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Divulgue sua música no Twitter

twittmusica

Poucas bandas sabem usar o Twitter como uma ferramenta para se comunicar com os fãs. A maioria incorpora o espírito geral da rede social e publica 140 caracteres de informação que é, na maior parte das vezes, entediante para quem não está convivendo com eles. Dando uma conferida rápida percebe-se que boa parte do conteúdo é de promessas sem sentido. “Queremos gravar”, “Queremos tocar”, “Estamos planejando”, etc.

Deveria ser óbvio que a ferramenta é focada no agora. “Estamos no meio da gravação”, “Vamos tocar esse fim de semana em sua cidade” e sentenças do tipo deveria ser mais comum – e, com isso, resta a provocação de que a banda precisa estar sempre produzindo e circulando, para não cair no esquecimento – e, claro, a criação de dialogos. Alguém te deu uma arroba? Mande a arroba de volta. Esse é um dos segredos no Twitter do Marcelo Camelo, para citar um exemplo. Ele responde todo mundo que fale qualquer coisa com ele. E ai fica aquela sensação de estar mais próximo de um ídolo.

Duas ferramantas ajudam a manter essa atualização mais interessante. O primeiro é o FileTwt, que permite o envio de arquivos de até 20mb, gerando um link direto para postagem no microblog. Com isso é possível enviar músicas – ou trechos de músicas, quem sabe, no meio de um ensaio? – sem a burocracia de serviços como o rapidshare. O segundo, ainda mais focado, é o SongTwit, que gera automáticamente um player do iMeem, quando um arquivo de audio é enviado. Isso pode ser feito de três formas: escolhendo uma música na biblioteca do site, direcionando para o endereço onde existe o arquivo ou enviando o próprio arquivo de audio.

A cultura da troca – Parte um

napster

O ano de 1999 foi cabalístico para a música. Aliás, para o mundo todo em geral. De certa forma, ele definiu boa parte de uma cultura global que vivemos hoje. Muito diferente do que foi previsto por Stanley Kubrick em 2001 uma Odisséia no Espaço (o filme começa sua história em 1999), esse foi o ano em que George W. Bush anunciou a candidatura a presidência dos Estados Unidos. O Euro começava a circular e, com um ano de atraso, a Microsoft lançava o Windows 98, enquanto a Apple dava início a sua revolução – e o retorno a era Steve Jobs – com o primeiro iBook.

É um período que diz muito sobre nossa cultura pop hoje. Matrix foi lançado (e tinha a história ambientada) em 1999. Assim como o primeiro episódio de Bob Esponja abria as portas para a geração pós-Ren & Stimpy de desenhos animados. Foi quando o Strokes lançou o primeiro disco em Nova York, dando início a corrida pelo indie rock e, no Brasil, foi o ano de lançamento do primeiro disco dos Los Hermanos. Last Night e Anna Julia eram hits irmãos, que tocavam em toda rádio, toda festa e todo top da MTV.

Foi o ano do “bug do milênio” e o Brasil viveu sua paranóia apocalíptica de várias formas, principalmente no famoso “apagão”, que forçou o país a entrar em alerta. A rede Manchete saia do ar, dando lugara para a RedeTV, enquanto a rede Globo estreava a primeira edição do Mais Você, com Ana Maria Braga. Também descobriamos, com grande atraso, o quanto que o episódio 1 de Star Wars era uma bela bosta. Em meio a tantas grandes transformações, a chegada do novo milênio também foi acompanhada pelo lançamento de um novo programa para a internet, o Napster.

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Riaa agora quer matar quem baixa música

kanye

Não é brincadeira. A Riaa, a associação de gravadores de discos da america, está pedindo a pena de morte de três adolescentes do estado de Oklahoma, por terem compartilhado uma grande quantidade de músicas de Kanye West. Isso já foi um mote clássico de piada contra a Riaa – numa reunião, com eles decidindo como matar quem baixa música – mas acontece que a morte por eletrocução é uma das penas aceitas no estado norte-americano.

Um representante da associação chegou a fazer a seguinte declaração: “lá fora está igual ao velho oeste. Todo mundo rouba o que quer roubar, pega o que quer pegar. Nós bem que poderiamos usar um pouco de justiça do Oeste esses dias”. Outros empresários do meio, como a Sony, tem festejado a decisão da Riaa, dizendo que há tempos que pressionavam eles para algo do tipo.

Jason Miller, que só tem 16 anos, chegou a protestar quando foi ouvido pela imprensa. Disse “que diabos, Kanye West já é podre de rico, porque eu tenho que morrer porque compartilhei uma música dele com um amigo?”. A mãe dele, entretanto, ainda não conseguiu ser acalmada e chora quando tocam no assunto.

Por mais assustador que seja o desespero da associação, não seria uma surpresa eles tomarem uma decisão dessas. O que eu espero é saber o que eles vão fazer quando, depois de assassinarem três pessoas (porque, na boa, isso é assassinato com chancela do estado), continuarem baixando música no mundo.

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Era tudo enrolação :P

Linha reta

profiterolis

A Profiterolis (sem acento!) está com disco novo na agulha para lançar no próximo dia 9 de maio – um dia após o novo do Móveis Coloniais de Acaju finalmente ser disponibilizado para baixar – e, para criar expectativa, liberaram já para download o single “Linha Reta“. A música, assim como todo repertório do álbum Pare e Siga, mistura toda a primeira divisão de gravação do Recife. Tem produção de ninguém menos que Zé Guilherme, o Missionário José, captação do estúdio Fábrica e mixagem no estúdio Mr.Mouse.

Além deles, o time ainda contou com participação do maestro Spok, China, Bruno Souto (Volver), Jr. Black, Felipe S (Mombojó), Pi-R (Chambaril), Tulipa Ruiz e Cecília Meira. Todo o disco foi gravado ao vivo no Sesc Casa Amarela. O disco mostra banda em sua melhor fase. A Profiterolis começou bastante experimental, mas com o tempo foi abrindo caminho para a construção pop da canção, chegando no resultado que pode ser ouvido nessas músicas.

Leitura de domingo

jornalpb
A semana foi para repercutir o não-fim da comunidade discografias no Orkut. Não-fim porque ela acabou e voltou, agora sob nova direção que não se intimida com a ameaça de gravadoras. Tudo tem um certo clima de deja vu, afinal, não é a primeira vez que a comunidade é retirada do ar. No Jornal da Paraiba de hoje tem uma matéria do Ricardo Oliveira sobre o assunto, com entrevistas com o Ronaldo Lemos, Carlos Merigo, Luli Radfahrer e comigo.

Quem também falou do assunto foi o Pedro Alexandre Sanches em uma entrevista com o Pena Schmidt. O texto é longo, mas vale muito a pena para ler no domingão.