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Riaa agora quer matar quem baixa música

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Não é brincadeira. A Riaa, a associação de gravadores de discos da america, está pedindo a pena de morte de três adolescentes do estado de Oklahoma, por terem compartilhado uma grande quantidade de músicas de Kanye West. Isso já foi um mote clássico de piada contra a Riaa – numa reunião, com eles decidindo como matar quem baixa música – mas acontece que a morte por eletrocução é uma das penas aceitas no estado norte-americano.

Um representante da associação chegou a fazer a seguinte declaração: “lá fora está igual ao velho oeste. Todo mundo rouba o que quer roubar, pega o que quer pegar. Nós bem que poderiamos usar um pouco de justiça do Oeste esses dias”. Outros empresários do meio, como a Sony, tem festejado a decisão da Riaa, dizendo que há tempos que pressionavam eles para algo do tipo.

Jason Miller, que só tem 16 anos, chegou a protestar quando foi ouvido pela imprensa. Disse “que diabos, Kanye West já é podre de rico, porque eu tenho que morrer porque compartilhei uma música dele com um amigo?”. A mãe dele, entretanto, ainda não conseguiu ser acalmada e chora quando tocam no assunto.

Por mais assustador que seja o desespero da associação, não seria uma surpresa eles tomarem uma decisão dessas. O que eu espero é saber o que eles vão fazer quando, depois de assassinarem três pessoas (porque, na boa, isso é assassinato com chancela do estado), continuarem baixando música no mundo.

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Era tudo enrolação :P

Kanye West – Graduation

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Em fevereiro de 2008, o rapper Kanye West vai estar pela terceira vez consecultiva a uma rima de ganhar o Grammy de melhor disco do ano. Prêmios dessa proporção, que contemplam mais de 10 gêneros distintos, costumam importar cada vez menos no mundo da música; mas ficar no “quase” não é uma situação que deixa West muito feliz. Ele já se comprometeu a nunca mais comparecer a um programa da MTV americana até levar para casa um Music Awards, “Oscar” da emissora. Por essa expectativa, “Graduation“, nome de seu novo disco, parece ser providencial. Em sua melhor fase, parece que agora o rapper vai finalmente ser graduado.

“Graduation” é mais que uma referência ao “agora vai!” de Kanye West. Ele completa uma trilogia da obsessão que o rapper cultivou em batizar seus discos com algo relacionado ao colégio (os outros se chamavam, traduzidos, “Largando a Escola” e “Matricula Atrasada”). Depois de produzir faixas para Jay-Z, Beyoncé, Alicia Keys, Common e Mariah Carey, West focaliza em tendências e provoca uma mudança no uso que o rap faz dos samplers. No lugar de faixas incidentais, todo o disco é recheado de mashups, com outras músicas sobrepostas pela rima de West.

A mais óbvia vem estampada até em adesivo no encarte. “Stronger” se mistura com a música “Harder, Better, Faster, Stronger” do Daft Punk; e com “Cola Bottle Baby” de Edwin Birdsong. Apesar de ser um produtor requisitado, Kanye West foi esperto em pedir uma mão extra nessa e em “Good Life“. Os dois maiores hits desse novo repertório também carregam a assinatura de Timbaland nos créditos. Provocam frenesi na pista e agradam a audição particular, quando o ouvido atento descobre a voz de Michael Jackson nesta segunda faixa.

Esses dois momentos se destacam com folga do restante do disco, mas “Graduation” se salva quase por completo. Em “Everything I Am“, ele retorna ao hip hop mais clássico, com scratches que lembram um pouco do momento atual do ritmo no Brasil. A principal falha de West nos discos anteriores – sua própria voz – tem uma melhora gradativa nas novas músicas. Ele ainda se arrisca a cantar sem muito retoque, no que resulta na longa e chata “Drunk and Hot Girls” e em “Homecoming“.