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No Ar Coquetel Molotov 2009: Programação

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Os produtores do festival No Ar Coquetel Molotov divulgaram hoje a programação completa da sexta edição, que agora muda de lugar e passa a acontecer no Teatro Guararapes, do Centro de Convenções. Maior e melhor localizado que o antigo Teatro da Universidade Federal de Pernambuco. Não tem muita novidade além do que já foi dito com antecedência. Beirut tocará no Recife em uma parceria entre o evento e o soteropolitano Percpan, que está trazendo o artista, junto com a invasão sueca e artistas que participam do ano da França no Brasil. A maior novidade é que a grade do festival conseguiu se estender por mais do mês com boas palestras, além da Mostra de Filmes que já acontecia nos anos anteriores.

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Os gringos do Molotov

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Alguns desses nomes já estavam circulando fazia tempo, principalmente porque o consulado francês divulgou os que fariam parte da programação do Ano da França no Brasil. Agora o pessoal do Coquetel Molotov confirmou não apenas os franceses, mas oficializou a Invasão Sueca que faz parte da programação desse ano. O No Ar será nos dias 18 e 19 de setembro, agora em um novo local, o Teatro Guararapes. Maior e melhor localizado que o anterior, na UFPE. Sebastien Tellier, Zombie Zombie (foto) e François Virot vão se apresentar junto com Those Dancing Days, Britta Persson e Loney, Dear. A programação completa deve ser divulgada nas próximas duas semanas.

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Jens Lekman e mais uma invasão

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A Invasão Sueca já tem suas datas e atração para o primeiro semestre desse ano. Jens Lekman, que passou quase desconhecido no Brasil pela primeira vez e saiu daqui cheio de novos fãs agora volta com as música do disco Nights Fall Over Kortedala, que ainda não foi lançado por aqui. A turnê dele, na verdade, é na América Latina e Lekman ainda tem shows agendados no Chile e na Argentina. Por aqui, ele toca em Porto Alegre, São Paulo, Recife e Curitiba.

Esse é um dos primeiros “esquentes” para a edição deste ano do festival Coquetel Molotov, já que é a produtora do Recife que promove a invasão, que deve ter uma segunda etapa durante o evento no fim do ano. Por enquanto, os shows com Jens Lekman serão dia 13 de junho em São Paulo, 14 em Porto Alegre, 16 no Recife e 17 em Curitiba.

Para quem ainda não conhece Jens Lekman, fica ai uma versão para A Higher Power, uma das minhas favoritas:

Jens Lekman – A Higher Power

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Cobertura: Coquetel Molotov 2008, segundo dia

Os ingressos para o segundo dia do festival não esgotaram com antecedência. Na verdade, era possível tanto comprar na bilheteria como na mão de cambistas. Mas mesmo com essa folga, a impressão era de que o sábado estava muito mais cheio que a sexta-feira. Ou pelo menos quem estava ali tinha um interesse maior nos shows. Porque já cedo, às 19h, era impossível entrar na sala Cine UFPE, onde aconteciam as apresentações gratuitas.

Consegui assistir apenas o Pocilga Deluxe. Melhor de todos os poucos shows que já vi deles. Soar inconfundivelmente pop é algo difícil e eles parecem extremamente a vontade com isso. André Balaio cantava como alguém que realmente queria estar ali naquele momento e não tinha como não se contagiar com isso. Acho que eles já se encaixam nesse novo fenômeno do Recife, junto com a Amp, de bandas que já nascem prontas.

Sair da sala para fugir do calor não foi uma boa idéia. Com lotação esgotada, o acesso ficou no esquema do ‘sai um, entra um’. E tinha gente na fila já dizendo que estava ali pelo Club8, que seria o último show da sala. Confesso que não estava muito curioso para ver Zeca Viana & Onomatopeia Bum – não tinha gostado do que vi no Youtube – mas Dago, da Trama Virtual, viu e achou que o cara era gênio.

Restou ir para o teatro e esperar que as apresentações começassem por lá. Eu sei que o Coquetel Molotov foi, durante um bom tempo, um dos centros de um dos bate-bocas mais bobos que a cidade já viveu. Essa coisa de lado de lá contra o de cá, indie isso, olinda aquilo. Mas isso é ‘so last year’ e superado. Fiquei espantado em ver, ao vivo, como Catarina (que também é Catarina Dee Jah) ainda incorpora o discurso. 

Ela fez um show ótimo, mas sempre na defensiva, como se fosse ser julgada por uma comitiva shoegazer que recitaria Weezer a cada frase. E na verdade o que aconteceu foi longe disso. Não tinha como não ter uma resposta mais positiva, ainda mais considerando que ela devia ter a melhor banda de apoio de todo o festival. Com Mateus (Chambaril) no Contrabaixo, Felipe S (Mombojó) e Jr. Black nas participações especiais. Essa postura defensiva era mais fácil de perceber nos bastidores. Conversando com Catarina, ela disse que gostou de tudo, mesmo não se identificando tanto com o festival. Mas como assim? Não se identificar com quem toca sua música? Comofas?

Mas ok, esquece tudo isso agora.

Todo ano o Coquetel Molotov consegue dar um acerto gigantesco em uma das atrações menos conhecidas. Mas nesse ano exageraram na dose. Owen Pallett, o Final Fantasy, deve entrar na lista das coisas mais incríveis que já vi em um show. Com um violino e teclado, ele toca, grava o trecho e o repete enquanto vai para outro instrumento. Se auto-sampleando, criando música de uma forma que redefine o conceito de one-man-band. É uma música tranquila, daquelas que consegue provocar alegria e tristeza na mesma intensidade, deixando o interlocutor totalmente a vontade. E reforça a teoria de que a música pop canadense está a anos luz do restante do mundo.

Depois veio Mallu Magalhães. Essa foi a primeira vez que vi o show dela com banda. E preciso dizer: eles não fazem a menor falta. Existe uma diferença muito grande entre o que ela está fazendo no palco e o que eles estão. E nesse embate entre honestidade e cooptação, ela acaba perdendo. Mallu não funciona de forma arquitetada e seria dificil dizer que essa era a mesma menina que calou a boca de um monte de marmanjo no Bananada. O show foi legal, mas Recife ainda não viu A Mallu que causou tanto burburinho na música.

E mesmo dessa overdose do Coquetel – de todos que vi, não teve sequer um show ruim – ainda sobrou espaço para se impressionar com o Peter Bjorn & John. A banda sueca é muito, mas muito mais rock ao vivo. Mesmo o hit Young Folks – não vou mentir, eu assobiei na hora – é mais rápida e agressiva no palco. Conseguiu completar a catarse o público, que se levantou e se expremeu o máximo possível para dançar. Edição impressionante, melhor até agora e deve entrar para história.

Logo mais eu subo um vídeo aqui =)

Preliminares

Alguns dos principais festivais do segundo semestre que ainda não fecharam a programação já começaram a divulgar algumas atrações principais. Essa chegou hoje e é nível “parem as maquinas”. Marcelo Camelo faz sua estréia solo, acompanhado pelo Hurtmold, no Recife. Ele é o primeiro grande nome nacional anunciado pelo No Ar: Coquetel Molotov. O festival será nos dias 19 e 20 de setembro no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco. Além deles, mais três suecos: Peter Bjorn and John, Club 8 e Shout Out Louds. A programação final tá perto de sair. Teve até uma banda indicada por mim, legal isso. :P

Quem também mandou novidades foi o Mada. O festival de Natal vai ter show do Motossiera – a banda estava desativada, o que só deixa a notícia melhor ainda – e o americano Josh Rouse. É um folk bem pop, agradável na primeira impressão. Eu nem conhecia… fui ouvir só por ter sido anunciado. Já tem quase tudo divulgado, anota ai: Seu Jorge, Pato Fu, Lobão, Cordel do Fogo Encantado, o Rappa, Curumin, Mallu Magalhães, Sweet Fanny Adams, Poliester, Falcatrua, Brand New Hate, Lunares, Síntese Modular, Rosa de Pedra, Poetas Elétricos, Barbiekill e Macanjo.

Enquanto isso, o Tim Festival começa a ficar interessante. Minha banda favorita desse ano, a MGMT, foi confirmada na programação. Além deles, The National, Gogol Bordello e Paul Weller são oficiais. No palco jazz, Carla Bley e Esperanza Spalding. Não oficialmente, falam ainda de Klaxons e Gossip.