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No Ar Coquetel Molotov 2009: Programação

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Os produtores do festival No Ar Coquetel Molotov divulgaram hoje a programação completa da sexta edição, que agora muda de lugar e passa a acontecer no Teatro Guararapes, do Centro de Convenções. Maior e melhor localizado que o antigo Teatro da Universidade Federal de Pernambuco. Não tem muita novidade além do que já foi dito com antecedência. Beirut tocará no Recife em uma parceria entre o evento e o soteropolitano Percpan, que está trazendo o artista, junto com a invasão sueca e artistas que participam do ano da França no Brasil. A maior novidade é que a grade do festival conseguiu se estender por mais do mês com boas palestras, além da Mostra de Filmes que já acontecia nos anos anteriores.

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Produto Instrumental Bruto

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São Paulo sempre é um pouco devagar para entrar nesse formato dos festivais independentes – em parte pelo circuito grande de shows no fim de semana que tem por lá – mas, quando faz, é sempre matando a pau. Uma das idéias mais legais que surgiram em 2007, está de volta agora finalmente para a segunda edição. O Produto Instrumental Bruto, como o nome já dá dica, são cinco noites só com bandas instrumanteis, selecionando o que tem de melhor no país. De Retrofoguetes a Chimpanzé Club Trio (na foto acima). Será entre os dias 8 e 12 de julho, no Club Belfiori – o CB Bar.

A programação deste ano será com as bandas Aerotrio, Chimpanzé Clube Trio, Elma, Fantasmagore, Grooverdose, Intravenal Groove S/A, Macaco Bong, Malditas Ovelhas, Retrofoguetes, Reverba Trio, Saunoflex, The Violentures e Tigre Dentes de Sabre (ex-El Toro Trio). Misturas de surf music, stoner rock e black music, entre outros gêneros. O bom é ver que ainda tem muito mais banda que não entrou esse ano (aliás, segundo a produção do evento, foram 104 inscritos esse ano!), dando pano para manga para futuras edições. Só para lembrar, na edição passada participaram do evento nomes como Pata de Elefante, Fóssil e Dead Rocks.

O Produto Instrumental Bruto acontece no formato de competição. As noites são temáticas e os vencedores se tornam atração principal para a edição seguinte. Além das citadas acima, as vencedoras do PIB passado também se apresentam. São Mama Gumbo, Gasolines, Labirinto e Intravenal Groove S/A. A escolha é feita por um juri convidado. Quem quiser saber mais sobre o festival, que ainda vai ter projeção de vídeos e oficinas, acessa lá o site oficial.

PMW Rock Festival: Programação

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Em Palmas também tem festival independente! O PMW – a sigla é a mesma do Aeroporto do estado que, assim como BSB, eu não tenho muita certeza do que signifique – é membro da Abrafin e está em sua quinta edição com dois dias de shows. No primeiro tem Pato Fu de headliner e no segundo quem fecha é o Mundo Livre. Mas quem chama a atenção são os nomes das locais na escalação. “Meu Xampu Fede” e “A Baba de Mumm-Rá” só não é mais legal que “Meros Berros”. Fiquei aqui pensando como deve ser o som dessa.

Quem for de lá, ou estiver de passagem, recomendo não perder o show do Lendário Chucobrylliman. Nada menos que um dos melhores one-man-band que já tive oportunidade de ver ao vivo. Olha ai a programação:

12.06 – sexta – Espaço Cultural
01h20 – PATO FU | MG
00h30 – LENDÁRIO CHUCROBYLLIMAN | PR
23h30 – RATOS DE PORÃO | SP
23h00 – NEVILTON | PR
22h30 – BODDAH DICIRO | TO
22h00 – PACATO CIDADÃO DO ALTO | GO
21h30 – CRÍTICOS LOUCOS | TO
21h00 – PIMENTA BUENA | RS
20h20 – MATA-BURRO | TO
20h00 – MEROS BERROS | TO

13.06 – sábado – Espaço Cultural
01h20 – MUNDO LIVRE S/A | PE
00h30 – BARANGA | SP
23h30 – BNEGÃO E OS SELETORES DE FREQUÊNCIA | RJ
23h00 – MECHANICS | GO
22h30 – ENGENHO NOVO | TO
22h00 – A PEDRA | SP
21h30 – LA CECÍLIA | TO
21h00 – THE BAGGIOS | SE
20h20 – A BABA DE MUMM RÁ | TO
20h00 – VENTO AZUL | TO
19h30 – NOSE BLEND | TO
19h00 – MEU XAMPU FEDE | TO

Abril Pro Rock 2009: Programação

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Saiu a programação do Abril Pro Rock. Este ano, pela segunda vez consecutiva, o festival teve curadoria das bandas independentes feita por mim e por Guilherme. Tem algumas diferenças grandes da edição passada que eu queria comentar. A primeira é a quantidade de bandas que diminuiu. Em parte, reflexo da falta de um grande patrocinador que ajude a pagar as contas. Mas também reflexo do formato maratona que foi muito mais cansativo que o normal em 2008. Ficou a sensação que a “oportunidade para as bandas” era má aproveitada no corre corre.

Então este ano está mais enxuto, o que considero positivo. Também tem menos nomes inéditos. Acho que, agora, com tantos outros festivais na cidade (são pelo menos outros oito no Recife), me parece que a função do APR seja de legitimar quem tem passado por ai, muito mais que simplesmente apresentar. Bandas mais novas tem oportunidades agora de estrear em palcos tão bons quanto, mesmo que com a repercusão menor. Então, com isso em mente, lá vai:

17  de Abril (sexta)
Motörhead (Inglaterra)
AMP (PE)
Decomposed God (PE)
Black Drawing Chalks (GO)
ATRAÇÃO A SER ANUNCIADA

18 de Abril (sábado)
Marcelo Camelo (RJ)
Heavy Trash (EUA) – Banda de Jon Spencer e Matt Verta-Ray
Móveis Coloniais de Acaju (DF)
Mundo Livre S/A (PE)
Retrofoguetes (BA)
Volver (PE)
Vivendo do Ócio (BA)
The Keith (PE)
Candeias Rock City (PE)
ATRAÇÃO A SER ANUNCIADA

Recbeat 2009: terceiro dia

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“João do Morro… no Recbeat… TOMA!”. Quando João do Morro gritou isso para uma verdadeira multidão em sua frente, ninguém ali desconfiava que alguns minutos antes ele estava sentado no camarim, ainda roco do show que fez no Galo da Madrugada, dizendo a todos que entravam o quanto estava nervoso e assustado para se apresentar. Passado a confirmação da aprovação de grande parte do público – que fez questão de aparecer cedo como nunca tinha acontecido antes, nos últimos 14 anos de evento – essa já pode ser definida como a escalação mais simbólica de todo o festival Recbeat.

Gutie, produtor do festival e empresário de João do Morro, fez questão de não esconder a felicidade que a apresentação trouxe. Dias antes, ele recebia ligação da Prefeitura do Recife, perguntando se ele iria mesmo escalar o cantor de pagode / swingueira no Recbeat. Penso que essa é uma primeira ruptura do conceito tão preso a estética que os artistas independentes sempre tiveram. São dois resultados para celebrar: do lado de lá, parece que um artista chegou um nível aceitável suficiente para conviver entre outras bandas de rock, tango e tec. Do nosso lado, cai um pouco da frescura em se misturar.

E, ainda de sobra, tem um outro grande trunfo. O público do Morro da Conceição, que compôs toda a comissão em frente ao palco, mostrou humildade em não ir embora logo após o show de João. Continuaram lá e fizeram questão de acompanhar todo o restante do Recbeat. Isso é algo que o público de festivais independente ainda precisam aprender com essa turma. Ainda mais considerando que a transição para o show da Nuages (Equador) não foi fácil. Era uma banda visualmente atrativa, mas instrumental e recheada de muito mais informação.

Só não aproveitaram melhor o clima da noite que a Ska Maria Pastora. Verdadeira revelação do Recbeat, o grupo (que não toca exatamente Ska, apesar do nome), foi a surpresa mais agradável de todo o festival. Banda redondinha, que estava escondida dos holofotes da imprensa, mas faziam pequenos shows pela cidade. Só precisam agora aproveitar a super-exposição para ganhar mais espaço. Se fizerem, esse deve ser um grande nome da música local para este ano.

A chuva torrencial que voltou logo depois do show deles me fez perder boa parte da apresentação de Sílvia Machete. O pouco que vi (as últimas duas músicas), lembrou bastante a passagem que vi dela em Salvador meses atrás. Tem toda um lado quase teatral, mas é um repertório 100% de covers. E isso sempre me soa negativo. O comentário da noite, que concordei, era que ela misturava Danny Carlos com Catarina Dee Jah. E essa não é uma boa mistura.

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Vendo o show do Desorden Público, da Venezuela, lembrando da apresentação que o Móveis Coloniais de Acaju fez ano passado, me fez pensar que o Recbeat deveria ter uma noite inteira dedicada ao Ska. Os vizinhos não fizeram apenas o melhor show da noite, mas de toda a programação do festival. Foi incrível a maneira como a música dele pulsava pelos braços e pernas de todos que a ouviam, quase que obrigando todo mundo a dançar enlouquecidamente. Nessa brincadeira de abrir as portas para a América Latina, esse já é pelo menos o terceiro grande nome que o Recbeat traz e que fica óbvia que deveria se apresentar aqui no Brasil sempre.

As fotos são de Caroline Bittencourt