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Enquanto o Tim não chega

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A assessoria de imprensa do Tim Festival é uma das mais legais de todas. Sabe o quanto queremos saber das loucuras de quem vem tocar e, por isso mesmo, todos os anos, manda para os jornais algumas notas sobre as exigências dos músicos. Confere ai um ctrl+c / ctrl+v do release, com a lista:

Pelo calendário
Os pedidos de bufê da cantora Feist, atração do show ‘Novas Divas’ do TIM Festival, estão divididos pelo dia da semana. Às segundas e quintas ela gosta de comer iogurte de baunilha, vegetais e amêndoas. Às terças, sextas e sábados ela prefere frios, frutas vermelhas e húmus. Já às quartas e sábados o cardápio tem que ter manteiga de amendoim, pão preto e cereais. Todos os dias a cantora quer em seu camarim 36 latas de cerveja, sucos frescos e uma tábua de queijos. Agora só falta descobrir o nome da dieta.

Calor humano
O cantor Antony Hegarty, líder da banda Antony and The Johnsons, surpreendeu a produção do TIM Festival com um pedido nada usual para estrelas em ascensão como ele: não quer nenhuma barricada de proteção entre o público e o palco. Normalmente o que se vê é o contrário, mas o artista inglês ouviu falar do calor do público brasileiro e quer senti-lo bem de perto.

Simplicidade
Conhecido pela simpatia, o cantor inglês Antony Hegarty, da banda Antony and The Johnsons, foi bem modesto nas exigências de camarim para suas apresentações no TIM Festival, em outubro. Além de frutas frescas, sanduíches e pequenas iguarias árabes, ele pede duas garrafas de vinho. Nada, porém, de marcas importadas. Sua única recomendação é que elas não custem menos de… 12 dólares (ou a bagatela de 24 reais!!!).

Bateria
A cantora Cat Power já é a campeã de exigências exóticas do TIM Festival 2007. Além de foto autografada por Bob Dylan e um par de óculos Ray-Ban no camarim, ela quer no palco uma bateria ‘vintage’. O instrumento tem que ser preferencialmente das marcas Gretsch, Ludwig ou Slingerland e deve ter sido fabricado somente entre os anos 60 e 70.

Flashback
O som nostálgico voltou com força total. Pelo menos é o que indica o gosto do elenco do TIM Festival 2007. Três dos artistas escalados para a edição deste ano usarão no palco o velho e bom órgão Hammond XK-3: além do organista americano Joey DeFrancesco, responsável por praticamente ‘ressuscitar’ o instrumento no jazz, e da cantora Cat Power, que o incluiu na formação da sua banda, o compositor escocês Craig Armstrong o escolheu como o principal personagem do show que apresentará ao lado do parceiro Scott Fraser. Os dois utilizarão vários Hammonds no projeto que batizaram simplesmente de ‘Winona’, ou ‘uma banda eletrônica vintage’.

Brotoeja
A equipe da cantora Björk surpreendeu a produção do TIM Festival 2007 por um detalhe muito peculiar: alguns dos seus 36 integrantes são extremamente alérgicos a determinados alimentos. No documento técnico que especifica as exigências da artista – conhecido no showbiz como ‘rider’ -, há um item marcado em amarelo que chama a atenção para a necessidade de se evitar, no bufê, pratos ou produtos que contenham os seguintes ingredientes: derivados de leite, açúcar refinado, vinagre, shoyu, cogumelos, lagosta e camarões.

Staff
Björk tem o maior entourage do TIM Festival deste ano. São ao todo 36 pessoas. Além de trazer seu próprio maquiador, a cantora incluiu na equipe uma babá. Mas, ao contrário do que imaginavam os organizadores do evento, a babá não é para os filhos da artista, mas para ela própria. A moça, islandesa como Björk e de apenas 26 anos de idade, tem nome de governanta alemã: Helga.

Top secret
Björk se inspirou em Madonna para driblar os fãs mais abusados que costumam ligar para os quartos dos hotéis onde se hospeda: passou a adotar codinomes. Os pseudônimos só são conhecidos pela equipe da cantora e mudam diariamente.

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Quando esteve no Brasil, em 93, Madonna registrou-se nos hotéis como Lola Montez, nome da famosa bailarina e cortesã irlandesa do século 19, amante do rei Ludwig I, da Bavária.

Inspiração
Pelas exigências que fez à produção do TIM Festival, tudo indica que a cantora norte-americana Cat Power pretende compor novas canções durante sua passagem pelo Brasil. Ela pede para o camarim um caderno em branco e lápis, muitos lápis.

A artista é conhecida pela maneira copiosa com que cria. Uma noite de insônia provocada por um pesadelo a inspirou a escrever em apenas algumas horas as canções do álbum ‘Moon Pix’, responsável por seu reconhecimento na cena indie rock.

Paladar
Originária de um dos países mais gelados do planeta, a Islândia, Björk tem hábitos alimentares peculiares. Diz que já experimentou carne de papagaio-do-mar, pequena ave típica de ilhas marinhas, e tubarão feito à moda islandesa, cujo processo é um tanto bizarro: depois de caçado, o tubarão recebe um jato de urina humana e é enterrado no solo por alguns meses. Depois é retirado, preparado e servido como fina iguaria.

Ao saber das experiências gastronômicas da cantora, a produção do TIM Festival tremeu nas bases. Mas logo se aliviou ao receber a sua lista de exigências: Björk quer apenas comidinhas simples, como frutas frescas e massas.

Gadget
Uma das grandes sensações do show ‘Volta’, que Björk traz em outubro para o TIM Festival, é o reacTable. O instrumento é uma espécie de sintetizador sem teclas. Para tocá-lo, o músico desloca diferentes objetos sobre uma mesa luminosa. Esta muda de aparência a cada movimento, exibindo animações e desenhos em sua superfície, graças a uma câmera e um monitor colocados sob a mesa. O som e os efeitos visuais, que o público pode acompanhar pelo telão, são de cair o queixo.

Pele
A produção do TIM Festival anda intrigada com a lista de pedidos recebidas até agora dos artistas que se apresentam este ano no evento. Absolutamente todos exigem que o bufê servido no camarim contenha hommus, a iguaria feita à base de grão-de-bico. Ficou a dúvida se tudo não passa de uma coincidente paixão pela culinária árabe ou se se trata de uma nova tendência gastronômica entre os descolados do circuito artístico internacional. Há quem defenda a tese de que o hommus faz bem para a pele, pois é fonte de ferro, vitamina C e proteínas e, quando consumido com pão árabe, contém todos os sais minerais necessários ao corpo.

Velinhas
Björk terá um convidado mais do que especial na platéia de seu show no TIM Festival, dia 26 de outubro, no Rio. O amigo e ídolo Milton Nascimento, de quem já gravou, em português, ‘Travessia’. Sua apresentação coincidirá com o aniversário do compositor. Tudo indica que ele ganhará um ‘Happy Birthday’ particular no camarim da cantora.

Ecológica
Cat Power solicitou um verdadeiro pomar em seu camarim para os shows do TIM Festival. Ela quer maças, uvas sem caroço, manga, melão, banana, tangerina, pêras e abacaxi. Tudo proveniente de horta orgânica. A cantora canadense pediu, ainda, tomate fatiado, hommus, rosbife e peito de peru – orgânicos também. Como ninguém é de ferro, um maço de cigarros light e outro vermelho, para rebater a refeição. Detalhe: na lista da cantora não há uma gota de bebida alcoólica.

Colecionadora
A cantora canadense Cat Power tem um gosto eclético, para se dizer o mínimo. Ela solicitou à produção do TIM Festival um par de cinzeiros. Até aí, nada demais. O que ela quer são cinzeiros tipo souvernir, daqueles que se vendem nas visitas ao Cristo Redentor, por exemplo. No fim dos shows ela leva os mimos para casa, onde guarda o resto de sua coleção.

Fresquinho
Craig Armstrong, que vem ao TIM Festival com seu projeto ‘Winona’ gosta de circular em ambientes fresquinhos. Para o seu camarim já pediu duas latas de aromatizador de ambientes do tipo neutro.

Funk das ginastas
Sucesso na noite underground de São Paulo, o Montage – que ostenta o título de ser a primeira banda de Eletro Rock do Nordeste brasileiro – vai apresentar uma inusitada homenagem às ginastas Daiane dos Santos e Daniele Hipólito, nos shows que vai apresentar na próxima edição do TIM Festival. Vocalista do grupo e autor da música “Ginastas cariocas”, Daniel Peixoto imita os movimentos das atletas, enquanto canta – acompanhado de um funk pesado – versos como “Ela pula, ela gira, ela dá cambalhota/ é no cavalo com alça, é na barra simétrica/ vai Daiane! Vai, Daniele! / Ela é adversária de Catarina Ivanov e toma sol no Posto 9”.

Formigas
Os integrantes do quarteto americano The Killers não estão nem aí para a crescente guerra contra os carboidratos dos amantes da boa forma. Em seu camarim no TIM Festival eles solicitaram dez barras de chocolate, um pacote de biscoitos com geléia de laranja, uma jarra de manteiga de amendoim cremosa, um pote de geléia de morango e cereais açucarados. Pura energia.

Programação MADA 2007

Então, perdão pelo baque. Estava mudando de servidor e, dividindo o tempo com tanta coisa, o Pop up passou um dias tentando se recompor. Agora de volta a nossa programação normal.

@@@@@@

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O Mada, de Natal, divulgou a programação final do festival. Confere ai:

QUINTA 3/5
BABY PLEASE |RN
CLAUDIA`S PARACHUTE |MT
ORQUESTRA BOCA SECA |RN
CABOZÓ |RN
REVERSE |RJ
MADAME SAATAN |PA
NEGUEDMUNDO |RN
PARALAMAS DO SUCESSO |DF
NAÇÃO ZUMBI |PE

SEXTA 4/5
LUCY AND THE POPSONICS |DF
ROCKASSETES |SE
MELLOTRONS |PE
CABARET |RJ
BUGS |RN
MEMORIA ROM |RN
MOMBOJÓ |PE
MOVEIS COLONIAIS DE ACAJU |DF
DETONAUTAS |RJ
MONTAGE |CE na area eletronica

SABADO 5/5
DALILA NO CAOS |PB
JANE FONDA |RN
BELINA MAMÂO |RN
ELETRO |RJ
PÚBLICA |RS
MQN |GO
LABORATORIO POP / SELETIVA |RJ
SUPERGUIDIS |RS
CARTOLAS |RS
RUSSIAN FUTURIST |CANADÁ
SKANK |MG

E ai, o que você achou? Diz ai! =)

Foto do Skank tirada do Flick do Eugênio Oliveira

Recbeat 2007 – Terceiro dia

Mas e ai? O que vocês acharam? Eu fiquei sem palavras

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Instituto + BNegão + Thalma de Freitas + China = Tim Maia

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Daniel Peixoto, do Montage, cofrinho-free

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Mellotrons

Paulo Pereira que se garantiu nas fotos

Programação Recbeat 2007

Foi divulgado oficialmente hoje, com coletiva no Recife (mesmo tendo sido liberado antes para a Folha de São Paulo, o que pessoalmente desaprovo).

Programação bem melhor que ano passado – o que não chega a ser um mérito. Agora bem mais coerente, com atrações que valem a pena segurar a madrugada.

Sábado – 17/02

19h30 – DJ Big & Confluência (PE)
20h30 – Erasto Vasconcelos (PE)
21h30 – Digital Groove (PE)
22h30 – Supergalo (DF)
23h30 – Zefirina Bomba (PB)
00h30 – Z’Africa Brasil (SP)

Domingo – 18/02
16h30 – Concentração do bloco Quanta Ladeira
20h30 – Canja Rave (RS)
21h30 – Rivotrill (PE)
23h00 – Isca de Polícia (SP)
00h15 – Digitaria (MG)
01h20 – Bonde do Rolê (PR)

Segunda – 19/02

17h00 – Recbitinho: Cia Teatro Rasgado / “O Pequenino Grão de Areia”
19h30 – Mellotrons (PE)
20h30 – Vanguart (MT)
21h30 – Raies Dança Teatro (SP)
23h00 – Mr. Catra (RJ)
00h00 – Instituto canta Tima Maia Racional (SP)
01h20 – Montage (CE)

Terça – 20/02

18h30 – Maracatu Nação Camginda Estrela (PE)
19h30 – João do Pife e Banda Dois Irmãos (PE)
20h30 – Parafusa & Trombonada (PE)
21h30 – Curumin & The Aipins (SP)
22h00 – 2IN-Par (Esp)
00h00 – Macaco Bong (MT)
01h20 – Tom Zé (BA)

Abril pro Rock 2006: Primeiro dia

O 14º Abril pro Rock começou ontem, no Centro de Convenções, e já é a edição mais peculiar de todas. Sem muitos rodeios, este foi o ano com mais interesse da mídia pelo evento e com menos interesse de público. O que leva pensar que muita gente, no fim das contas, não faz um bom show. Mas pouca gente definitivamente faz um show ruim. E o pavilhão nunca esteve tão vazio. E isso nunca foi tão incomodo.

Quem chegava ao Centro de Convenções percebia de cara a novidade. O pavilhão onde o Abril pro Rock acontece todos os anos estava fechado. Uma área menor fazia um “palco 3” logo na entrada, onde aconteceriam todas as apresentações da noite.

Sim, essa foi a tal noite eletrônica. Depois dela acho que dá para concluir duas coisas. Ou esse público aqui é muito pequeno, ou ele não serve para nada. Porque às 23h, quando o Montage subiu no palco, não tinham nem 300 pessoas ainda para conferir o que seria uma das melhores apresentações da noite. Mesmo com uma estrutura de som péssima que só rendia ruídos, Daniel, uma mistura de Brian Molko-David Bowie-Vive la Fete, roubou a cena com uma presença de palco para lá de divertida.

A música não trazia muita novidade. É aquele eletrônico afetado, meio rock, feito com uma guitarra e um computador. Letras em português e inglês, que não fariam tanta diferença, não fosse o público já cantando elas de cor, colados no palco. Pensar em Internet é pensar que o público do Abril está mais refinado e, talvez por isso, tão restrito. Quando a apresentação terminou de meia noite, o pavilhão continuava com o clima vazio.

A disposição da programação do Abril pro Rock é bem engraçada. Este ano, o que eles têm de atração forte, ficou no meio e não no fim da noite. Na sexta, pareceu que eles quiseram entregar logo as cartas, mostrar o que tinham trazido de melhor e pior logo de cara. Porque depois do Montage, subiu uma das escolhas mais infelizes do evento, a dupla Kook and Roxxy. Supostamente alemã, já que a menina, a Roxxy, é daqui do Recife.

Com declarações de que “é muito lindo tocar em casa”, a dupla não acrescentou muita coisa além de caretas na cara do público. O “Palco 3”, inaugurado clandestinamente pelo The Playboys ano passado, agora é oficial e também muito pequeno. A aparelhagem técnica tinha melhorado o som da dupla, mas o espaço parecia pouco para a menina que não parava de dançar esquisitamente no palco.

Hora de lavar a alma, com o toque da meia noite no relógio e a dupla Stereo Total se organizando no palco. Não tem como negar um sorriso para a simpatia dos dois. Uma mistura de Walter Matau com Kramer (do Seinfeld) e uma professora de colégio americano, mais o delicioso sotaque inglês (eles são da Alemanha) e uma hora de música eletrônica-minimamente-fofa.

O show mais legal da noite teve ainda o pessoal que estava na frente do palco subindo, tocando os instrumentos, dançando e cantando junto. Tudo num clima ótimo e bem divertido, desses para guardar como boa lembrança. Talvez por isso, pareceu demorar muito mais que a uma hora que teve duração. Perto das mil pessoas, o Abril pro Rock chegava ao seu ponto alto. O que fez valer a noite.

Diplo funcionou como uma espécie de divisor de águas da noite. Com a injusta tarefa de se apresentar em uma hora, o DJ americano fez um set pra lá de misturado. Com o esperado funk a remixes legais das velhas músicas de sempre. Divertido, mas naquele momento, a noite começava a ficar mais segmentada. Algumas pessoas já iam se afastando, cientes que não conseguiriam nada melhor que aquilo. Teria sido muito legal, não fosse a inocente idéia de Diplo de homenagear Chico Science. Desnecessário.

Nos bastidores, o DJ, bem eufórico, disse que tinha sido uma de suas melhores apresentações. Não entendeu, no entanto, porque o público não tinha gostado tanto da homenagem que ele fez a Chico Science. Bem vindo ao Recife, Diplo. =)

Quando o DJ Dolores entrou com seu bloco Mega Hits já eram três da manhã. Pouquíssima gente, um calor infernal. A idéia de Helder Aragão (alcunha que um dia foi o nome verdadeiro de Dolores) é muito, mas muito legal. Também é totalmente deslocada da noite do Abril pro Rock. Uma orquestra de verdade, da Bomba do Hemetério (um dos bairros barra pesada do Recife), tocando aqueles sucessos mais batidos de uma festa cansada. Depeche Mode com Eye of the Tiger (isso mesmo, a trilha da cine-série Rocky).

Bizarro, o ator Mateus Nachtergaele, completamente louco, subiu no palco e tentou cantar (ou era recitar?) alguma coisa.

Quando a noite entrou na reta final, já era dia. Quatro da manhã, João Gordo e Iggor Cavalera no palquinho, Black Sabbath na caixa. A dupla fez o set hetero do Abril pro Rock. Som pesadão, com hip hop e muita guitarra. Mas depois da maratona, era preciso muita boa vontade para agüentar mais uma hora de música. Pelo menos nesse contexto bem irregular que foi o repertório da sexta-feira.