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Cobertura: Coquetel Molotov 2008. Primeiro dia, parte dois

- O texto abaixo foi a cobertura do primeiro dia que fiz para o Jornal, em versão competa, porque na final saiu super editado. Como o espaço já era curto originalmente, precisei fazer algumas escolhas, entre elas não falar do show da Julia Says.

- Mas te digo, achei a apresentaçao deles muito boa. Eu gosto como o Julia Says é contraditório na opinião pública. Metade ama, metade odeia, nunca se chega num meio termo. Fico cada vez mais no primeiro time. Mas ainda acho que falta algo ali para eles irem ainda mais longe. 

- No primeiro dia também foi distribuida a nova edição da revista Coquetel Molotov. Tem resenhas minhas de todos os dicos que peguei no Bananada. De Sapobanjo (Ska) a Bad Folks (folk, claro). A feirinha do festival estava incrível, por sinal. Comprei até duas camisas lá.

- Cheguei cedo nesse dia e peguei a passagem de som de Marcelo Camelo. Mallu Magalhães ficou sentada com cara de fã, em cima do palco, o tempo todo. Depois levantou e ficou brincando com os refletores :P

- Só fiz fotos no segundo dia. Preciso de uma câmera de verdade. Mas segura as pontas ai, porque vai ter um vídeo igual o que rolou ano passado =)

Quando o assunto são os festivais de música independente, a sensação é de que o Recife ainda não conseguiu assimilar bem a idéia de um evento pensado para conectar as pessoas e não as atrações. Mas no começo do show da banda Burro Morto, da Paraíba, pareceu que o No Ar Coquetel Molotov, que encerrou neste sábado no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco, conseguiu em sua quinta edição ultrapassar esse limite. Muito mais do que a pura experiência musical – o “vou para ver tal banda” – o espaço ficou lotado cedo por pessoas que apenas queriam estar ali e fazer parte daquele momento.

Esse descompromisso é chave fundamental para uma recepção extremamente positiva de quem passa por lá para tocar alguma música. Tudo é muito novo, não apenas em tempo de formação, mas em casos de bandas como a Guizado, de São Paulo, com a melhor apresentação da noite, que se apóiam em instrumentos jamais utilizados pelo universo pop. E, por isso, tudo também sempre soa muito bom. O perfil tradicional do público que vai para questionar dá espaço para uma geração nova com o interesse sincero em apenas aproveitar uma boa noite de shows.

A cumplicidade criada permitiu boas estréias para a banda de Joseph Tourton, instrumental de marcação pop, com integrantes que sequer atingiram a maior idade. E deu aos cearenses do Cidadão Instigado – escalados de última hora para substituir o Vanguart – um merecido excelente show na cidade, limpando o histórico que Fernando Catatau & Cia (que em horas vagas acompanha também a banda de Vanessa da Mata e Otto) teve de apresentações no Recife que, até então, eram sempre prejudicadas por questões técnicas e deslizes de produções. O próprio, nos bastidores, era apenas sorrisos. “Foi legal mesmo, né?”.

Parte da corrente do ineditismo, a sueca Shout Out Louds deve ter feito uma das melhores campanhas no palco. Pop simples, que muitas horas lembrava uma versão mais alegre do The Cure, caso tal comparação fosse possível. Fizeram o público do teatro se levantar e dançar e voltaram para a Europa com um considerável aumento de fãs. “Nunca tinha ouvido falar, achei incrível”, falava em tom de comemoração o estudante e músico Eric Barbosa, 23, que não se acanhou em confessar. “Não vi aqui atrás de show nenhum, foi mais para encontrar um pessoal e passear”. No bolso, ele levava dois CDs da banda e uma camisa.

Mas tanta gente assim, que esgotou os ingressos para o festival com quase uma semana de antecedência, se justificava também pela presença de Marcelo Camelo, que nessa noite livrou-se do estigma de “ex-Los Hermanos”. O músico agora existe efetivamente solo e o fez com uma estréia que já pode ser classificada como histórica. Começou em clima de João Gilberto, sentado com um violão, cantando baixo, até se deixar contaminar pela empolgação do público. Todas as músicas do disco “nós” que cantou já foram em coro.

Aquele não era o Camelo que descreveriam como o mais reservado da antiga banda. Ele chegou a cantar duas músicas do Los Hermanos. Em “Morena”, o teatro experimentou uma pequena catarse, sentimento que só aumentou quando a cantora Mallu Magalhães entrou no palco, sentou ao seu lado, pegou um violão e desabou em choro. A cena era honesta e multiplicou lágrimas em todo teatro. No fim, celebrou enérgico, igual um torcedor de futebol frente ao gol.

Coquetel Molotov 2008: Programação

Esse encerra o ciclo de festivais do Recife. A quinta edição do No Ar Coquetel Molotov traz a Invasão Sueca para o Recife, além de Owen Pallet, violinista do Arcade Fire no projeto solo Final Fantasy. Tem os já anunciados aqui, Peter Bjorn & John, Shout Out Louds, Club 8 e Marcelo Camelo. E também tem Vanguart (MT), de volta ao Recife após o sucesso (no primeiro show deles aqui, no Recbeat, eram só mais uma entre as bandas esquisitas). E tem também Mallu Magalhães pela primeira vez no Recife, além da Bandini, do Rio Grande do Norte, que foi sugestão minha =)

19.09
SALA CINE UFPE
Burro Morto | PB
A Banda de Joseph Tourton | PE
Bandini | RN
Guizado | PE

TEATRO UFPE
Júlia Says | PE
Vanguart | MT
Shout Out Louds | Suécia
Marcelo Camelo | RJ

20.09
SALA CINE
Pocilga Deluxe | PE
Zeca Viana & Onomatopéia Bum | PE
Akin | SP
Club 8 | Suécia

TEATRO UFPE
Catarina | PE
Final Fantasy | Canadá
Mallu Magalhães | SP
Peter, Bjorn & John | Suécia

Eletronika 2008: Programação

Saiu a programação do Eletronika – Festival de Novas Tendências Musicais. Ano passado o festival mineiro deu um passo grande e trouxe nomes como LCD Soundsystem e Battles. Agora volta um pouco mais modesto, mas com uma programação ainda assim bem incrivel na proposta. Tem Twelves e reforça o fato de que esse parece ser o ano do Curumin para os festivais independentes.

QUINTA-FEIRA 28/08

Grande Teatro
21h00 – Fernanda Takai + Maki Nomiya (Pizzicatto Five/Japan)
22h30 – Vanguart (MT)
Cine Humberto Mauro
10hs, 13h30, 15hs, 17hs, 19hs e 21hs – Imagem dos Povos Mostra internacional Audiovisual
Sala Mari’Stela Tristão
19h Ciclo de Debates: “Imagens do Japão Contemporâneo”
Livraria Usina das Letras
Mangateca


SEXTA-FEIRA 29/08

Grande Teatro
22h00 – Curumin (SP)
23h30 – Instituto apresenta Racional, de Tim Maia (SP)
Sala João Ceschiati
19h30 – Guizado (SP)
20h30 – PexbaA (MG)
21h30 – M. Takara (SP)
Cine Humberto Mauro
10hs, 13h30, 15hs, 17hs, 19hs e 21hs – Imagem dos Povos Mostra internacional Audiovisual
Sala Mari’Stela Tristão
19h Ciclo de Debates: “Japop: Mangá e Anime”
Livraria Usina das Letras
Mangateca
Eletronika Club @ Roxy Club
The Twelves (RJ)
Database (SP)
Lucy & The Popsonics (DF)
Entre outros


SABADO 30/08

Grande Teatro
21h00 – Mallu Magalhães (SP)
22h30 – Hurtmold (SP) participação especial Paulo Santos (Uakti) (MG)
00h00 – Asobi Seksu (USA)
Sala João Ceschiati
18h00 – Monno (MG)
19h00 – Macaco Bong (MT)
20h00 – Pop Armada (SP)
Cine Humberto Mauro
10hs, 13h30, 15hs, 17hs, 19hs e 21hs – Imagem dos Povos Mostra internacional Audiovisual
Sala Mari’Stela Tristão
16hs Ciclo de Debates: “Imagens da Amazônia Contemporânea”
Livraria Usina das Letras
Mangateca


DOMINGO 31/08
Cine Humberto Mauro
10hs, 13h30, 15hs, 17hs, 19hs e 21hs – Imagem dos Povos Mostra internacional Audiovisual
Livraria Usina das Letras
Mangateca

Preliminares

Alguns dos principais festivais do segundo semestre que ainda não fecharam a programação já começaram a divulgar algumas atrações principais. Essa chegou hoje e é nível “parem as maquinas”. Marcelo Camelo faz sua estréia solo, acompanhado pelo Hurtmold, no Recife. Ele é o primeiro grande nome nacional anunciado pelo No Ar: Coquetel Molotov. O festival será nos dias 19 e 20 de setembro no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco. Além deles, mais três suecos: Peter Bjorn and John, Club 8 e Shout Out Louds. A programação final tá perto de sair. Teve até uma banda indicada por mim, legal isso. :P

Quem também mandou novidades foi o Mada. O festival de Natal vai ter show do Motossiera – a banda estava desativada, o que só deixa a notícia melhor ainda – e o americano Josh Rouse. É um folk bem pop, agradável na primeira impressão. Eu nem conhecia… fui ouvir só por ter sido anunciado. Já tem quase tudo divulgado, anota ai: Seu Jorge, Pato Fu, Lobão, Cordel do Fogo Encantado, o Rappa, Curumin, Mallu Magalhães, Sweet Fanny Adams, Poliester, Falcatrua, Brand New Hate, Lunares, Síntese Modular, Rosa de Pedra, Poetas Elétricos, Barbiekill e Macanjo.

Enquanto isso, o Tim Festival começa a ficar interessante. Minha banda favorita desse ano, a MGMT, foi confirmada na programação. Além deles, The National, Gogol Bordello e Paul Weller são oficiais. No palco jazz, Carla Bley e Esperanza Spalding. Não oficialmente, falam ainda de Klaxons e Gossip.

Mallu Magalhães no Bananada 2008

Três vídeos que fiz dos shows. Pelo celular mesmo. O primeiro do Folsom Prison Blues, do Johnny Cash:

Tchubaruba, o hit :P

E os 10 minutos iniciais do show, ainda com o povo gritando “toca Vanguart!”, “toca Megadeath!” (?) e berrando cada vez que ela assoprava a gaita:

Foi filmado em clima de “Febre da Juventude”, aquele filme onde só aparecem os pés do Beatles porque estava totalmente impossível chegar mais perto. Mas o conceito – foi sacada do Damaso, não minha - acabou ficando legal.