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Goiânia Noise 2008: Programação

De volta a nossa programação normal… Quase deixo passar em branco aqui a programação do Goiânia Noise deste ano. Que não vai ter mais Circle Jerks como anunciaram e publiquei aqui, mas ainda terá o Helmet, Vaselines, Black Mountain, Black Lips e, nas nacionais, Amp, Cabruêra, Marcelo Camelo, Guizado e mais uma porrada de banda boa. A Monstro tem esse poder mágico de conseguir sempre se superar na qualidade do que fazem a cada ano, sempre surpreendendo. Mas este ano, ao que tudo indica, eu não vou poder conferir o Noise de perto. Paciência… Olha só o que eu vou perder:

SEXTA 21/11

01:20 Marcelo Camelo (RJ)
00:40 Black Lips (EUA)
00:00 Vaselines (Escócia)
23:30 Lucy And The Popsonics (DF)
23:00 Frank Jorge (RS)
22:30 Motherfish (GO)
22:00 Canastra (RJ)
21:30 Continental Combo (SP)
21:00 Calumet-Hecla (EUA)
20:30 The Backbiters (GO)
20:00 Mickey Junkies (SP)
19:30 Holger (SP)
19:00 Diego de Moraes e o Sindicato (GO)
18:40 Demosonic (GO)
18:10 Gloom (GO)

SÁBADO 22/11

01:20 Instituto (SP)
00:40 The Flaming Sideburns (Finlandia)
00:00 Black Mountain (Canada)
23:30 Black Mekon (Inglaterra)
23:00 Cabruêra (PB)
22:30 MQN (GO)
22:00 The Dead Rocks (SP)
21:30 Gangrena Gasosa (RJ)
21:00 Os Ambervisions (SC)
20:30 Black Drawing Chalks (GO)
20:00 Guizado (SP)
19:30 Amp (PE)
19:00 Mugo (GO)
18:40 Mersault e Maquina de Escrever (GO)
18:10 Cicuta (GO)

DOMINGO 23/11

00:20 Helmet (EUA)
23:20 Inocentes (SP)
22:40 Periferia SA (SP)
22:00 Claustrofobia (SP)
21:30 The Tormentos (ARG)
21:00 Loop B (SP)
20:30 Mechanics (GO)
20:00 The Ganjas (Chile)
19:30 Bang Bang Babies (GO)
19:00 Motek (Bélgica)
18:30 Hillbilly Rawhide (PR)
18:00 Heaven’s Guardian (GO)
17:40 Goldfish Memories (GO)
17:10 Figado Killer (GO)

3naMassa – Na Confraria das Sedutoras

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O amor sempre foi o tópico mais recorrente na música popular. Ouvindo algumas canções, é possível observar como o homem vai ficando mais frio, mais permissivo e seus valores em relação ao sentimento mudam com o tempo. Nossa época é muito peculiar para pensar no assunto, principalmente quando a sensualidade é trazida em destaque. Nada mais é explicito e a tensão sexual deixou de ser uma negociação de olhares e carícias entre homem e mulher para ser uma simples questão de tempo. Pupillo e Dengue, ambos da Nação Zumbi, junto com Rica Amabis (Instituto) desafiam um pouco desse contexto, reformulando o conceito do sensual no formato da banda 3naMassa. E o que era apenas projeto paralelo ganha agora disco e tratamento refinado pela Deckdisc.

Eu acho que a sensualidade ainda existe sim na música brasileira“, comenta Pupillo, que recentemente passou a grafar o apelido um L a mais. Coisa de artista. É no mínimo curioso imaginar que fazer parte da mais bem sucedida banda do cenário independente ainda não permite que eles mudem seu “modus operandi” de outras que ainda estão arriscando ao se mudar para São Paulo. “Foi uma coisa pensada por nós três mesmo, a gente divide apartamento aqui em São Paulo e ficávamos pensando em fazer algo bem diferente mesmo“, contextualiza, “Só com meninas.” Talvez ele nem perceba a malícia inteira que se esconde ao associar mulheres já adultas com meninas, um dos grandes segredos desse disco.

Acho que isso é aflora no disco porque estávamos muito preocupados com a interpretação, como se a gente tivesse invadindo a vida íntima de uma menina“, explica. Além dos três, a massa também tem letras de Jorge du Peixe (Nação Zumbi), Junio Barreto, Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Bacteria (Mundo Livre), Felipe S e Marcelo Campelo (Mombojó), China e o jornalista Alex Antunes. “Chamamos nossos amigos e pedimos que eles escrevessem as músicas como se fossem meninas, tentando pensar dessa forma“, conta o baterista, “Pensamos em algo temático, como uma trilha de um filme que não foi feito“.

As “meninas”, na verdade, são um time de primeira divisão. Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Karine Carvalho, Pitty, Simone Spoladore, Nina Becker, Cyz, Alice Braga Geanine, Nina Miranda, Karina Falcão e Lurdes da Luz. Algumas, os mais atentos vão perceber, são as respectivas dos próprios compositores. Pensando sempre nesse conceito de cinema, Pupillo se refere a elas sempre como atrizes. “Lógico que tem ótimas cantoras ali, mas as chamamos também por serem mais descompromissadas com técnicas vocais, isso era fundamental para o que a gente dirigiu em estúdio, de uma sensualidade sem ser vulgar, deixada na entrelinha“.

Já de cara, na primeira faixa, com Leandra Leal sussurrando em francês nos ouvidos, saltam as referências a Serge Gainsbourg. “A gente tava ouvindo muito ele em casa e como foi um disco feito em casa mesmo…“, conta Pupillo. “Fomos usando imagens de coisas que a gente curte para elas, então foram desenvolvendo novos temas, todo mundo participou trocando idéias, então foi muito fácil principalmente para as atrizes“, completa. Apesar do saudosismo carregar a memória direto para a França dos anos 60, existe algo de mais contemporâneo, principalmente na forma como cada cantora (aliás, atriz) é usada de forma diferente nas faixas. Quase como uma versão brasileira para a banda inglesa de trip hop Massive Attack.

Agora que saiu da sala de casa, o 3naMassa além de disco já começa a planejar os primeiros shows. “A idéia era fazer uma trilha, mas queremos levar isso para frente mesmo“, adianta Pupillo. “No lançamento aqui em São Paulo vamos tentar ter o máximo de atrizes no palco, mas a idéia é viajar com algo mais enxuto“, explica. “A coluna vertebral somos nós três mesmo“. Se já é perigoso ouvir a banda com um fone, com todas essas mulheres sussurrando no ouvido, depois da primeira impressão é inevitável não pensar no tamanho charme que deve ser com essas músicas ao vivo.

Recbeat 2007 – Terceiro dia

Mas e ai? O que vocês acharam? Eu fiquei sem palavras

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Instituto + BNegão + Thalma de Freitas + China = Tim Maia

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Daniel Peixoto, do Montage, cofrinho-free

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Mellotrons

Paulo Pereira que se garantiu nas fotos

Programação Recbeat 2007

Foi divulgado oficialmente hoje, com coletiva no Recife (mesmo tendo sido liberado antes para a Folha de São Paulo, o que pessoalmente desaprovo).

Programação bem melhor que ano passado – o que não chega a ser um mérito. Agora bem mais coerente, com atrações que valem a pena segurar a madrugada.

Sábado – 17/02

19h30 – DJ Big & Confluência (PE)
20h30 – Erasto Vasconcelos (PE)
21h30 – Digital Groove (PE)
22h30 – Supergalo (DF)
23h30 – Zefirina Bomba (PB)
00h30 – Z’Africa Brasil (SP)

Domingo – 18/02
16h30 – Concentração do bloco Quanta Ladeira
20h30 – Canja Rave (RS)
21h30 – Rivotrill (PE)
23h00 – Isca de Polícia (SP)
00h15 – Digitaria (MG)
01h20 – Bonde do Rolê (PR)

Segunda – 19/02

17h00 – Recbitinho: Cia Teatro Rasgado / “O Pequenino Grão de Areia”
19h30 – Mellotrons (PE)
20h30 – Vanguart (MT)
21h30 – Raies Dança Teatro (SP)
23h00 – Mr. Catra (RJ)
00h00 – Instituto canta Tima Maia Racional (SP)
01h20 – Montage (CE)

Terça – 20/02

18h30 – Maracatu Nação Camginda Estrela (PE)
19h30 – João do Pife e Banda Dois Irmãos (PE)
20h30 – Parafusa & Trombonada (PE)
21h30 – Curumin & The Aipins (SP)
22h00 – 2IN-Par (Esp)
00h00 – Macaco Bong (MT)
01h20 – Tom Zé (BA)

Mombojó – Homem Espuma

O novo disco do Mombojó se chama “Homem Espuma” e chega nas lojas no dia 5 de maio. Podia ser uma notícia comum no meio de música do Recife, onde tantos discos já são lançados por semana. Mas tem uma diferença enorme. O Mombojó quebra um hiato de quase sete anos sem que um artista do Recife fechasse contrato com uma gravadora de grande porte. Sair da independência, às vezes, é bom para dar razão a uma cena geralmente tão elogiada no País. A Folha de Pernambuco já teve acesso ao disco e adianta porque, em 14 faixas, eles são a banda certa para estar nessa posição.

Numa visão geral, “Homem Espuma” é um disco muito mais difícil que o anterior “Nadadenovo”. Cada música tem pelo menos cinco ou seis texturas de som diferente e esse é um tipo de construção que não é feita há um bom tempo aqui. Num exemplo bem específico, o tecladista Chiquinho usa nove instrumentos diferentes, incluindo um vibraphone, uma mistura de teclado com xilophone. Os meninos dão logo as cartas que querem experimentar quase todos os sons que cabem nas suas músicas.

É um disco recheado de participações. A produção é assinada por Ganjaman (Instituto) e Lúcio Maia (Nação Zumbi). Nas faixas, vozes de Daniel Belleza, Céu, Tom Zé e programações de Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e Maurício Takara (Hurtmold). Por fim, nessa já longa introdução, vale dizer que está tudo mais linear. O som da banda faz uma linha com menos swing e segue a “MPB de trompete”, que faz nomes como Los Hermanos pular na memória. É uma boa associação, ainda assim.

“Homem Espuma” abre com “O mais Vendido”, que mostra o vocalista Felipe S. com uma voz bem melhor do que era conhecido pelas músicas antigas. “Não quero ser o mais vendo / eu quero entrar no seu coração”, desafia de maneira indireta o ouvinte. Quem chama atenção é mesmo a faixa quatro, “Realismo convincente. Com uma participação bem desnecessária de Tom Zé, ela conquista com uma melodia mais pesada e o viciante grito de Daniel Belleza como fundo do Mini Moog (um desses nove teclados que é usado).

“Tempo de Carne e Osso” vem em seguida com a ótima participação de Céu. Algum sinal divino deveria apontar que essa parceria entre ela e a banda permaneça com mais força. A música é uma das mais bonitas de todo o disco. O Mombojó gravou ainda uma versão totalmente nova para “Swinga”, música que já mostrava nos shows. O disco ganha novos pontos altos em “Vídeo-game” e em “Desencano”, que tem letra de China. “Minar”, fecha o “Homem-Espuma”, como um golpe final certeiro. Meio eletrônica, lentinha e com arranjos viciantes.

Entrevista
O Mombojó continua com a mesma boa modesta nessa nova fase Trama. “A gravadora é bem pé no chão, não tem muita regalia na verdade. A mudança mais efetiva para gente é que lá tem vários setores, como divulgação e Internet que nos favorecem muito”, comenta o vocalista Felipe S. Eles levam essa história de pé no chão ao pé da letra. A divulgação inicial vai começar na Europa, com datas todas marcadas pela própria produção que a banda já contava.

O nome do novo disco, ele explica, veio do Orkut. “Estimulei os integrantes da comunidade a darem sugestões para o nome, quem desse as melhores, a gente ia mandando por email umas outras músicas que não estão no CD”, comenta. A relação com a banda e a internet é bem grande. Os planos são de colocar o “Homem Espuma” todo online na semana de lançamento. Otimista com o novo disco, Felipe S. fez uma reflexão bem madura sobre o trabalho. “Ele tem menos edição, menos interferência de computadores, então mostra muito mais nossos erros espontâneos”.

Uma lógica natural que vem do novo disco é que agora as participações vêm todas de São Paulo, ou de artistas que estão morando lá. “Mas foi tudo bem casual, eram pessoas que nos momentos da gravação tiveram alguma proximidade, exatamente como foi com o disco anterior”, lembra.

Apesar das datas já marcadas pela Europa e cidades do Sudeste do Brasil, “queremos visitar lugares onde o Mombojó nunca esteve antes”, comenta Felipe, a banda não esqueceu a terra natal. Um primeiro show já está marcado no auditório da Livraria Cultura, em formato pocket, para mostrar ao público o que eles podem esperar do “Homem Espuma”.

Mombojó – Homem Espuma
Gravadora: Trama
Escute aqui:
Tempo de Carne e Osso

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Minar

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