Foi uma pena enorme eu não poder ter ido ao Mada esse ano. Cheguei a ser convidado até para uma das mesas que abriu o evento na quarta-feira. Pena principalmente porque a grande – grande mesmo – parte das pessoas que chegam aqui no blog estavam procurando pelo festival no Google. Mas estive na Mostra Baiana de Videoclipes, da qual falo mais e com mais detalhes no próximo post.
Deu uma sondada geral com quem esteve por lá e as respostas não foram muito animadoras. Falaram das chuvas, do público que se aglomerava mais perto das atrações finais. Coisa normal, que tem em todo festival. Não sei se é canseira do segundo semestre, mas fui pesquisar com o próprio público e tive uma outra resposta, muito mais positiva. Quer saber? Dá uma olhada no Flickr e no Youtube, que tá transbordando de cenas como essa ai acima, do Motosierra, que peguei no flickr da Debora Ramos.
Mais um festival que acontece em agosto e já divulga a programação completa. Dessa vez o Mada – Música Alimento da Alma, grandão lá de Natal, que terá três dias de shows na via costeira da cidade. Desta vez, parece um pouco menor que as edições passadas em relação a quantidade de bandas. O que é bom: menos cansativo e com espaço para as bandas tocarem mais tempo.
QUINTA O Rappa | RJ Motosierra | Uruguai Brand New Hate | RN Sweet Fanny Adams | PE NV | RJ Rada India e Poetas Elétricos | RN
SEXTA Lobão | SP Pato Fu | BH Autoramas | RJ Curumim | SP Isaac e Síntese Modular | RN
Poliester | RS Subaquatico | BA Lunares | RN The Volta | RN
SÁBADO Seu Jorge | RJ Josh Rouse | EUA Cordel do Fogo Encantado | PE Mallu Magalhães | SP Falcatrua | BH Macanjo | RJ Sem Horas | PB Rosa de Pedra | RN
Eram oito horas da manhã do domingo. Dia das mães, alguns carros já passam pela beira mar ensolarada de uma Salvador mais fria do que o comum. O dia começava para a maioria das pessoas, mas o anterior ainda não havia encerrado para um grupo de seis pessoas, que dançavam na boate Boomerangue numa festa que havia começado às 22h do sábado. Das tantas que já passei, a Nave, comandada por Luciano Matos e Jan Balanco é a melhor do Brasil. E ontem foi a melhor de todas elas.
A foto que abre esse post é da fila. E ela continuava fazendo curva na rua mesmo depois das 3h, quando eu entrava no meu segundo set. Público insano, noite louca daquelas que muita gente vai chorar mais tarde ao perceber que nunca vai se repetir. No aniversário de três anos, foram 22 DJs em esquema de duelo. Eu toquei com Mariana o que deve ter sido meu set mais indie até agora. Sem hits, de Vampire Weekend a b-sides do Bloc Party. Precisei de dois dias para me recuperar de tudo.
Axé
Falando em Salvador… a cidade vai bem demais das pernas. Uma semana depois da Nave tem o Baile Esquema Novo. No dia seguinte a festa, tinha abertura de temporada do Cascadura. Temporada é uma coisa que ainda não existe para nenhuma banda de rock do Nordeste. Coisa que eles só conseguiram com o grande público que conquistaram em casa. Daqueles que pagam para ver ingresso. Camilo, do Baile e Dimitri, do Cascadura, estavam na Nave. Assim como Ronei Jorge, que discotecou enquanto se esquentava para lançar música inédita, “Vidinha”, só em forma de clipe. Esse é o tipo de diferença que uma única casa pode fazer numa cidade com cena unida.
É tipo matemática Uma cidade tem que ter de tudo isso para a equação dar certo. Casa boa, banda boa, público bom. Enquanto Salvador celebra, Natal está em cheque logo agora que tem bandas ótimas. Com um público que não está conseguindo dar o devido valor a cena local, Anderson Foca está começando a anunciar aos poucos o fim do oásis do rock no Nordeste, o DoSol Rockbar. Fecha não, Foca!
Mas o intercâmbio segue Nesse período tenebroso, o Recife começa a se reconfigurar com uma cidade movimentada justamente no inverno, época que as bandas escolhiam para ir ao sudeste (por sinal, o Julia Says tá por lá). Quem chega por aqui no fim de semana a Joseph K, de Fortaleza (e que teve disco lançado por Foca) já com uma agenda cheia de shows marcados na cidade nos dias 16 e 17. Logo depois parte para João Pessoa. Na outra semana, véspera de feriado, o novo projeto Pernambuco Pop, que já teve show com China, apresenta Nudae Amp no bar Cortiço,
Sábado tem o aquecimento para o festival DoSol, aquele mesmo que quando todo mundo passo perna, ele ainda botou pra f no Nordeste. Tem eu falando no começo da tarde e show das bandas mais bacanas. Bandini (acredite, escutam Interpol lá em Natal), Nuda (é quase um Mars Volta. Eu disse quase. Aqui do Recife) e Sweet Fanny Adams, que eu não posso mais elogiar pra não sofrer acusações de que to produzindo a banda.
De noite a gente já organizou um festão lá no Sgt. Peppers de Petrópolis, pertinho da Casa da Ribeira onde tudo está acontecendo. Discotecagem minha, de Carol Morena e o Daniel do Barbiekill.
A New Rave finalmente chegou ao Nordeste. Com um atraso gigante, é verdade, mas surpreendente como deve ser. O Barbiekill é de Natal, isso mesmo, a terra perdida das bandas de hardcore melódico mais toscas da região. Tem um monte de CSS e New Young Pony Club com Bonde do Rolê e New Wave confusa nas músicas. Eles fizeram um dos shows mais legais de tão tosco de todo o Carnaval do Recife, para quase ninguém no Novo Pina. Vi tudo pelo filtro de um litro de vodka e recomendo (a banda também).
Barbiekill – Chiclete
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