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É nenhuma

Nuda

Saiu o disco novo da banda Nuda, o “amarenenhuma”. Para baixar é quase de graça, custa só um tweet! Com produção de Pablo Lopes, as faixas avançam a missão deles de abrasileirar o indie nacional além da semântica, mas também nas texturas e paisagens sonoras. O Nuda consegue ser legal sem exagerar no mofo das canções, sem abusar de moogs, rolos de fita e toda a catataulização que sofre essa cena.

Mas sobre as faixas (e minha teoria de como a genialidade de Catatau travou toda uma geração) eu falo mais tarde. Agora é hora de coçar o bolso e gastar um tweet com o disco. O link para baixar está no site novo deles que, assim como o disco, tá bem legal.

Insetos potiguares

bugs

Uma das bandas mais legais de Natal voltou a dar boas notícias. O Bugs, quarteto apadrinhado pelo selo Mudernage, descolou ninguém menos que o mestre Gustavo Vasquez, do MQN e Studio Rocklab, para a mixagem e masterização final. Lama Sabachtani - nomezinho complicado, né? Vem daquela famosa frase “Pai,  porque me abandonasse?” da Bíblia – é muito mais pesado e enérgico que todos os outros trabalhos deles. Tomara que aponte para uma direção que eles passem a seguir sempre a partir de agora. O melhor da notícia é que o EP está totalmente disponível para download e, quem quiser baixar, é só clicar no link abaixo:

Devotos, completo e de graça

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A Devotos acaba de lançar o CD com o show de 20 anos da banda. Enquanto o DVD, que foi gravado no Alto José do Pinho, não sai, eles resolveram dar de presente para os fãs toda a discografia para download. Tem desde o primeiro disco, “Agora tá Valendo” – que saiu só quando completaram 10 anos de estrada, com show do Man or Astroman – até esse lançamento mais recente. No site oficial da banda é possível fazer a degustação faixa-a-faixa até dos EPs e demos de Cannibal, Celo e Neilton.

Quem já conhece bem as fases “Do Ódio” e atual da Devotos, pode baixar direto os álbums completos. Abaixo tem o link para cada um deles, via 4shared:

E se a banda fosse uma micro-empresa?

roadies

Leo Salazar, produtor do Recife que já trabalhou com as bandas Eddie, Mula Manca e a Triste (e depois Fabulosa) Figura e Devotos, entre outras, terminou recentemente sua especialização em gestão de negócios. E, claro, focou seu trabalho final na área da música. Além das bandas, ele já fez parte da equipe de produção de vários festivais – e até já me expulsou de camarim de banda durante um Festival de Inverno, quando eu tava lá dentro roubando cerveja :P – por isso, juntou a experiência dessas duas esferas de produção com o material teórico do curso.

O resultado é Música Ltda, que ele agora disponibiliza para download. O trabalho trata o negócio da música a partir do ponto de vista de que a banda pode se comportar como uma pequena empresa. Não por acaso, um modelo que tem funcionado com todos os principais nomes do cenário independente hoje – o Móveis Coloniais de Acaju, o Macaco Bong e até o Lucy and the Popsonics. Eu comecei a ler já e to achando bem interessante.

O índice é gigantesco, por isso não faria muito sentido colar aqui. Mas o trabalho dele se divide nos capítulos 1- O Negócio da música, 2- Empreendedorismo, 3- Finanças, 4- Marketing e, no final, apresenta um Plano de Negócio. É leitura fundamental para quem tem banda ou quer trabalhar com música. O link para download segue logo abaixo:

Lições da Amazônia Digital

Já ficou claro, no mercado de música tão dividido por nichos como o de hoje, que não existe uma única solução definitiva para essas questões que vivênciamos todos os dias quando quebramos limites e fazemos o download de uma música de manhã, mas no fim da tarde ainda assim decidimos comprar um disco e seguir o formato antigo. E o mais provavél é que, nos próximos 10 anos, ainda não vá existir uma solução para isso.

Mas existem modelos. Os mais interessados costumam ler com frequência sobre o que acontece com o Tecnobrega do Belém do Pará como sendo uma das experiências mais interessantes em operação no Brasil. Vivemos no país que pior lida com a ilegalidade da distribuição de música e, por incrível que pareça, nesse conflito entre valor simbólico e valor material, surgiu uma cadeia própria de distribuição, circulação e consumo de músicas através das aparelhagens dos DJs da cidade.

Ronaldo Lemos, que sempre foi um observador próximo dessa história junto com Hermano Vianna, lançou agora pela coleção Tramas Urbanas, organizado por Helóisa Buarque de Holanda, o livro Tecnobrega: O Pará reinventando o negócio da música, em co-autoria com Oona Castro, explicando detalhes sobre o que acontece de fato lá. E, como atual presidente da fundação, não podia deixar de publicar o livro em licença Creative Commons. Quem quiser baixar, aproveita o link abaixo.

Os capítulos do livro são os seguintes:

01  A história do tecnobrega
02 Agentes do mercado tecnobrega
03 Noções  gerais do modelo de negócio
04 Aparelhagem: a chave do sucesso do tecnobrega
05  Festeiros: o grande capital do tecnobrega
06 Formas de produção e divulgação do tecnobrega
07 Direitos autorais e reprodução não autorizada
08 Faturamento, emprego e renda no tecnobrega
09 Análise sobre a efi cência do mercado

Em tempo, ainda está programado para essa coleção um livro sobre o Alto José do Pinho, contando o que o Devotos e a ONG Alto Falante está conquistando por lá. E quem está escrevendo é ninguém menos que o Hugo.