo. Casa boa, banda boa, público bom. Enquanto Salvador celebra, Natal está em cheque logo agora que tem bandas ótimas. Com um público que não está conseguindo dar o devido valor a cena local, Anderson Foca está começando a anunciar aos poucos o fim do oásis do rock no Nordeste, o DoSol Rockbar. Fecha não, Foca!

Mas o intercâmbio segue
Nesse período tenebroso, o Recife começa a se reconfigurar com uma cidade movimentada justamente no inverno, época que as bandas escolhiam para ir ao sudeste (por sinal, o Julia Says tá por lá). Quem chega por aqui no fim de semana a Joseph K, de Fortaleza (e que teve disco lançado por Foca) já com uma agenda cheia de shows marcados na cidade nos dias 16 e 17. Logo depois parte para João Pessoa. Na outra semana, véspera de feriado, o novo projeto Pernambuco Pop, que já teve show com China, apresenta Nuda e Amp no bar Cortiço,

Aquecendo

Tá de bobeira ai em Natal?

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Sábado tem o aquecimento para o festival DoSol, aquele mesmo que quando todo mundo passo perna, ele ainda botou pra f no Nordeste. Tem eu falando no começo da tarde e show das bandas mais bacanas. Bandini (acredite, escutam Interpol lá em Natal), Nuda (é quase um Mars Volta. Eu disse quase. Aqui do Recife) e Sweet Fanny Adams, que eu não posso mais elogiar pra não sofrer acusações de que to produzindo a banda.

De noite a gente já organizou um festão lá no Sgt. Peppers de Petrópolis, pertinho da Casa da Ribeira onde tudo está acontecendo. Discotecagem minha, de Carol Morena e o Daniel do Barbiekill.

Bora?

Não diga alô

A Oi torrou uma grana legal com patrocínio de cultura esse ano. Se deram bem Foca, do DoSol, além do Eletronika, Indie Rock e mais um tanto de gente. Confere lá a lista, porque ela aumenta a expectativa para que 2008 seja um ano foda.

Baixa o santo

Voltei.

O blog ficou meio burocrático enquanto tento me recuperar de toda turbulência que me passou nos últimos dois meses. Mas, aos poucos – como de praxe – tudo vai normalizando aqui. Vocês também vão para o festival DoSol, né?


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O DoSol começa este fim de semana em Natal. São três dias de rock no Rio Grande do Norte, com shows do Matanza, Cachorro Grande, Violins, Moptop, Lucy and the Popsonics, Vamoz, Volver, Rock Rocket, Jason, The Nation Blue, Honkers, Rockefellers, The Sinks, Bugs, Jane Fonda, Zefirina Bomba, Supergalo… parece um monte? Não falei nem a metade! Ficar de fora é vacilo.

Mas se você ficar… Pode acompanhar direto aqui no Pop up tudo que acontece por lá. Vou tentar publicar o máximo de tranqueira possível além das minhas coberturas que vão sair no jornal e… depois falo. A foto ai [e do DoSol Rockbar, que tirei numa visitas que fiz ao reduto rock de Natal.


Se você, feito eu, fica rodando o MySpace o dia inteiro ouvindo de tudo que é possível, clicando em todas as bandas, catando bons sons, anotando nomes legais, dá uma olhada nesse endereço: http://www.myspacemp3.org/

Como o nome sugere, você consegue baixar as músicas direto do site. Lembrando que a qualidade dos arquivos no MySpace são bem baixos. Coisa de 96k. Fica de incentivo para depois comprar o CD. Eu já estou viciado nesse ai.


Mais atualizações em breve. Tem resenhas de um monte de CDs (Superguidis, Academia da Berlinda, Terceira Edição, Interpol.. ops) que vou publicando com o tempo. Terça-feira vou discotecar no UK Pub, logo após o show do Monodecks. Ladies free, clone de chopp, música boa, gente bonita. Se já vai perder o DoSol, vê se não vacila duas vezes.

Festival, na rádio e enquete

Existe uma santíssima trindade do rock independente? Meio que levantei a questão, sem intenção, na entrevista que fiz com o Beto Bruno, do Cachorro Grande. O Bruno Maia, do Sobremusica, transformou em debate na hora e, num movimento esperto, postou todo nosso papo nos comentários. Tem gente participando, opinando e discordando. Fico com minha opinião: Cachorro – Forgotten – Autoramas. E vocês? Opinem lá!

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Vamoz

Por acaso, cheguei na conclusão desses três nomes após duas edições do Festival DoSol, de Natal. Anderson Foca, que tá na lista de personalidades do ano do prêmio Dynamite, arma um oasis de rock na Ribeira, centro histórico – creio eu – da capital do Rio Grande do Norte. Como se três dias de shows não fosse o bastante, seu bar ainda promove prévias com shows do Tequila Baby, Ludov e Sugar Kane. Quem quiser se armar para conferir de perto, eu recomendo. Saca só a programação:

Primeira noite

Segunda noite

Terceira noite

Lembra das edições passadas do festival? Não? Aqui tem a cobertura em vídeo da Trama Virtual. Ou minha cobertura do ano passado (cobri também a primeira edição, mas não consigo achar o texto!). Esse ano, Foca não me convidou, ele me DESAFIOU cobrir um evento com tanta banda. Desafio aceito!

Para as bandas de Natal, se liguem no vacilo em não ter pelo menos uma página no Trama Virtual. Já tem gente querendo conhecer o som de vocês e não tem como!

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E de volta ao mala do Bruno Maia, que está cobrindo o festival Roskilde (que é algo, tipo assim, melhor de todos festivais internacionais), ele manda o recado de que amanhã estréia seu novo programa de rádio, chamado Aleatório. Vai ao ar pelo Multishow e também terá versão online. E quem tem banda independente, vou soltar logo o rojão aqui: ele tá querendo música de vocês para tocar lá. Então, siliga!