Goiânia, a atual capital do rock brasileiro, vive o abandono de um de seus melhores palcos, o Centro Cultural Oscar Niemeyer, onde costumava acontecer o Goiânia Noise. Após um protesto organizado pela turma da Monstro Discos junto a coletivos locais, o governo pediu 105 dias para reabrir as portas do centro. Não aconteceu. E agora eles organizaram uma segunda passeata com direito a carro de som, levando o rock para as ruas em protesto numa simbiose ideal de rock, protesto e política. Toda a história está no vídeo acima, com imagens de um encontro que é, no mínimo, para entrar para a história.
O Bananada é tipo de lição de casa mais importante para quem quer estar por dentro do que acontece na nova cena independente do país. O festival serve de pesquisa para a Monstro Discos desovar artistas que acabaram de conhecer, mas também serve de pesquisa para quem por enquanto só ouviu falar das muitas atrações que formam a programação. Não por acaso, após passar por lá, muitos nomes começam a se repetir na programação de outros festivais mais importantes ao longo do ano, como o próprio Noise e o Abril Pro Rock.
Apesar de ser formado apenas por bandas novas, com atrações principais todas da casa, o Bananada foi a melhor celebração do rock que eu já tive oportunidade de presenciar. O clima tranquilo foi mais legal que o próprio Noise. E o saldo final das bandas é sempre positivo. Esse ano, se pudesse, eu ficaria atento ao Some Community, de São Paulo, fora as que já aparecem sempre por aqui, como Vendo147, Camarones e Nublado.
QUARTA FEIRA 19 / MAIO > BOLSHOI PUB
01:00h Rinoceronte (Santa Maria – RS)
00:15h Mersaut e Máquinha de Escrever (Goiânia – GO)
23:30h Brown-Há (Brasília – DF)
Desde sua décima edição que aguardar a programação do Goiânia Noise Festival se transformou em um dos principais rituais de quem está atento a boa música no Brasil. Certamente o mais importante festival independente hoje no país, comandado pela turma da Monstro Discos, define praticamente a agenda do próximo ano inteiro em relação a outros festivais e o que acontecerá de interessante nesse meio. E nos 15 anos, eles anunciam uma reformulação completa no formato e prometem: vão tomar Goiânia de assalto.
Esse ano eu não consegui ir até o Bananada, de longe o festival mais legal que estive presente ano passado. Mas a turma do Alto Falante, um dos programas mais legais de música – aliás, o mais na minha opinião – esteve por lá e registrou tudo. São três blocos, com os shows e entrevistas que dão um pouco do gostinho que é estar no Martim Cererê, um dos centros mais importantes da música independente hoje no Brasil. É o programa completo, então você ainda confere uma entrevita com o Curumim, que ainda dá uma canja no estúdio.
O Black Drawing Chalks fez uma parada no Canadá enquanto não chegava South by Southwest. Eles tocaram no Canadian Music Week 2009, que tem no line up principal nomes como Bloc Party e Ting Things. Quem passou pelo show deles foi o pessoal do site “Too High to Get it Right” e disse que, desde o Sepultura, essa deveria ser a melhor exportação de música alta do Brasil. Não apenas destacou o BDC como melhor surpresa da noite, como disse que a maior decepção foi ter voltado para casa sem um CD deles.
Since you’re probably not familiar with them, Black Drawing Chalks are a mustachioed Brazilian heavy rock foursome, with plenty of sick riffing and retro fuzz. It’s worth noting that their bassist could be Brant Bjork’s Brazilian bastard love child. The resemblance is fucking uncanny! Anyhoo, BDC brought me outta the cold in no time, blazing through a 40-minute set of high energy heavy rock. They even brought their Brazilian manager/label head on stage with them to sing backing vocals on one track, and I recognized the dude from a Latin American music seminar at last year’s conference. One thing they didn’t bring with them was CDs or merch, and that turned out to be a real bummer for me. Their tunes would definitely own my stereo for the next little while, but I’m not sure I’m prepared to pay the shipping fees to order online from Brazil, even if they’re half as bad as shipping from, say, Metal Blade Europe. But when I raved about Spirits of the Dead at NXNE and bemoaned their lack of music for sale, I got a copy of their CD in the mail a few months later, so perhaps it’s not just wishful thinking to hope for the same from Black Drawing Chalks, hint, hint…
FRIDAY’S PLEASANT SURPRISE: Black Drawing Chalks. After Angra dissolved and Sepultura went tribal, these guys might be Brazil’s best loud music export!
FRIDAY’S MAJOR DISAPPOINTMENT: In spite of all the bad shit that happened, my biggest disappointment was not getting my hands on a Black Drawing Chalks CD. Yes Virginia, they’re really that good!”