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Novas bandas do Recife: The Keith

keith

Se eu não te falasse que essa música abaixo é de uma das mais novas e mais legais bandas do Recife, você poderia pensar que o Nirvana tinha começado apenas agora, só que totalmente influenciada pelo Strokes. A mistura de grunge com indie rock não é unilateral. Em outras faixas do primeiro EP se inverte e em alguns momentos até parece seguir em uma direção que é exclusiva do quarteto, formado por Tagore Suassuna, Otávio Batista, Felipe Dias e Davi Haley.

The Keith é minha nova banda favorita da cidade (desculpa ai, Sweet Fanny Adams). Os mais chatos vão apontar o dedo em trezentas influências que aparecem em excesso, e é verdade. Já disse antes e repito várias vezes o quanto é comum no começo soar como as principais referências. Mas é justamente essa não obsessão-pela-revolução-da-música-tão-insuportável-comum-nessa-cidade que mais me atrai. Eles soam exatamente como tudo que eu gosto de ouvir, só que ainda mais novo. Fica minha aposta para 2009 para o circuito de festivais independentes.

The Keith – Silent Moon

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Novas Bandas do Recife: Love Toys

Conheci essa ouvindo as bandas que participaram do Microfonia, durante a curadoria. Não sei se conseguir destacar uma, de 80, é muito motivador, mas se tiver que fazer uma aposta, fico com essa. Gostei de cara, já nos primeiro segundos de Only Tease, e essa nem é a melhor do EP de três faixas que eles lançaram no MySpace. A Love Toys ainda não tem um ano, mas já ajuda a crescer o gráfico de boas bandas de rock da cidade. O deles é ainda calculadamente mais sujo do que se tem feito por ai, com refrão gritado e agudo, lutando para não se sufocar nas distorções de guitarra.

Não é nada inovador, graças a deus, porque essa é a última coisa que precisamos agora. O rock simples da banda, que canta em inglês, as vezes faz lembrar o Forgotten Boys e Relespublica. Mas quando fica mais sujo, puxa para o lado da escola do MC5 e Bad Company, com ecos de AC/DC depois da quinta ou sexta escutada. Claro que essas são as referências quando se vislumbra o som da banda mais amadurecido, daqui a um pouco mais de shows e, quem sabe, do primeiro disco. Referência que faz falta – aliás, como quase toda no rock daqui. Se eles souberem investir, não vai demorar para começarem a ser percebidos pelas vizinhanças e acabarem com um show num DoSol da vida.

Peguei Too Cool For Me do MySpace deles, que tem mais duas músicas. Achei essa a mais legal.

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Novas bandas do Recife: A Banda de Joseph Tourton

Essa é bem nova mesmo. A Banda de Joseph Tourton começou em agosto de 2007 e, com pouco menos de um ano de estrada, fez poucas apresentações na cidade. Pelo menos daquelas que chamam atenção de todo mundo. Talvez o mais divertido em ouvir as únicas duas músicas que tem no MySpace deles é pensar que, finalmente, Recife conseguiu superar o trauma de suas bandas instrumentais. Agora temos uma que consegue fazer música sem voz, experimentando dentro dos limites saudáveis e sem punheta no ouvido de quem tá afim de escutar boa música.

O nome agrada de cara. Veio da rua onde mora um dos integrantes, com um “u” para deixar o Torton mais simpático e já virou personagem fictício no imaginário deles. A música soa como um divertido encontro entre o Mombojó e o Hurtmold. Claro que tudo ainda está em fase embrionária. Alguns shows a mais e uma boa mixagem nas músicas com certeza garante a eles – que pela foto são bem novos – a chave do Milo, lá em São Paulo.

Se você apertar o play abaixo, vai ouvir X2, a que eu achei mais legal:

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Novas bandas do Recife: Pocilga Deluxe

Quando eu primeiro li sobre a Pocilga Deluxe, a nova banda de André Balaio (ex-Paulo Francis Vai Pro Céu), a quantidade enorme de referências (de Serge Gainsbourg a Sonic Youth) criou uma imagem esquisita na minha cabeça de como seria a música deles. Não por acaso, agora que ouvi a primeira música gravada por eles, veio a constatação quer é totalmente diferente do que eu imaginava. É um pop muito mais limpo e cristalino, mas cheio de sarcasmo nas letras. Além de Balaio, a banda é formada por Pedro Parini (guitarra), Marina Adeodato (baixo e voz) e Alexandre da Maia (bateria e voz).

A primeira roupagem da banda, num EP que vai sair em breve, teve produção de Tomaz do Profterolis. Eles definem a própria música como psicopop. Ao vivo, ainda educam o ouvido de quem vai para o show com covers de Nick Cave e Roxy Music. Logo abaixo tem uma amostra com a música Paris é uma Festa.

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Novas bandas do Recife: Electrozion

Não deve ser muito arriscado dizer que existem duas Electrozion‘s. A primeira é a das gravações que você encontra na integra no SomBarato e em trechos no Myspace. A segunda é a que faz apresentações ao vivo, ao menos teoricamente, com as mesmas músicas. Coisa de quem ainda tá se encontrando no som que pretende fazer. Descomplicando a teoria, o trocadilho no nome (electro + zion) é justamente a melhor explicação para a música feita por Padrones, Léo Vila Nova, Ju Orange e Peter Noya. Reggae + Programações… ou, como eu prefiro chamar, dub do espaço.

Ao vivo as músicas são bem mais lineares. Remetem direto ao gênero mais antigo, com uma programação mais leve. Ao vivo, a coisa muda de figura. O dub do espaço cantado por uma mulher encontra um interlocutor rapper de timbre grave e, de repente, sobram referências a nomes como Gorillaz e The Good, the Bad and The Queen. Não é para tanto, apenas um caminho fácil de visualizar a parte etérea deles.

Ju explica ai nos comentários o porque da diferença. Além desses quatro, quando eles se apresentam ao vivo sempre trazem um convidado. Sacada inteligente que evita a mesmice nos shows, com você sabendo agora que precisa ir a todos sem saber muito bem o que pode encontrar de novo.

A Electrozion entra no circuito ainda de forma tímida, com uma boa apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns, mas ainda sem ser percebida por eventos mais voltados a cena independente. Sinal dos tempos. Uma dificuldade que essa galera – dos festivais, não a das bandas – vai enfrentar daqui pra frente quando os gêneros ficarem difusos demais e os eventos segmentados demais. Em que noite de um grande festival você encaixaria, por exemplo, The Mobius Smile, essa faixa ai abaixo? Tem que se adaptar, para não praticar o mega vacilo de deixar de fora.

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