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O nome da banda que ela tatuou

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O ano já está bem perto de acabar e acho que os, pelo menos principais, festivais independentes que acontecem até o fim do ano já tem programação fechada. Acho que a maior vitória desse primeiro ano efetivo de Abrafin, muito mais que o edital de patrocínio da Petrobrás e agora o apoio constante da cerveja Sol, foi deixar evidente que são esses eventos que estão promovendo a circulação da nova música no Brasil. Fomentando um circuito próprio que já envolve imprensa, casas de show e ensaio, além de lojas, todos se especializando nesse nicho. A grana é só consequência disso.

De repente zines e blogs são mídias de respeito, bares undergrounds viram pontos turísticos e alguém chega na sua cidade perguntando por aquela banda que nem tem um disco ainda, que você só ouvia falar das notinhas de agenda nos jornais. Não quer ficar perdido nessa história? Então confere algumas indicações de bandas que devem pintar nos palcos do próximo ano. Momento lobby on.


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O Diversitrônica deu um jeito na última crise de identidade quando perdeu Zé Guilherme – um dos mais requisitados produtores e técnicos de som do país – para a cidade de São Paulo. Acabou de cair uma música nova no MySpace deles chamada Toboágua que só reforça algo que eu vivo falando por aqui: eles estão no top3 bandas mais sensacionais do Recife no momento.


Quem forma o Diversitrônica é a dupla de produtores Leonardo Domingues e William Paiva. Do estúdio deles, o Mr.Mouse, saem algumas das melhoras novas bandas do Recife. Tipo o Johnny Hooker, que deve lançar até o fim do ano um novo EP virtual para download. Por enquanto, ele colocou uma prévia no MySpace, chamada Hardbeat. Escuta lá!


Quem tem música, dá a música e quem tem disco… Parece que a história do download remunerado da Trama Virtual está funcionando pelo menos para as bandas perderem mais a frescura em disponibilizar todo o trabalho. Só esse mês, Zefirina Bomba, Ecos Falsos, Ludovic, Lasciva Lula e Fire Friend descarregaram tudo no site. E a tendência é crescer. Por isso, vale o toque: se for baixar música de alguma banda nacional, procura antes na Trama Virtual. Sai de graça para você e dá lucro para eles.


No próximo post tem fofoca…

Baixa o santo

Voltei.

O blog ficou meio burocrático enquanto tento me recuperar de toda turbulência que me passou nos últimos dois meses. Mas, aos poucos – como de praxe – tudo vai normalizando aqui. Vocês também vão para o festival DoSol, né?


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O DoSol começa este fim de semana em Natal. São três dias de rock no Rio Grande do Norte, com shows do Matanza, Cachorro Grande, Violins, Moptop, Lucy and the Popsonics, Vamoz, Volver, Rock Rocket, Jason, The Nation Blue, Honkers, Rockefellers, The Sinks, Bugs, Jane Fonda, Zefirina Bomba, Supergalo… parece um monte? Não falei nem a metade! Ficar de fora é vacilo.

Mas se você ficar… Pode acompanhar direto aqui no Pop up tudo que acontece por lá. Vou tentar publicar o máximo de tranqueira possível além das minhas coberturas que vão sair no jornal e… depois falo. A foto ai [e do DoSol Rockbar, que tirei numa visitas que fiz ao reduto rock de Natal.


Se você, feito eu, fica rodando o MySpace o dia inteiro ouvindo de tudo que é possível, clicando em todas as bandas, catando bons sons, anotando nomes legais, dá uma olhada nesse endereço: http://www.myspacemp3.org/

Como o nome sugere, você consegue baixar as músicas direto do site. Lembrando que a qualidade dos arquivos no MySpace são bem baixos. Coisa de 96k. Fica de incentivo para depois comprar o CD. Eu já estou viciado nesse ai.


Mais atualizações em breve. Tem resenhas de um monte de CDs (Superguidis, Academia da Berlinda, Terceira Edição, Interpol.. ops) que vou publicando com o tempo. Terça-feira vou discotecar no UK Pub, logo após o show do Monodecks. Ladies free, clone de chopp, música boa, gente bonita. Se já vai perder o DoSol, vê se não vacila duas vezes.

Academia x Realidade

Às vezes espanta comprovar como a academia é realmente distante do mundo real. Durante o último fim de semana acompanhei um encontro na Universidade Federal da Bahia que rendeu algumas pérolas que merecem destaque. Frases do tipo “a gravadora Sony/BMG”, quando a última foi comprada pela Universal mês retrasado; “o Creative Commons é um site”, sobre a ONG; “sem o Ecad o músico NÃO recebe o dinheiro”; e “o DRM não faz diferença”, sobre a licença de música digital que chega a proibir que você escute um um disco do Gorillaz ou Marisa Monte.

Mas o mais espantoso foi participar de um grupo sobre “novas tecnologias da indústria fonográfica” onde ninguém presente conhecia o LastFM. Serviço online que há cinco anos já revoluciona o conceito de rádio na Internet, recentemente comprado pela gigante da comunicação CBS e com uma filial funcionando no Brasil. Enquanto a falsa idéia de uma “crise na música” (falsa porque ninguém parou de ouvir música, e sim passou a ouvir mais) divertir essas pessoas, os debates devem continuar nesse clima atrasado.

Crise?
Indústria significa processo. As grandes gravadoras estão em crise, mas elas não são a indústria, e sim parte desse processo. Se a Sony deixar de existir hoje, ninguém vai deixar de ouvir nenhum de seus artistas. Se uma nova banda surge amanhã, não precisará da Sony para ser ouvida. Acreditar que existe uma crise geral é tão perigoso quanto afirmar isso.

Casa Nova
A Nação Zumbi saiu definitivamente da gravadora Trama e agora faz parte do cast de artistas da Deckdisc. É a mesma gravadora da Pitty, Cachorro Grande, Matanza, Dead Fish, Gram e Ratos de Porão. O novo disco da Nação deve sair em outubro e quem está cotado para produzir é Mário Caldato, que já assinou trabalhos do Beastie Boys e Beck.

Internet
O MySpace tá cheio de boas bandas pernambucanas que ainda não estão no circuito de shows. Quem estiver disposto a conhecer, vale a pena visitar os endereços do Pescosso Colorido, Bantorra e Electrozion. As duas primeiras são de rap, a terceira, como o nome já dá a dica, é uma mistura de reggae, dub e samplers que é bem curiosa.

Atualizem suas playlists!

Sabe o Wry? Essa semana chegou um email do Mário Bross, vocalista da banda, com o seguinte recado: “acabamos de jogar 4 musicas novinhas do Wry na nossa pagina no Myspace“. Quatro músicas que, vale destacar, são todas ótimas. Lá no espaço deles você só escuta, mas aqui para o Pop up o download foi liberado. Escolhi a mais legal, na minha opinião, Sister. Para quem anda sonâmbulo das informações, o Wry é aquela banda de Sorocaba que se mudou para a Inglaterra e agora é aquela banda da Inglaterra. Pega seu encarte do Rakes, Subways e todas as novas bandas bacanas daquele lado do mundo e dá uma lida nos agradecimentos. Achou? Então…

MP3 | Wry – Sister

[ download ]

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Na mesma linha do Wry, e também com novidade circulando no MySpace é a Sweet Fanny Adams, do Recife. Fazia tempo que queria ver uma banda assim dar as caras na cidade e acabei tomando gosto de verdade pelas músicas. Eles apareceram pela primeira vez num concurso de bandas de estudantes para tocar no Abril pro Rock – de onde nunca vou esquecer a quase traumática audição de 170 CDs – e foi um dos quatro finalistas. E como o MySpace meio que definiu o novo “formato demo da era MP3″, eles também lançaram cinco músicas. Minha favorita é a Flaming Veins. O nome esquisito da banda é tipo uma versão britânica para o nosso “…a inês é morta”.

MP3 | Sweet Fanny Adams – Flaming Veins

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E o Interpol?

Já tem data certa para você ouvir a primeira faixa do novo disco do Interpol. Dia 07 de maio, quando The Heinrich Manouver chega as rádios na Europa. Segundo a revista Spin, o nome do terceiro trabalho da banda será Our Love to Admire e tem data oficial de lançamento no distante 10 de junho. Durante o show do Coachella eles aproveitaram para mostrar algumas novas para o público. De acordo com a cobertura da RollingStone americana, as músicas parecem bastante com a dos dois álbuns anteriores, só que mais alegre. Não ajuda tanto, mas já mata um pouco da ansiedade. No vídeo do show, a música Obstacle 1.

http://www.youtube.com/watch?v=Jf33das2FCw

Próxima parada… Mada, Natal!

CSS Quinta-feira chego em Natal para cobrir o festival Música Alimento da Alma, o Mada. Preso entre um gigante feito o Coachella e o nacional Skol Beats, podem pensar “pô, Mada?”. Mas sim, Mada! Afinal, quem chega nesses eventos maiores passa antes pelos festivais independentes. Ano passado, quando ainda nem sonhava que estaria no Jools Holland ao lado do Arctic Monkeys, o Cansei de Ser Sexy fez um dos melhores shos dos três dias de evento. Espaço bom para ficar atento a novidades, este ano estarão se apresentando Rockassetes, Pública, Móveis Coloniais de Acaju e Madame Saatan, entre outras bandas que por enquanto são mais faladas que ouvidas.

A foto ao lado eu tirei na edição do ano passado. Foi quando Lovefoxxx desceu do palco e se grudou com o público. Catarse foi o mínimo para descreve. Antes mesmo de começar a tocar, quando subiram no palco para ligar os instrumentos, a grade já era empurrada aos gritos por um monte de gente. Semanas depois, elas já estavam de malas prontas para a Europa. O que aconteceu depois, a gente já ficou até cansado de tanto saber.