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Sem querer criar alarde…

…Mas só restam 5 mil ingressos para o Radiohead em São Paulo. Olha o release que acabou de chegar:

Restam apenas 5.000 dos 30.000 ingressos postos à venda para o show da banda inglesa Radiohead em São Paulo. No Rio de Janeiro, 18.000 dos 35.000 ingressos foram vendidos até a manhã desta segunda-feira.  As apresentações acontecem no dia 20 de março, no Rio de Janeiro, e no dia 22 de março, em São Paulo, dentro do festival Just a Fest. O festival contará ainda com a participação de outros grupos, que serão anunciados em breve.

Recbeat 2008 – Terceiro dia

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Fazia tempo que eu não assistia um Recbeat tão imbatível. Essa edição de 2008 não teve um show realmente ruim ate agora. Tudo que subiu no palco se aproveitou e no prêmio “banda da cerveja”, no máximo o BotecoEletro (elétrico?) entra na disputa. A terceira noite teve um clima de fim de festa grande, provavelmente pela forte ressaca que o Moveis Coloniais de Acaju causou para quem resistiu até o fim da noite, naquelas duas rodas gigantes debaixo da chuva. E especialmente para mim, que bebi uma garrafa inteira de vodka durante todo esse processo.

O show do Trio Pouca Chinfra & Cozinha foi de cair o queixo. Todo mundo de branco, fazendo bonito um samba que empoe respeito em quem assistia. Me fez pensar como parecia distante os primeiros shows que assisti deles, ainda em mesa de boteco em plena tarde do Recife Antigo. Eles aproveitaram bem os cerca de 50 minutos de apresentação, com quatro pout-porri que condensavam 13 canções. Marcelo Campello (do Mombojó), que antes era integrante full time da banda, fez apenas uma participação especial numa emocionante homenagem ao Rafa, companheiro em ambas as bandas, falecido no semestre passado.

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O nome da banda Metaleira da Amazônia gerou uma leve desinformação para quem aguardava o show, seguido de uma boa surpresa quando os coroas entraram no palco com… claro, a metaleira. O comentário certeiro da noite veio do colega George Frizzo (Fóssil) quando lembrou que os músicos do Pará ainda são muito puristas com o carimbo. O show foi foda, mas ficou aquela vontade de ter novas referências no som deles. Mais ou menos como acontece com a guitarrada, também de lá, só que num passo além.

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O clima favoreceu o Fino Coletivo. A banda mezzo carioca, mezzo alagoana tem uma vibe que é muito pernambucana (lembra muito Eddie e Bonsucesso, principalmente nas composições da Wado). Mas ainda é em dois tons abaixo, mais lento (eu ia arriscar soturno, mas é um termo meio carregado). Legal de dançar por uns 25 minutos, mas difícil de acompanhar até o fim. Pelo menos para mim. Tinha um cabeludão colado no palco que agüentou do começo até o último segundo da noite, achando tudo o máximo.

Uma das melhores coisas da noite foi o Firebug + Chris Murray. Ska jamaicano, com um tanto de surf music e um pouquinho apenas de reggae. Fico pensando que esse vai ser um show que daqui a três anos vão comentar por ai e nego não vai acreditar que rolou na cidade (e isso é bem comum no Recife. Atualmente tem rolado com o Maquinado, do Lúcio Maia). A positive vibration da banda é das melhores, um rindo para o outro o tempo inteiro no palco, numa sensação de que estavam se divertindo até mais que o público.

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Mas a surpresa veio mesmo no fim. Eu não sei de onde diabos tirei que o Pânico era um tipo de Canse de Ser Sexy do Chile. Mas como Fabrício Nobre sempre me diz, “sempre tem que ter uns jornalistas para falar merda por ai, né?”. Banda de rock, com uma pitada leve de eletro, os caras levantaram totalmente o animo da noite. Me deu vontade de ter bebido mais, de tão empolgante que era o show deles. A bateria eletrônica misturada com a orgânica dava um peso foda as batidas (eu já tinha dito isso do Julia Says, né? To ficando repetitivo).

Fotos de Costa Neto

Prepare-se para o Rec-Beat

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A opção do Rec-Beat de enxugar as grandes atrações nacionais, assim como fez ano passado, é muito acertada e bem-vinda. Menos empurra-empurra em frente ao palco, mais público interessado em dançar e ver os shows. Equação simples: qualidade é maior que quantidade. E o festival tem boas opções para quem quer conhecer novas músicas. Fica aqui um mini guia Radiola de Ficha de apostas. Começando no sábado, é chance de ver o que a mais nova promessa local, Júlia Says, tem a mostrar. Na mesma noite, Ras Bernardo entra na categoria imperdível. Ele é o primeiro vocalista do Cidade Negra e um dos grandes compositores de reggae do Brasil.

O domingo deve ser a melhor noite do festival. O Móveis Coloniais de Acaju tem hoje o melhor show entre as bandas independentes do Brasil (palavra de quem já os viu pelo menos umas 10 vezes) e assisti-los ao ar livre, em plena folia, só multiplica a expectativa. Antes deles, Marina de La Riva é também show obrigatório de assistir. A Segunda é mais fria, com o Pânico no time das curiosidades. Já na terça, a Orquestra Típica Fernandez Fierro deve ficar como um dos grandes momentos do Carnaval de Pernambuco. É tango do mau, do tipo “obrigatório e imperdível”. Antes deles, o Lucy and the Popsonics deve sair da Cidade com uns fãs a mais na bagagem.

Esclarecendo
Depois de uma enxurrada de emails que chegaram sobre as programações do Rec-Beat e Pré-Amp, explicar um ponto importante: a contra partida do patrocínio público não é chamar a banda de todo mundo, mas garantir acesso a obra. Basta comparar com o disco: uma banda com patrocínio não tem regras de que música gravar, mas tem a obrigação de sempre disponibilizar uma cota de cópias.

Agonizando
A semana veio cheio de baques para a gigante da música EMI. Dona de um dos melhores catálogos de artistas internacionais, depois de perder o Radiohead foi a vez dos Rolling Stones trocarem de casa para a Universal. A cereja do bolo foi o anúncio da demissão de 20% dos empregados no mundo todo, cerca de 2 mil pessoas. O debate agora é: a culpa é da pirataria ou da gestão?

Algumas promessas

Hoje, no lugar de apresentar uma única nova banda independente, vamos formatar uma mini expectativa para o ano de 2008. Apesar de ter sido um ano muito bom para a música, este que encerra foi meio morno de novidades. Alguns dos nomes mais interessantes que apareceram, na verdade, foram de bandas antigas decidindo retornar a carreira. Fica, então, uma lista de futuras promessas no rock pernambucano.Três parecem que vão dar o que falar. A mais experimetal Julia Says é uma dupla formada por Diego e Pauliño. O primeiro clipe, da música “Mohamed Saksak”, já ganhou um prêmio na cidade. No Myspace deles (/juliadisse), também vale ouvir “Eis a Canção”. A segunda banda é de metal e se chama Project 666. Reencontro de alguns dos melhores grupos de Olinda, o Pecapta e a Sick. Por fim, a de rock simples e direto Erro de Transmissão fecha o ciclo de promessas.

Menos é mais
Não é para parecer reclamão, mas as próximas programações da prefeitura poderiam prezar menos por quantidade. A programação de shows é tão grande (tanta coisa ao mesmo tempo), que muitos pólos, como o Sitio da Trindade, ficam completamente vazios. Soa como desperdício.

Recbeat
Dizem que a banda Panico é algo tipo “o Cansei de Ser Sexy do Chile”. Se é para tanto ou não, vamos descobrir em fevereiro. A banda de “tropical rave rock” (quantas aspas) está confirmadíssima na programação do Recbeat 2008. E fica dada a largada aqui na coluna para os furos nas escalações de festivais do próximo ano.

Mais Recicle
Durante uma tarde, o show da Pitty no Recife para o dia 11 de janeiro quase foi cancelado. O contratante do Rio de Janeiro ficou sem parceiro na cidade. Mas, agora, quem assume a responsabilidade é o Sun7 estúdios, que está levando o rock para a boate Nox. A programação será com a própria Vamoz, River Raid e Carfax.