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Recbeat 2008 – Segundo dia

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Fazia tempo que eu não via tanta gente no quanta ladeira. Sério mesmo, quando deu umas 17h parecia uma visão do apocalipse, com a diferença que estavam todos curtindo e enchendo a cara. O bloco de Lula Queiroga e Lenine tira onda de todo mundo de uma maneira que chega alivia. Até do prefeito da cidade mais grotesca do país (mais sobre isso em outro post).

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O show de Isaar conseguiu pegar uma boquinha da multidão. Por mais que sua imagem no palco ainda rémeta muito a uma estética regional, nesse show deu para ver que sua música está se tornando cada vez mais cosmopolita. Voz suave, que agora fica fácil de imaginar interpretando qualque canção de MPB com identidade própria.

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Eu tive que perder o show da orquestra contemporânea de olinda. Coisas do carnaval, paciência. Mas dei sorte de voltar em tempo para Marina de La Riva. Sério, o que era aquilo? Que show. Já entra na lista de melhores do ano com certeza. Não faltaram hits da música cubana com luxo e bom gosto contagiante no palco. Marina já nasce diva, com a impressão que deve voltar muito ao recife.

Nessa hora precisei sair de novo. Fui conferir o show da banda potiguar Barbiekill no novo pina. E deles também falo mais em outro post.

moveis_coloniais_foto_costa_neto.JPGEu disse umas mil vezes em dezenas de lugares diferentes que o show do Móveis Coloniais seria histórico. E foi! Apoteose máxima do Recbeat. Parece que eles foram moldados para esse momento. Público cantando músicas que só existem online a menos de seis meses, debaixo da chuva forte como o carnaval deve ser. Eu não sei vocês, mas me acabei lá na frente do palco. Foi foda.

Fotos de Costa Neto.

Prepare-se para o Rec-Beat

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A opção do Rec-Beat de enxugar as grandes atrações nacionais, assim como fez ano passado, é muito acertada e bem-vinda. Menos empurra-empurra em frente ao palco, mais público interessado em dançar e ver os shows. Equação simples: qualidade é maior que quantidade. E o festival tem boas opções para quem quer conhecer novas músicas. Fica aqui um mini guia Radiola de Ficha de apostas. Começando no sábado, é chance de ver o que a mais nova promessa local, Júlia Says, tem a mostrar. Na mesma noite, Ras Bernardo entra na categoria imperdível. Ele é o primeiro vocalista do Cidade Negra e um dos grandes compositores de reggae do Brasil.

O domingo deve ser a melhor noite do festival. O Móveis Coloniais de Acaju tem hoje o melhor show entre as bandas independentes do Brasil (palavra de quem já os viu pelo menos umas 10 vezes) e assisti-los ao ar livre, em plena folia, só multiplica a expectativa. Antes deles, Marina de La Riva é também show obrigatório de assistir. A Segunda é mais fria, com o Pânico no time das curiosidades. Já na terça, a Orquestra Típica Fernandez Fierro deve ficar como um dos grandes momentos do Carnaval de Pernambuco. É tango do mau, do tipo “obrigatório e imperdível”. Antes deles, o Lucy and the Popsonics deve sair da Cidade com uns fãs a mais na bagagem.

Esclarecendo
Depois de uma enxurrada de emails que chegaram sobre as programações do Rec-Beat e Pré-Amp, explicar um ponto importante: a contra partida do patrocínio público não é chamar a banda de todo mundo, mas garantir acesso a obra. Basta comparar com o disco: uma banda com patrocínio não tem regras de que música gravar, mas tem a obrigação de sempre disponibilizar uma cota de cópias.

Agonizando
A semana veio cheio de baques para a gigante da música EMI. Dona de um dos melhores catálogos de artistas internacionais, depois de perder o Radiohead foi a vez dos Rolling Stones trocarem de casa para a Universal. A cereja do bolo foi o anúncio da demissão de 20% dos empregados no mundo todo, cerca de 2 mil pessoas. O debate agora é: a culpa é da pirataria ou da gestão?

Recbeat 2008

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Eu tinha feito uns mil planos para uma expectativa de ano novo aqui. Mas tá foda. Eu tenho respondido email em mesa de bar, escrito matéria no banheiro e feito entrevista no elevador, para conseguir usar o máximo possível do meu tempo para dar conta de tudo que inventei de fazer.

No meio tempo, segue a programação do Recbeat. Esse ano o festival deu uma investida em bandas da América Latina, reflexo da participação de Gutie, produtor do evento, na criação de uma espécie de Abrafin da região latina. Tem algumas coisas que quero muito ver, como a Orquestra Típica e Marina de La Riva. Outras coisas que já vi, mas que quero ver no “efeito recbeat” (tocar numa área aberta, de graça, pra gente que nunca iria num festival independente) são o Móveis Coloniais e Lucy and the Popsonics.

Sábado – 02/02 – A partir das 20h30
00h30 – DEVOTOS & CLEMENTE (PE / SP)
23h00 – QG IMPERIAL & RAS BERNARDO (SP / RJ)
22h00 – OS OUTROS (RJ)
21h00 – JÚLIA SAYS (PE)
20h00 – RAMMA SECA (PE)

Domingo – 03/02 – A partir das 16h
00h30 – MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (DF)
23h20 – boTECOeletro (RJ)
22h10 – MARINA DE LA RIVA (SP)
21h00 – ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA (PE)
20h00 – TRIO POUCA CHINFRA E A COZINHA (PE)
16h30 – CONCENTRAÇÃO DO BLOCO QUANTA LADEIRA

Segunda – 04/02 – A partir das 17h
00h30 – PANICO (Chile)
23h10 – CHRIS MURRAY & FIREBUG (Canadá / SP)
22h00 – FINO COLETIVO & DAVI MORAES (RJ)
21h00 – METALEIRAS DA AMAZÔNIA (PA)
20h00 – ISAAR (PE)
17h00 – RECBITINHO – CARROÇA DE MAMULENGO (CE)

Terça – 05/02 – A partir das 19h 30
00h15 – PATO FU (MG)
23h15 – ORQUESTA TIPICA FERNANDEZ FIERRO (Argentina)
22h10 – LUCY AND THE POPSONICS (DF)
21h00 – PORCAS BORBOLETAS (MG)
20h00 – LES FRÈRES GUISSÉ (Senegal)
19h20 – BANDE CINÉ (PE)

O Recbeat (eu sei que escreve Rec-Beat, mas eu acho assim mais bonito) também vai fazer shows no Nascedouro de Peixinhos.

Domingo – 03/02 – A partir das 15h
18h30 – SAMBA DE COCO RAÍZES DE ARCOVERDE (PE)
17h10 – QG IMPERIAL & RAS BERNARDO (SP / RJ)
16h30 – ETNIA (PE)
15h00 – MARACATU NAÇÃO AXÉ DA LUA

Segunda – 04/02 – A partir das 15h
18h30 – DEVOTOS (PE)
17h10 – boTECOeletro (RJ)
16h30 – MAGNATAS DA BEIRA MAR (PE)
15h00 – AFOXÉ OYÁ ALAXÉ

Terça – 05/02 – A partir das 14h
18h40 – CORDEL DO FOGO ENCANTADO (PE)
17h10 – CHRIS MURRAY & FIREBUG (Canadá / SP)
16h00 – CARROÇA DE MAMULENGO (CE)
15h00 – COMBO PERCUSSIVO (PE)
14h00 – TROÇA ABANADORES DO ARRUDA

Para ver tudo que já saiu no Popup sobre o Recbeat, é só seguir a tag!

Dieta da música

É difícil acreditar que as grandes gravadoras (Sony, Universal, Warner, EMI) querem mudar seu método de trabalho. Principalmente numa semana que a Sony entrega nas lojas sua famigerada novidade, num terrível trocadilho com a nova onda de refrigerantes diets, o “CD Zero”. Na teoria, um disco com poucas músicas para ser vendido a um preço mais acessível. Na prática, R$ 10 por cinco faixas. Nem precisa dizer o quanto é caro e ainda abusivo. Esse é o preço que deveria ser vendido um disco comum, com 15 músicas.

Não precisa também ser um mestre na matemática para entender a lógica. O disco de Vanessa da Mata, por exemplo, tem 13 músicas e custa R$ 25,90. Sua versão diet (ops! Zero), custa R$ 7,90. Numa divisão rápida, cada faixa só saiu R$ 0,30 mais barato. Então no fundo você só estará pagando o mesmo preço, só que por uma versão reduzida do produto. Para ilustrar ainda na mesma artista, o primeiro disco de Vanessa, independente, traz a mesma quantidade de músicas e custa R$ 12.

Novo espaço
Um novo espaço para shows vai ser inaugurado esse fim de semana em Olinda. Para fazer a festa em grande estilo, o pessoal do Anarquia Bar está trazendo a banda brasiliense Móveis Coloniais de Acajú para fazer o show de inauguração, sábado.

Novo site
Outro espaço feito por gente daqui para quem quer ficar por dentro das novidades de música. O blog O Grito, que já foi indicado nesta coluna antes, agora passa a se chamar Revista O Grito. Visual melhorado, mais seções e conteúdo de primeira. No endereço www.revistaogrito.com

Show
Semana retrasada, Otto fez um de seus melhores shows na cidade dos últimos dois anos. Quem perdeu, já pode conferir a cobertura em vídeo feito pelo CircuitoPE (www.circuitope.org). O site também está sorteando ingressos para o lançamento do primeiro disco da banda Academia da Berlinda.

De fora
Este fim de semana, pude conferir de novo a festa Nave, que anima as noites de Salvador em edições mensais. A cidade está fazendo inveja ao Recife, com vários espaços para shows de bandas locais (além da festa, no mesmo fim de semana, se apresentaram Retrofoguetes, Marcelo Nova, entre outros artistas menores) e público que não se incomoda em pagar R$ 15 por uma noite de diversão.

Atualizem suas playlists!

Sabe o Wry? Essa semana chegou um email do Mário Bross, vocalista da banda, com o seguinte recado: “acabamos de jogar 4 musicas novinhas do Wry na nossa pagina no Myspace“. Quatro músicas que, vale destacar, são todas ótimas. Lá no espaço deles você só escuta, mas aqui para o Pop up o download foi liberado. Escolhi a mais legal, na minha opinião, Sister. Para quem anda sonâmbulo das informações, o Wry é aquela banda de Sorocaba que se mudou para a Inglaterra e agora é aquela banda da Inglaterra. Pega seu encarte do Rakes, Subways e todas as novas bandas bacanas daquele lado do mundo e dá uma lida nos agradecimentos. Achou? Então…

MP3 | Wry – Sister

[ download ]

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Na mesma linha do Wry, e também com novidade circulando no MySpace é a Sweet Fanny Adams, do Recife. Fazia tempo que queria ver uma banda assim dar as caras na cidade e acabei tomando gosto de verdade pelas músicas. Eles apareceram pela primeira vez num concurso de bandas de estudantes para tocar no Abril pro Rock – de onde nunca vou esquecer a quase traumática audição de 170 CDs – e foi um dos quatro finalistas. E como o MySpace meio que definiu o novo “formato demo da era MP3″, eles também lançaram cinco músicas. Minha favorita é a Flaming Veins. O nome esquisito da banda é tipo uma versão britânica para o nosso “…a inês é morta”.

MP3 | Sweet Fanny Adams – Flaming Veins

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E o Interpol?

Já tem data certa para você ouvir a primeira faixa do novo disco do Interpol. Dia 07 de maio, quando The Heinrich Manouver chega as rádios na Europa. Segundo a revista Spin, o nome do terceiro trabalho da banda será Our Love to Admire e tem data oficial de lançamento no distante 10 de junho. Durante o show do Coachella eles aproveitaram para mostrar algumas novas para o público. De acordo com a cobertura da RollingStone americana, as músicas parecem bastante com a dos dois álbuns anteriores, só que mais alegre. Não ajuda tanto, mas já mata um pouco da ansiedade. No vídeo do show, a música Obstacle 1.

http://www.youtube.com/watch?v=Jf33das2FCw

Próxima parada… Mada, Natal!

CSS Quinta-feira chego em Natal para cobrir o festival Música Alimento da Alma, o Mada. Preso entre um gigante feito o Coachella e o nacional Skol Beats, podem pensar “pô, Mada?”. Mas sim, Mada! Afinal, quem chega nesses eventos maiores passa antes pelos festivais independentes. Ano passado, quando ainda nem sonhava que estaria no Jools Holland ao lado do Arctic Monkeys, o Cansei de Ser Sexy fez um dos melhores shos dos três dias de evento. Espaço bom para ficar atento a novidades, este ano estarão se apresentando Rockassetes, Pública, Móveis Coloniais de Acaju e Madame Saatan, entre outras bandas que por enquanto são mais faladas que ouvidas.

A foto ao lado eu tirei na edição do ano passado. Foi quando Lovefoxxx desceu do palco e se grudou com o público. Catarse foi o mínimo para descreve. Antes mesmo de começar a tocar, quando subiram no palco para ligar os instrumentos, a grade já era empurrada aos gritos por um monte de gente. Semanas depois, elas já estavam de malas prontas para a Europa. O que aconteceu depois, a gente já ficou até cansado de tanto saber.