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Para quem gosta de festivais, o próximo no calendário é o Mada, em Natal. Fica aqui um “Guia Radiola de Ficha” sobre como conferir o evento – aproveitando que a cidade é vizinha – gastando pouco. As passagens de ônibus ficam R$ 40 cada trecho, ainda é mais em conta que ir de avião (passagem R$ 50) porque o aeroporto é distante da cidade. Juntar muitos amigos e dividir uma van, entretanto, é a opção mais em conta. Some ai também o passaporte para os três dias, que custa R$ 50 (R$ 100 para quem não tem carteira de estudante).

Natal é famosa pelos hotéis mais caros do Nordeste, mas também tem opções baratas. Exemplo da pousada Cidade do Sol, na Ribeira, que tem quartos para até três pessoas por R$ 30 a diária. É só procurar na Internet que descobre eles. A programação do Mada tem shows que valem a empreitada, como Paralamas do Sucesso, Móveis Coloniais de Acaju e Superguidis. Além do que, música é sempre um bom pretexto para fazer turismo.

Prêmio Dynamite/Toddy
Pernambuco está concorrendo em peso num dos maiores prêmios da música independente, com nomes em praticamente todas as categorias. Uma pena não termos sequer candidato para a categoria Casa de Shows. Para votar, entre em www.premiotoddy.com.br

Porão do Rock
Numa coluna anterior, disse que o festival de Brasília negociava a vinda das bandas Arctic Monkeys e Queens of the Stone Age. Numa reviravolta, as atrações anunciadas acabaram sendo bem mais fracas, as americanas The Bellrays e Mudhoney.

Agenda lotada
Em mês de Abril pro Rock, a agenda da cidade acaba ficando ainda mais disputada. Este fim de semana tem o aniversário das bandas Ataque Suicida e Matalanamão no Pátio de São Pedro. No seguinte, ninguém menos que Black Alien com a local Inquilinus no Clube Atlântico.

Programação MADA 2007

Então, perdão pelo baque. Estava mudando de servidor e, dividindo o tempo com tanta coisa, o Pop up passou um dias tentando se recompor. Agora de volta a nossa programação normal.

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O Mada, de Natal, divulgou a programação final do festival. Confere ai:

QUINTA 3/5
BABY PLEASE |RN
CLAUDIA`S PARACHUTE |MT
ORQUESTRA BOCA SECA |RN
CABOZÓ |RN
REVERSE |RJ
MADAME SAATAN |PA
NEGUEDMUNDO |RN
PARALAMAS DO SUCESSO |DF
NAÇÃO ZUMBI |PE

SEXTA 4/5
LUCY AND THE POPSONICS |DF
ROCKASSETES |SE
MELLOTRONS |PE
CABARET |RJ
BUGS |RN
MEMORIA ROM |RN
MOMBOJÓ |PE
MOVEIS COLONIAIS DE ACAJU |DF
DETONAUTAS |RJ
MONTAGE |CE na area eletronica

SABADO 5/5
DALILA NO CAOS |PB
JANE FONDA |RN
BELINA MAMÂO |RN
ELETRO |RJ
PÚBLICA |RS
MQN |GO
LABORATORIO POP / SELETIVA |RJ
SUPERGUIDIS |RS
CARTOLAS |RS
RUSSIAN FUTURIST |CANADÁ
SKANK |MG

E ai, o que você achou? Diz ai! =)

Foto do Skank tirada do Flick do Eugênio Oliveira

No Ar Coquetel Molotov 2006: Cobertura

Crescer é sempre um processo longo e complicado. Ao fim de sua terceira edição, neste último sábado, o festival No Ar Coquetel Molotov já pode comemorar a vitória de algumas etapas deste processo. Nos dois dias que aconteceu no teatro da Universidade Federal de Pernambuco, segundo a organização, foi reunida uma média de 1100 pessoas no primeiro dia e 1300 no segundo. Quase o dobro dos números do ano passado. Reconhecimento de público e também dos cambistas, novidade que figurava este ano a área da frente dos shows.

Na medida em que cresce, o festival começa a desenhar também características próprias que já são reconhecidas pelo público. Como, por exemplo, o fato da sala “Cine UFPE” mostrar sempre shows melhores que as bandas de abertura no teatro. Com a exceção do ambiente claustrofóbico – quente, apertado e escuro – do espaço, as experiências que passavam por lá eram sempre impressionantes.

“Tenho certeza que o show do Toni da Gatorra mudou a vida de todo mundo que assistiu, para o bem ou para o mal”, comentaria mais tarde um dos jornalistas que passava pelo festival. Além deste, a Debate era, sem dúvidas, uma das bandas paulistas de rock independente mais legais que já tocou aqui. Rock numa linha “Rage Against The Machine canta Sonic Youth”, uma voz aguda, berrada e visceral cortando os ruídos das guitarras.

Chambaril parece não chamar mais tanta atenção do público de Pernambuco. Mesmo com um formato bem superior, tocando as músicas eletrônicas em instrumentos orgânicos, a banda espantou um pouco das pessoas durante o show. Diferente do Diversitrônica. Devagar e sem pressa, o trio William, Leo e Zé Guilherme caminham para ser uma das bandas mais legais que já surgiu no Recife. Eletrônico divertido, cheio de graça e que só ganhou com as projeções em vídeo.

Enquanto no teatro, o começo era sempre desanimador. Ahlev de Bossa com uma desconfortável falta de preocupação visual, fez um show chato de se ver. Sem performance, sem uma preocupação com palco, eles tocavam de maneira introspectiva músicas lentas, arrastadas e demoradas. Quase um choque com o rock de guitarras do Badminton, primeiro sinal de vida que surgiu naquele palco.

Outra tradição que o Coquetel Molotov já pode comemorar é o de fazer daquele público que acreditou no evento uma parcela privilegiada. O show do Spleen e Cocoroise poderia até ser desses que já chegam formatados em esquema de franquia, mas ainda reservava uma espontaneidade muito forte. Spleen pulava de um canto para o outro, usando uma saia colorida, enquanto as irmãs Cassidy tocaram num palco totalmente escuro, envolto por sombras.

No sábado, o formato se repetia. As Barbis de Olinda entram no time do desnecessário, não apenas pelos comentários sem graça que fazem entre as músicas, quanto pela escalação de três vocalistas que simplesmente não conseguem cantar. As músicas têm até um bom potencial, assim como a performance delas no palco, mas tudo se perde num jogo de afeto próprio e confuso.

Para compensar, Valv (MG) e Móveis Coloniais de Acaju (DF) foram, com o perdão do adjetivo resumido, fantásticos. A primeira nem tanto, considerando que um teatro não é o ideal para o rock cantado em inglês deles, com músicas que lembram uma versão hetero do Placebo. Já a segunda, com um vocalista que recria um novo Wilson Simonal mais pop e jovem, se daria bem tocando até no Pólo Norte, para um público de pingüins.

É uma espécie de formato orquestra, com vários metais e em especial um cara que é realmente louco no palco com um trombone de vara. Cantaram ainda uma versão divertida de “Take me Out”, do Franz Ferdinand, e outra do Portishead. Foi tanta animação que ofuscou um pouco os franceses do Rubin Steiner. Outro rock bem legal de guitarras, que também brinca com instrumentos de metais e um cello.

O No Ar encerrou depois das quatro da manhã, outra boa novidade deste ano, já que nos passados o fim chegava sempre no começo da madrugada. Para todos que se aventuraram em entrar nessa linha experimental, o Tortoise deu aula. Duas baterias e uma formação que é até visualmente simétrica, com mais outros três teclados. Também mandaram a melhor projeção de vídeo dos dois dias.