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Bananada 2009: Programação

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Se eu tivesse que apontar um festival como o mais importante de todo esse circuito da Abrafin hoje, eu diria que é o Bananada. A turma da Monstro Discos acaba de divulgar mais uma programação que só confirma minha opinião sobre o assunto. São 42 bandas, divididas entre três dias, com uma única coisa em comum: fazem parte de um processo de pesquisa sobre o que está surgindo de novo em termos de Brasil. As atrações de fora nunca tocaram em Goiânia, mas também ainda não passaram quase nenhum grande evento no restante do país.

Por isso o Bananada acaba como um cartão de visita fundamental para o circuito. Quem tocou lá ano passado teve não apenas uma circulação maior ao longo de 2008, como também reconhecimento dentro de casa, como aconteceu com a The Melt, que fechou o ano como uma das atrações locais principais do Calango. Sem falar que lá foi o primeiro festival independente e primeiro palco fora de São Paulo onde se apresentou a Mallu Magalhães.

A programação desse ano tá muito boa também. Dá uma olhada:

SEXTA FEIRA 22 / MAIO
02:00h Diego de Moraes e o Sindicato (Goiânia – GO)
01:20h Barfly (Goiânia – GO)
00:40h Rubinho Jacobina (Rio de Janeiro – RJ)
00:00h Filomedusa (Rio Branco – AC)
23:30h The Backbiters (Goiânia – GO)
23:00h Viana Moog (Porto Alegre – RS)
22:30h Perito Moreno (Goiânia – GO)
22:00h The Dead Lovers Twisted Hearts (Belo Horizonte – MG)
21:30h Arco Duo (São Paulo – SP)
21:00h Super Stereo Surf (Brasília – DF)
20:30h Shakemakers (Goiânia – GO)
20:00h The Pro (Brasília – DF)
19:40h Aircraft (Goiânia – GO)
19:20h Postfive (Goiânia – GO)

SÁBADO 23 / MAIO
02:00h Black Drawing Chalks (Goiânia – GO)
01:20h Johnny Suxxx & The Fuckin Boys (Goiânia – GO)
00:40h Damo Suzuki (ex – Can) (Alemanha)
00:00h Lenzi Brothers (Balneário Camburiú – SC)
23:30h MQN (Goiânia – GO)
23:00h Multiplex (São Paulo – SP)
22:30h Pop Armada (São Paulo – SP)
22:00h ZeroDoze (Porto Alegre – RS)
21:30h Nancy (Brasília – DF)
21:00h Technicolor (Goiânia – GO)
20:30h Hey Hey Hey (Porto Velho – RO)
20:00h Sangue Seco (Goiânia – GO)
19:40h T.S.A. (Jataí – GO)
19:20h Girlie Hell (Goiânia – GO)

DOMINGO 24 / MAIO
00:40h Mugo (Goiânia – GO)
00:10h Bang Bang Babies (Goiânia – GO)
23:40h The RiverRaid (Recife – PE)
23:00h Venus Volts (Campinas – SP)
22:30h The Brown Vampire Catz (Londrina – PR)
22:00h Mamelo Sound System (São Paulo – SP)
21:30h Spiritual Carnage (Goiânia – GO)
21:00h Projeto Manada (São Paulo – SP)
20:30h Fígado Killer (Goiânia – GO)
20:00h Versus AD (Goiânia – GO)
19:30h Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (Belo Horizonte – MG)
19:00h Boddah Diciro (Palmas – TO)
18:40h Sattva (Goiânia – GO)
18:20h MC Dyskreto (Goiânia – GO)

Quem quiser relembrar, minha cobertuda do Bananada ano passado está aqui, aqui e aqui.

March to Sickness – A Brazilian Tribute to Mudhoney

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É fascinante como o Brasil, mesmo recebendo shows de produções gigantescas, de diversas bandas lendárias, teve seu sua cena rock afetada, controversamente, pela passagem de bandas menores no circuito dos Estados Unidos. Talvez porque nessas passagens o contato com o público e outros grupos tenha sido mais forte. Mas desde a primeira vez que nomes como o Mudhoney e Man or Astroman passaram por aqui que fizeram surgir, no rastro, novas bandas, novos festivais e até mesmo novas cenas. Fazer um tributo a alguma delas, portanto, só parecia parte natural do processo.

March to Sickness, que está sendo lançado pela Monstro Discos, tem além dessa justificativa, os 20 anos de formação da banda, a turnê de volta que o ícone grunge Mark Arm e o Mudhoney fez pelo Brasil em outubro passado e as ações de comemoração de 10 anos do selo. Foi a quarta vez que a banda passou pelo país e, coincidência ou não, todas as outras vezes (2001, 2005 e 2007) marcaram transformações na cena independente. Seja estéticamente, quando uma nova geração rock lançava as primeiras gravações em 2001, ou em termos de mercado, quando a Associação de Festivais Independentes se formou em 2005.

Teorias de conspiração a parte, o Mudhoney ficou umbilicamente ligada a cena brasileria. Quase como uma daquelas bandas amigas, só que mais velha e com aparições mais raras ao longo do ano. E, nesse processo, acabou influênciando uma série outras menores bandas do país. Como o Walverdes, que abre esse tributo com Suck You Dry, primeiro single do disco “Piece of Cake“, que foi lançado um ano antes da banda gaúcha ganhar vida. Mas as conspirações são mesmo a parte no repertório que segue mais livre.

O mais legal do March to Sickness é que cada banda mostrou como uma música do Mudhoney ficaria se tivesse sido criada por eles. Um desavisado acharia que Poisoned Water era mesmo do MQN, ou que Well Well Song é uma baladinha eletrônica do Lucy and the Popsonics. Nesse clima, a melhor de todas fica com o Autoramas, que fizeram um versão space rock para In’n'Out of Grace, seguido pela Vamoz, com um rock on-the-road para Pokin’ Around, que transforma a gaita em guitarra em uma versão quase épica.

Também chama atenção os paulistas Detetives, cantando em Blinding Sun em espanhol. Além da arte do disco, um tributo inteiro a parte, assinada por “Márcio Mechanics”, que canta uma das versões mais clássicas do Mudhoney em todo o repertório, Here Como Sickness. O CD já está nas lojas em formato digipack, o que dá ainda mais charme ao pacote completo.

É claro que não dá para forçar a barra e dizer que a geração inteira daquele começo até hoje tem referências diretas ao Mudhoney. As versões de  Pitty e da já finada The Sinks são distantes demais e parecem muito mais experiências próprioas com os pais do grunge apenas como pretexto para tocar algo novo. Já as paulistas Holger e Debate levam essa idéia ao extremo e a associação já fica impossível. Mas talvez esses pontos de vistas totalmente alienigenas sejam a parte mais rica desse tributo.

O Mudhoney não deu origem a um “grunge brasileiro”, já que qualquer tentativa para esse lado puxou direto dos canônes Nirvana e Pearl Jam, mas acrescentou peso e atitude nas bandas que surgiram ao longo dos anos 90. Agora é esperar que os heróis dessa nova geração também se tornem bandas amigas, com voltas sempre repetidas pelo Brasil. Fico pensando aqui qual será o tributo que vamos ouvir no final da próxima década.

A foto que abre o post é de Daigo Oliva

Para ouvir | Vamoz – Pokin’ Around

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Para comprar | Monstro Discos

Popcast #11 – Rock duro!

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O Podcast andava muito eclético. Percebi que nas edições anteriores quase não tinha rock sendo tocado na programação. Esse é, portanto, o programa da redenção. Tem música e novidade do Walverdes, Amp, MQN, Macaco Bong, Helmet, Vamoz e Dinosaur Jr.

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A foto que abre o post é de Marcelo Lacerda. Foi durante um show do MQN no Recife. Na esquerda estão Capivara (Amp) e Eline (Hang the Superstars) e na direita ainda tem o Vitor (Black Drawing Chalks). Festão!

brincando de indie

Este ano é cabalístico para o Wry. Eles estão completando sete anos de vida no Brasil e sete anos de vida na Inglaterra. E se prepaparam para começar 2009 com uma turnê pela terrinha, que deve começar em abril e, pelo que soube, em grande estilo. Até lá, eles preparam o lançamento do National Indie Hits. Uma compilação onde eles gravaram todas as bandas nacionais que influênciaram eles nesses 14 anos.

São músicas do Low Dream, Pin Ups, Snooze, Sonic Disruptor, brincando de deus, Pelvs, Killing Chainsaw, Space Rave, Vellocet, Astromato, MQN, Walverdes e Biggs. O Mário, vocalista da banda, liberou a faixa Christmas Falls on a Sunday do brincando de deus com exclusividade aqui para o Popup. Mas, por enquanto, é só em streaming. Confere ai:

Wry – Christimas Falls on a Sunday (brincando de deus cover)

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