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Porão do Rock 2008: Programação

O maior festival da capital do país sempre teve pré-disposição ao mega. Mesmo quando diminuiu a programação para dois dias, o Porão do Rock continuou investindo mais pesado nas atrações internacionais. Esse ano, tem uma grande banda contemporânea, o Muse, e outra gigante do milênio passado, o Suicidal Tendencies. A escalação é elogiosa sim, tem Matanza, Autoramas, Mukeka di Rato… mas confesso que não me agradou em particular. Poucos nomes de pequeno porte e o exagero de médio porte fez parecer que 12 bandas por dia é pouco. Mas minha ressalva maior é na repetição do Supergalo. A cena de Brasília sempre foi muito central no rock brasileiro e, últimamente, teve um ressurgimento gigante para repetir em dois anos seguidos uma de suas novas bandas mais sem graças na minha opinião.

SEXTA – 01/08
Palco principal
Suicidal Tendencies (EUA)
Matanza (RJ)
Mukeka di Rato (ES)
Almah (SP)
Nitrominds (SP)
Madame Saatan (PA)
Sayowa (SP)
MQN (GO)

Palco pílulas
Kill Karma (Espanha)
Maldita (RJ)
Black Drawing Chalks (GO)

SÁBADO – 02/08
Palco principal
Muse (Inglaterra)
Papier Tigre (França)
The Tandooris (Argentina)
SickCity (Alemanha)
Pitty (BA)
Autoramas (RJ)
Mundo Livre S/A (PE)
Supergalo (DF)
Canastra (RJ)

Palco Pílulas

Orgânica (SP)
Amp (PE)
Tom Bloch (RS)

Vale lembrar que, alguns dias depois, com o mesmo nome de “Pílulas Porão do Rock” rola o The Hives em BSB. Taí um show que queria muito ver esse ano.

Saldo final do Rec-Beat

Fazia tempo que o festival que acontece todos os anos no Carnaval não tinha uma edição tão boa, praticamente histórica, como essa que encerrou semana retrasada. Devotos, Móveis Coloniais de Acajú e Pato Fu certamente vão se transformar naquelas histórias que contamos para as novas cenas locais e os futuros filhos, como exemplo de que as coisas não são mais como antigamente. O Rec-Beat cumpriu bem sua maior função, apresentou novos nomes de qualidade a um público pernambucano que não o conheceria de outra forma.

A grande revelação foi o Julia Says. Dupla que experimenta pitadas cavalares de programação eletrônica no rock, com uma ótima primeira impressão de quem deve crescer muito na cena local. A surpresa foi o brasiliense Lucy and the Popsonics. Mais encorpado, com peso extra nas músicas e identidade totalmente moldada para o sucesso, eles saem do patamar de bandas iniciantes para nomes fortes do cenário independente. A consagração foi do Móveis Coloniais, sem sobre de dúvidas o novo grande nome da música brasileira.

Timming
Nem tudo são flores, entretanto e fica uma ressalva ao Rec-Beat. O festival ainda aposta muito no potencial de bandas iniciantes deixando que elas toquem quase o mesmo tempo das últimas atrações. Uma apresentação mais curta poderia favorecer, na proporção que muito tempo no palco acabou prejudicando a impressão que alguns inciantes deixaram.

Internacional
A banda River Raid é finalista do International Songwriting Competition com a música “Time up”. Eles passaram numa peneira de aproximadamente 15.000 bandas de todo o mundo. E os jurados desse concurso foram ninguém menos que Julian Casablancas (Strokes), Robert Smith (The Cure) e Frank Blank (Pixies). Para votar na banda na última fase, é preciso entrar no www.songwritingcompetition.com/PVWelcome2007.htm

De volta
A banda carioca Matanza já tem um novo show marcado no Recife. Eles voltam a se apresentar no Nox on the Rocks, projeto da Sun7 Estúdio – inaugurado, por sinal, pela própria banda – com participação ainda da banda B.U. de Cannibal e Celo do Devotos; e a banda baiana Vinil 69. Será dia 28 de fevereiro, às 20h.

Baixa o santo

Voltei.

O blog ficou meio burocrático enquanto tento me recuperar de toda turbulência que me passou nos últimos dois meses. Mas, aos poucos – como de praxe – tudo vai normalizando aqui. Vocês também vão para o festival DoSol, né?


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O DoSol começa este fim de semana em Natal. São três dias de rock no Rio Grande do Norte, com shows do Matanza, Cachorro Grande, Violins, Moptop, Lucy and the Popsonics, Vamoz, Volver, Rock Rocket, Jason, The Nation Blue, Honkers, Rockefellers, The Sinks, Bugs, Jane Fonda, Zefirina Bomba, Supergalo… parece um monte? Não falei nem a metade! Ficar de fora é vacilo.

Mas se você ficar… Pode acompanhar direto aqui no Pop up tudo que acontece por lá. Vou tentar publicar o máximo de tranqueira possível além das minhas coberturas que vão sair no jornal e… depois falo. A foto ai [e do DoSol Rockbar, que tirei numa visitas que fiz ao reduto rock de Natal.


Se você, feito eu, fica rodando o MySpace o dia inteiro ouvindo de tudo que é possível, clicando em todas as bandas, catando bons sons, anotando nomes legais, dá uma olhada nesse endereço: http://www.myspacemp3.org/

Como o nome sugere, você consegue baixar as músicas direto do site. Lembrando que a qualidade dos arquivos no MySpace são bem baixos. Coisa de 96k. Fica de incentivo para depois comprar o CD. Eu já estou viciado nesse ai.


Mais atualizações em breve. Tem resenhas de um monte de CDs (Superguidis, Academia da Berlinda, Terceira Edição, Interpol.. ops) que vou publicando com o tempo. Terça-feira vou discotecar no UK Pub, logo após o show do Monodecks. Ladies free, clone de chopp, música boa, gente bonita. Se já vai perder o DoSol, vê se não vacila duas vezes.

Ano Cabalístico

Estamos em um ano cabalístico para a música pop. A sacada foi de um colega de lista de discussão, o IT Manager Márcio Chuico, de Bruxelas. Todas as décadas, quando chegaram ao ano sete, tiveram lançamentos fundamentais. Em 1967, foi o Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, o The Doors, dos Doors, e Velvet Underground & Nico, do Velvet Underground. Em 77, tivemos o Rocket to Russia, do Ramones, Never Mind the Bollocks, do Sex Pistols e a estréia do Television e Motorhead.

Na década seguinte, 87, foi a vez do Music for the Masses, fundamental do Depeche Mode; Substance, do New Order e dois grandes clássicos, Bad, de Michael Jackson e Apetite dor Destrucition, que lançou o Guns’n’Roses. No último, 97, foram lançados o Ok Computer, do Radiohead, Dig Your Own Hole, que consagrou o Chemical Brothers; The Fat of the Land, do Prodigy e Homework, do Daft Punk. Resta então a pergunta: quais serão os grandes lançamentos de 2007?

Despedida
Silvério Pessoa não pára quieto. Voltou de uma turnê e já prepara uma tarde de autógrafos e despedida na Livraria Saraiva. Será domingo, às 18h30. Depois, ele parte para um mês na Europa, se apresentando na Alemanha, França, Belgica e Irlanda. Na Saraiva, Silvério exibe um documentário sobre a turnê Nordeste, com trechos de shows em Tóquio.

Internacional

O Chevrolet Hall volta – depois de três anos – a receber um show de rock internacional. Está confirmada a vinda da banda Scorpions ao Recife. Grupo de Heavy Metal formado em 1965, que conquistou muitos fãs graças a algumas trilhas de novela e presença obrigatória em coletâneas da linha “Love Metal”. O show será dia 11 de agosto.

Rock na Nox
Conhecida por ser a principal boate de música eletrônica hoje no Recife, a boate Nox vai abrir as portas para um show de rock. Será com as bandas Matanza (RJ) e Retrofoguetes (BA). Quem está organizando é o Studio Sun 7, do baterista Pedro, da Vamoz. A banda dele é quem abre a noite.

Festival, na rádio e enquete

Existe uma santíssima trindade do rock independente? Meio que levantei a questão, sem intenção, na entrevista que fiz com o Beto Bruno, do Cachorro Grande. O Bruno Maia, do Sobremusica, transformou em debate na hora e, num movimento esperto, postou todo nosso papo nos comentários. Tem gente participando, opinando e discordando. Fico com minha opinião: Cachorro – Forgotten – Autoramas. E vocês? Opinem lá!

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Vamoz

Por acaso, cheguei na conclusão desses três nomes após duas edições do Festival DoSol, de Natal. Anderson Foca, que tá na lista de personalidades do ano do prêmio Dynamite, arma um oasis de rock na Ribeira, centro histórico – creio eu – da capital do Rio Grande do Norte. Como se três dias de shows não fosse o bastante, seu bar ainda promove prévias com shows do Tequila Baby, Ludov e Sugar Kane. Quem quiser se armar para conferir de perto, eu recomendo. Saca só a programação:

Primeira noite

Segunda noite

Terceira noite

Lembra das edições passadas do festival? Não? Aqui tem a cobertura em vídeo da Trama Virtual. Ou minha cobertura do ano passado (cobri também a primeira edição, mas não consigo achar o texto!). Esse ano, Foca não me convidou, ele me DESAFIOU cobrir um evento com tanta banda. Desafio aceito!

Para as bandas de Natal, se liguem no vacilo em não ter pelo menos uma página no Trama Virtual. Já tem gente querendo conhecer o som de vocês e não tem como!

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E de volta ao mala do Bruno Maia, que está cobrindo o festival Roskilde (que é algo, tipo assim, melhor de todos festivais internacionais), ele manda o recado de que amanhã estréia seu novo programa de rádio, chamado Aleatório. Vai ao ar pelo Multishow e também terá versão online. E quem tem banda independente, vou soltar logo o rojão aqui: ele tá querendo música de vocês para tocar lá. Então, siliga!