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Circle Jerks no Goiânia Noise!

Quem viu os shows históricos do Bad Brains e NY Dolls no primeiro semestre agora vai poder completar o ano mais punk dos festivais independentes com mais uma banda. Circle Jerks está confirmado no Goiânia Noise 2008! Mas isso não é nem metade da boa notícia. Além deles tem Vaselines, da Escócia; Black Lips, dos EUA; Black Mountain, do Canadá; e Flaming Sideburns, da Finlândia. Entre as gringas, vai ter ainda uma hibrida, meio brazileira, meio norte-americana. A Imbyra, banda de metal do paulista Fabrício Ravelli.

E tem mais, o plano do Tim Festival de ter o show solo do Marcelo Camelo como grande sacada nacional já foi por água abaixo. Ele também toca no Noise. Até agora, dos anunciados, ele já tem passagem no Eletronika e depois no Coquetel Molotov. Quem confirma a gringolandia do festival é o próprio Fabrício Nobre (MQN), que sem cerimônia fez questão de estampar o nome das atrações até no nick do MSN.

Pata de Elefante – Under Wah Wah

“It’s gold Jerry! Gold!”. Lembra da música do Morricone, tema do Diabolik, que eu postei logo abaixo? O Pata de Elefante fez uma versão para ela no último Goiânia Noise que é ouro puro. E graças ao Gustavo Vasquez, do MQN, tudo foi gravado num estúdio montado dentro da área do festival. Demorei – cheguei a pensar que sairia no segundo disco da banda – mas consegui pegar a música durante o Bananada. Escuta e vê porque essa é a melhor banda instrumental do Brasil hoje:

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Novos formatos

Começou na última semana mais uma edição do South by Southwest (SXSW), evento de música que acontece anualmente no Texas. Este ano, além de uma enxurrada de atrações brasileiras – Lucy & The Popsonics e Telerama, entre os independetes, até Marcelo D2 – ele desafia ainda mais o formato clássico dos festivais de música. Não é uma tonelada de bandas enfileiradas em grandes palcos, forçando o público a um único dia e horário, apenas na esperança de ver aquela atração final. O SXSW transforma a cidade inteira onde acontece.

Os shows são todos espalhados. Os pubs, bares e clubes da cidade se transformam nos palcos da programação, que se divide em gêneros e cenas. Paralelo aos shows, outros espaços de Austin viram verdadeiros fóruns para discutir o futuro da música. Com uma diferença fundamental: quem está nas mesas não são mais as grandes gravadoras, mas o Google, Microsoft, LastFM, MySpace e outras empresas que são muito mais centrais quando o assunto é como vamos consumir canções no futuro. Para ficar atento a tudo que acontece, basta acessar o endereço www.sxsw.com.

Bem na fita
Fabrício Nobre, do festival Goiânia Noise e da Abrafin, manda notícias da representação que ele faz dos festivais independentes brasileiros no gigante SXSW, no Texas. E na foto, que fala mais que qualquer declaração, ele senta na mesa de palestrantes ao lado de, nada menos, o Glastonburry, Primavera Sound, Roskilde, Boonaroo e Womex.

Do mês
Ainda sobre o festival texano, lá foi palco de uma das primeiras grandes apresentações da “banda da vez”, pelo menos até que chegue o próximo hype. O Vampire Weekend tem muito mais referência no “fim de semana” que no “vampiro” do nome. São músicas alegres, numa pegada folk encontra o pós-punk, cantado sempre de forma acelerada e num agudo viciante. Quem ficou curioso pode ouvir-las no www.myspace.com/vampireweekend

Eletrônico
Uma verdadeira lenda vida da música eletrônica passa pelo palco da Nox em abril. A boate anunciou – e já está espalhando os cartazes pelo Recife – a vinda de Paul Oakenfold. Um dos principais nomes do Trance no mundo, ele é famoso pelas trilhas sonoras de filmes que assina. Um recente e que deu certo foi o “Colateral”, com Tom Cruise.

Cobertura: Goiânia Noise 2007

GOIÂNIA – Numa primeira impressão rápida, passando a vista pelo longo e belo cenário do Centro Cultural Oscar Niemeyer, o festival Goiânia Noise, que encerrou este fim de semana sua 13ª edição, impressiona. Com o passar dos três dias de show, o queixo cai ainda mais. Numa localização distante da cidade, com uma das mais bem montadas estruturas já vistas num evento do porte, funciona como um modelo para todos os festivais independentes do país.

O modelo beira a perfeição: as bandas trabalham nos bastidores, como roadies, apresentadores e responsáveis por palcos. As atrações se misturam, sem existir dias por gêneros. Mundo Livre S/A toca antes do Sepultura; Cordel do Fogo Encantado se apresenta após o Korzus. Assim, o público também desenvolve níveis de interação que superam qualquer noção de “tribo”. Como se o rock fosse uma força homogênea que une todos que adoram essa música, não importando suas ramificações.

O horário de verão não funciona muito bem para Goiânia, uma cidade de arquitetura muito jovem, lembrando muito pouco de uma grande metrópole. Os shows começam as 18h e, até às 20h, as bandas tocam debaixo de um sol forte. A importância política do Noise se percebe pelos visitantes que o festival recebe. Figuras nacionais como o produtor Miranda (atualmente do programa de TV Ídolos), representantes de selos internacionais e produtores dos principais festivais de todo o país. Todos vindos a convite do evento.

A curadoria da programação surpreende. Não existe, entre as 41 bandas que tocaram lá, alguma que seja visivelmente ruim, equivocada ou sem proposta. Todos os shows são proveitosos. Mas o palco desmistifica alguns nomes, como a local Barfly, que tem um ótimo disco, mas uma apresentação que deixa muito a desejar; assim como a Valentina, que fez seu último show da carreira. O contrário da Black Drawing Chalks, que compensa um disco regular com uma das melhores apresentações da noite. Entre os mitos da casa, só crescem o das bandas Violins e a instrumental Pata de Elefante, com shows que arrancavam coros (para o Violins) e aplausos seguidos de sorrisos e fanatismo (para ambos).

O Goiânia Noise serve de plataforma para novas promessas no pop nacional do cenário independente. Além das citadas, juntam ao time dos bons os shows dos bem humorados mods paulistas do Haxinxins; também de São Paulo a Ecos Falsos e, do Rio Grande do Sul, a banda Superguidis. Já no time dos excelentes, os cariocas da Pelvs; o gaúcho Júpiter Maçã e a estreante The Name, essa com um pop oitentista cantado em inglês.

Sendo um evento tão importante, as atrações principais se reforçam como grandes jogadores no campo nacional da música independente. Consagração para as pernambucanas do Cordel do Fogo Encantado e Mundo Livre S/A, que sem tocar em rádio ou participar de qualquer programação de TV, conseguem reunir um público cada vez maior em qualquer extremo do país. O Goiânia Noise deu ainda a oportunidade do Brasil conferir em primeira mão uma das bandas mais comentadas do novo pop internacional, a americana Battles, que fez o melhor show dos três dias de evento.

Um paragrafo para o Battles. Mais uma banda que reforça como o formato pop do Brasil insiste em permanecer atrasados. Chovem bandas de guitarra-baixo-bateria. A experiência, quando existe, é em timbres, misturas de gêneros, mas nunca em novos sons. A banda americana reforça a importância de grupos menores, como os paulistas do Hurtmold e Guizado, de construir novas texturas e trazer novos sons para o universo da música pop. Com uma bateria na frente e várias mesas com computadores e samplers, desafiavam a experiência visual. O público atento procurava encontrar de onde saia cada novo som. E dessa troca, tinhamos um verdadeiro espetáculo.

Como atual centro dos festivais independentes do Brasil, o Goiânia Noise não encerra com sua programação. Os nomes que passaram pelos três dias de rock em um cada vez menos remoto Centro Oeste brasileiro já saem do palco com convite para integrar a programação de eventos em outros estados do país. E, cumprindo sua função, o festival independente põe para girar a nova música brasileira.

Começa o XIII Goiânia Noise!

Faltam poucas horas para começar um dos mais importantes e influentes festivais de rock independente do Brasil. A XIII edição do Noise já promete ser a maior confraternização rocker de todas, com várias bandas legais e jornalistas de todo país confirmados para a farra. Chego na capital de Goiás às 12h, depois de uma divertida conexão em São Paulo. Viajo junto com Guilherme Moura, do RecifeRock! Além daqui e lá, você vai acompanhando atualizações em tempo real de tudo que for acontecendo.

Tá perdido? Confere a programação de shows:

SEXTA | 23.11
Mugo
(GO)
Seven (GO)
Barfly (GO)
Diego de Moraes (GO) *
Superguidis (RS)
Cooper Cobras (RJ)
Violins (GO)
Os Haxixins
(SP)
MQN (GO)
Sick Sick Sinners (PR)
Móveis Coloniais de Acaju (DF)
Rubín & Los Subtitulados
(Argentina)
The Dts (EUA)
Pato Fu (MG)

SÁBADO | 24.11
Woolloongabbas (GO)
Control Z
(GO)
Valentina (GO)
Stuart (SC) *
Pelvs (RJ)
Sangue Seco (GO)
Kassin + 2 (RJ)
Perrosky (Chile)
Mechanics
(GO)
Motherfish (GO)
Korzus (SP)
Mukeka de Rato (ES)
Jupiter Maçã (RS)
Cordel Do Fogo Encantado (PE)

Domingo | 25.11
Perfect Violence
(GO)
Black Drawing Chalks (GO)
Rollin’ Chamas
(GO)
The Name (SP) *
Ecos Falsos (SP)
Damn Laser Vampires (RS)
Macaco Bong
(MT)
Pata de Elefante (RS)
Spiritual Carnage
(GO)
The Battles (EUA)
Motosierra
(Uruguai)
Mundo Livre S/A (PE)
Sepultura
(MG)

* Bandas selecionadas pelo site Tramavirtual
** Legendary Tiger Man não tocará mais no festival