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Por trás de um festival

Acabou o Abril Pro Rock 2008, pelo menos até dia 27 quando tem show do Helloween e Gamma Ray. Este ano, pela primeira vez, eu acabei mudando de lado na história. Após ser convidado para fazer curadoria das bandas independentes da programação, acabei me misturando na parte de produção, assessoria e o que mais aparecesse no processo. Foi uma experiência muito boa. Primeiro para perceber que a quantidade de imprevistos que um evento desse porte tem é muito maior que a mente mais criativa pode conceber. Segundo, para ganhar ainda mais a noção do todo que envolve esse processo da música independente e, entender, com isso, que meu lugar é mesmo como jornalista, do outro lado.

Engraçado que, sempre auto-referente, costumava ser um fervoroso crítico ao discurso de que jornalista é uma raça preguiçosa. Me espantei o quanto eu estava enganado, mesmo. De um lado, gente perguntando o que é que tem de curioso para destacar, a outro, de gente pedindo uma cobertura pronta para ler antes de escrever algo, teve de absolutamente tudo. Existe um despreraro gigante, que vai muito além da própria preguiça de apenas assistir a um show. Chega ao exagero de não conseguir criar nenhuma reflexão pelo que foi visto.

Acabou casando muito bem com uma das provocações que Fabrício Nobre fez durante o debate sobre mídia independente, com o Paulo Terron e o Bruno Maia, muito bem reforçado por ambos. Sobre o excesso de gente escrevendo sobre algo por algum motivo aleatório ainda não descoberto. E casou mais ainda com algo que o próprio disse antes, ao falar de produção executiva, que estar envolvido nesse meio é algo que você precisa fazer quando acorda até o momento que vai dormir, caso contrário não sai do canto.

Obrigado a todos que foram e os elogios que surgiram ao longo dos três dias. Especialmente pela produção e para quem nos ajudou com as broncas que apareciam no caminho.

Majority Report

“As vendas de música digital cresceram 40% em 2007 movimentando cerca de US$ 2.9 bilhões no mundo. Em 2006 o faturamento havia sido de US$ 2.1 bilhões. Com esse registro a música digital passa a representar 15% das receitas totais da industria fonográfica mundial. Em 2006 esse segmento era de 11% nas vendas de m�sica e em 2003 era praticamente inexistente, o que faz da música o setor mais avançado digitalmente da área de entretenimento, atrás apenas do setor de jogos eletrônicos”.

A MP3 chegou na ABPD. Resta saber do que a Associação vai passar a se chamar agora, já que eles registraram em um documento que esse papo de disco não é mais, bem, você sabe… No site você baixa o Digital Music Report 2008. Engraçado que esses relatórios costumavam sair com quase dois anos de atraso.

Mais bastidores do Tim Festival

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O outro post fez tanto sucesso que vou repetir a dose. De novo, a lista abaixo é um ctrl c / ctrl v do release enviado pela Tim e a Assessoria do festival. Editei apenas para tirar informações repetidas e outras que eram relativo ao show “Montage toca isso, Vanguart toca aquilo, etc”.

Very British
Os ingleses do Arctic Monkeys, atração da noite ‘Novo Rock UK’ do TIM Festival 2007, não negam a origem. Para o camarim pediram uma seleção de chás ingleses. As marcas preferidas do quarteto são as populares Yorkshire Tea, PG Tips e Tetley’s. Todos a serem degustados com um respingo de leite. Para acompanhar o momento, a turma solicitou que a produção do festival providenciasse os jornais ingleses do dia.

Embrulha para viagem
O quarteto inglês Arctic Monkeys gasta muitas calorias no palco. Os músicos gostam de repor as energias com pizza. Eles solicitaram seis grandes, a serem entregues logo após cada show do TIM Festival 2007, no ônibus da banda. A saber: duas vegetarianas, uma muzzarela, duas de peperoni e uma de carne.

Típico
O Arctic Monkeys, atração do TIM Festival 2007, solicitou um item curioso para o café da manhã. Além das tradicionais baguetes, cereais, iogurtes e sucos, o quarteto pediu Marmite. A pasta de levedo para passar na torrada, amarga e salgadíssima, é uma daquelas iguarias que só sendo inglês da gema para apreciar. Difícil é encontrar o acepipe no Brasil.

Sem bebedeira
Chama atenção um dos itens do rider técnico da banda Hot Chip para sua apresentação em outubro no TIM Festival. O documento, que lista em detalhes todos os equipamentos necessários para o show, pede, em letras maiúsculas, dois assistentes de palco competentes, pontuais e… …sóbrios.

Vestido para a capa
O disco de estréia da banda cuiabana Vanguart, uma das atrações do TIM Festival este ano, traz uma surpresa logo na capa. O vocalista Hélio Flanders surge usando um vestidinho bem-comportado. A irreverência está presente também no discurso do rapaz: “É o traje típico do cuiabano, lá faz muito calor. Pode ser encontrado em qualquer loja da cidade”.

Amigas de infância
Cibelle fez questão de estender sua estadia no Brasil para prestigiar a estréia do show de Vanessa da Mata no Rio de Janeiro. As duas são tão próximas que Cibelle compôs ‘Minha Neguinha’ em homenagem à amiga e gravou em seu último cd, ‘The Shine of Dried Electric Leaves’. Para retribuir o carinho, Vanessa é presença confirmada nos shows que Cibelle fará no TIM Festival, ainda em outubro.

Orquestra de Laptops
Conhecidos por usar novidades tecnológicas em seus shows, o Projeto Axial – que vem ao Rio pela primeira vez no próximo TIM Festival – vai inovar na apresentação que fará em São Paulo, dentro de uma série de música e tecnologia. O grupo, formado por Sandra Ximenez, Felipe Julian e Leonardo Correa, convidou outros três músicos, com quem formará uma Orquestra de Laptops, com direito a sete computadores no palco. “É uma formação de câmara, nem precisa de maestro”, brinca Julian que, nos shows do Axial, pilota dois laptops, além de um baixo acústico.

Na banda, sem ser músico
Um artista plástico que não toca nenhum instrumento também faz parte do grupo paulista Projeto Axial, que se apresenta pela primeira vez no Rio na próxima edição do TIM Festival. Presente no palco o tempo todo, Edu Marin projeta imagens cenográficas, que ele chama de videocenografia, durante o espetáculo. São fotos e pequenos vídeos, em preto e branco, editadas em tempo real e dialogando com o que está sendo tocado no palco.

Laptops e música étnica
Apesar de toda a tecnologia que cerca as apresentações do Projeto Axial – com direito a três laptops no palco-, a inspiração da vocalista e compositora do grupo, Sandra Ximenez, vem da música tradicional. Há 20 anos, ela desenvolve uma pesquisa sobre música étnica africana e suas variações brasileiras. Nos shows, Sandra canta em iorubá e creol do Haiti. Atração da próxima edição do TIM Festival, quando vem ao Rio pela primeira vez, o grupo também usa em suas letras a poesia de Guimarães Rosa e Manoel de Barros.

Oferta x Demanda

O Recife está vivendo uma nova situação que ainda é bastante rara no restante no Brasil. A oferta de festivais (muitas bandas, dois ou três dias do mesmo evento) está aumentando numa proporção muito maior que a oferta de novas bandas para tocar neles. Se, por um lado, não temos uma estabilidade em espaços menores para show, os palcos de grande porte estão chegando ao excesso. Até o fim deste ano, o calendário se movimenta ainda com o Pátio do Rock, Pé no Rock e Virtuemusica, somando ainda as tradicionais festas de fim de ano.

Como diz o ditado, nada é bom em excesso. Não existem empresas suficientes para patrocinar tantos eventos, nem bandas (numa escala nacional) para servir de atrações principais para esses palcos. Até ano passado, a dificuldade era não repetir artistas se apresentando aqui num espaço de três meses. A partir de 2008, o desafio vai encurtar para um mês. Nessa corrida contra o tempo, a previsão mais provável é que os festivais diminuam em propoção para funcionar melhor.

Tudo isso faz parte de um fenômeno que é mundial. Um conflito entre o que é cultura de massa e o que é pós-massivo. A lógica é a seguinte: antes só podiamos assistir 5 canais de TV, agora temos 50. Antes eram 6 estações de rádio, hoje são 26. E enquanto as prateleiras de uma livraria só suportam um número limitado de livros, na Internet é possível comprar sem limites. A saída tem sido investir em nichos. Não adianta mais querer atender toda a demanda, mas sim se concentrar numa específica.

Patrocínio inteligente
Entre o panteão de marcas que patrocinou o PE Music Festival, a Cerveja Antartica foi a mais esperta. Criou uma espécie de “Show 2.0″, onde uma banda contratada tocava e qualquer um podia interferir, fosse cantando ou tocando o instrumento que escolhesse. O público mais novo fez fila para participar.

Bola fora
Desnecessário, nos bastidores, foi alguém da produção do evento querer comparar a qualidade deste novo PE Music com o Abril pro Rock para a equipe que acompanhava a Nação Zumbi, tentando diminuir o festival que já completou 15 anos. São dois eventos bastante distintos e o mais novo com uma claro apoio político muito mais forte.

Internet
O Teatro Mágico passou pelo Nordeste durante o fim de semana e mostrou um pouco da força que a Internet tem para novas bandas. Sem a menor exposição tradicional (na programação das rádios e tvs), juntou uma multidão de novos fãs pelas cidades onde se apresentou. E quem viu, disse que não são órfãos dos Los Hermanos, mas uma geração completamente nova.

Enquanto o Tim não chega

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A assessoria de imprensa do Tim Festival é uma das mais legais de todas. Sabe o quanto queremos saber das loucuras de quem vem tocar e, por isso mesmo, todos os anos, manda para os jornais algumas notas sobre as exigências dos músicos. Confere ai um ctrl+c / ctrl+v do release, com a lista:

Pelo calendário
Os pedidos de bufê da cantora Feist, atração do show ‘Novas Divas’ do TIM Festival, estão divididos pelo dia da semana. Às segundas e quintas ela gosta de comer iogurte de baunilha, vegetais e amêndoas. Às terças, sextas e sábados ela prefere frios, frutas vermelhas e húmus. Já às quartas e sábados o cardápio tem que ter manteiga de amendoim, pão preto e cereais. Todos os dias a cantora quer em seu camarim 36 latas de cerveja, sucos frescos e uma tábua de queijos. Agora só falta descobrir o nome da dieta.

Calor humano
O cantor Antony Hegarty, líder da banda Antony and The Johnsons, surpreendeu a produção do TIM Festival com um pedido nada usual para estrelas em ascensão como ele: não quer nenhuma barricada de proteção entre o público e o palco. Normalmente o que se vê é o contrário, mas o artista inglês ouviu falar do calor do público brasileiro e quer senti-lo bem de perto.

Simplicidade
Conhecido pela simpatia, o cantor inglês Antony Hegarty, da banda Antony and The Johnsons, foi bem modesto nas exigências de camarim para suas apresentações no TIM Festival, em outubro. Além de frutas frescas, sanduíches e pequenas iguarias árabes, ele pede duas garrafas de vinho. Nada, porém, de marcas importadas. Sua única recomendação é que elas não custem menos de… 12 dólares (ou a bagatela de 24 reais!!!).

Bateria
A cantora Cat Power já é a campeã de exigências exóticas do TIM Festival 2007. Além de foto autografada por Bob Dylan e um par de óculos Ray-Ban no camarim, ela quer no palco uma bateria ‘vintage’. O instrumento tem que ser preferencialmente das marcas Gretsch, Ludwig ou Slingerland e deve ter sido fabricado somente entre os anos 60 e 70.

Flashback
O som nostálgico voltou com força total. Pelo menos é o que indica o gosto do elenco do TIM Festival 2007. Três dos artistas escalados para a edição deste ano usarão no palco o velho e bom órgão Hammond XK-3: além do organista americano Joey DeFrancesco, responsável por praticamente ‘ressuscitar’ o instrumento no jazz, e da cantora Cat Power, que o incluiu na formação da sua banda, o compositor escocês Craig Armstrong o escolheu como o principal personagem do show que apresentará ao lado do parceiro Scott Fraser. Os dois utilizarão vários Hammonds no projeto que batizaram simplesmente de ‘Winona’, ou ‘uma banda eletrônica vintage’.

Brotoeja
A equipe da cantora Björk surpreendeu a produção do TIM Festival 2007 por um detalhe muito peculiar: alguns dos seus 36 integrantes são extremamente alérgicos a determinados alimentos. No documento técnico que especifica as exigências da artista – conhecido no showbiz como ‘rider’ -, há um item marcado em amarelo que chama a atenção para a necessidade de se evitar, no bufê, pratos ou produtos que contenham os seguintes ingredientes: derivados de leite, açúcar refinado, vinagre, shoyu, cogumelos, lagosta e camarões.

Staff
Björk tem o maior entourage do TIM Festival deste ano. São ao todo 36 pessoas. Além de trazer seu próprio maquiador, a cantora incluiu na equipe uma babá. Mas, ao contrário do que imaginavam os organizadores do evento, a babá não é para os filhos da artista, mas para ela própria. A moça, islandesa como Björk e de apenas 26 anos de idade, tem nome de governanta alemã: Helga.

Top secret
Björk se inspirou em Madonna para driblar os fãs mais abusados que costumam ligar para os quartos dos hotéis onde se hospeda: passou a adotar codinomes. Os pseudônimos só são conhecidos pela equipe da cantora e mudam diariamente.

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Quando esteve no Brasil, em 93, Madonna registrou-se nos hotéis como Lola Montez, nome da famosa bailarina e cortesã irlandesa do século 19, amante do rei Ludwig I, da Bavária.

Inspiração
Pelas exigências que fez à produção do TIM Festival, tudo indica que a cantora norte-americana Cat Power pretende compor novas canções durante sua passagem pelo Brasil. Ela pede para o camarim um caderno em branco e lápis, muitos lápis.

A artista é conhecida pela maneira copiosa com que cria. Uma noite de insônia provocada por um pesadelo a inspirou a escrever em apenas algumas horas as canções do álbum ‘Moon Pix’, responsável por seu reconhecimento na cena indie rock.

Paladar
Originária de um dos países mais gelados do planeta, a Islândia, Björk tem hábitos alimentares peculiares. Diz que já experimentou carne de papagaio-do-mar, pequena ave típica de ilhas marinhas, e tubarão feito à moda islandesa, cujo processo é um tanto bizarro: depois de caçado, o tubarão recebe um jato de urina humana e é enterrado no solo por alguns meses. Depois é retirado, preparado e servido como fina iguaria.

Ao saber das experiências gastronômicas da cantora, a produção do TIM Festival tremeu nas bases. Mas logo se aliviou ao receber a sua lista de exigências: Björk quer apenas comidinhas simples, como frutas frescas e massas.

Gadget
Uma das grandes sensações do show ‘Volta’, que Björk traz em outubro para o TIM Festival, é o reacTable. O instrumento é uma espécie de sintetizador sem teclas. Para tocá-lo, o músico desloca diferentes objetos sobre uma mesa luminosa. Esta muda de aparência a cada movimento, exibindo animações e desenhos em sua superfície, graças a uma câmera e um monitor colocados sob a mesa. O som e os efeitos visuais, que o público pode acompanhar pelo telão, são de cair o queixo.

Pele
A produção do TIM Festival anda intrigada com a lista de pedidos recebidas até agora dos artistas que se apresentam este ano no evento. Absolutamente todos exigem que o bufê servido no camarim contenha hommus, a iguaria feita à base de grão-de-bico. Ficou a dúvida se tudo não passa de uma coincidente paixão pela culinária árabe ou se se trata de uma nova tendência gastronômica entre os descolados do circuito artístico internacional. Há quem defenda a tese de que o hommus faz bem para a pele, pois é fonte de ferro, vitamina C e proteínas e, quando consumido com pão árabe, contém todos os sais minerais necessários ao corpo.

Velinhas
Björk terá um convidado mais do que especial na platéia de seu show no TIM Festival, dia 26 de outubro, no Rio. O amigo e ídolo Milton Nascimento, de quem já gravou, em português, ‘Travessia’. Sua apresentação coincidirá com o aniversário do compositor. Tudo indica que ele ganhará um ‘Happy Birthday’ particular no camarim da cantora.

Ecológica
Cat Power solicitou um verdadeiro pomar em seu camarim para os shows do TIM Festival. Ela quer maças, uvas sem caroço, manga, melão, banana, tangerina, pêras e abacaxi. Tudo proveniente de horta orgânica. A cantora canadense pediu, ainda, tomate fatiado, hommus, rosbife e peito de peru – orgânicos também. Como ninguém é de ferro, um maço de cigarros light e outro vermelho, para rebater a refeição. Detalhe: na lista da cantora não há uma gota de bebida alcoólica.

Colecionadora
A cantora canadense Cat Power tem um gosto eclético, para se dizer o mínimo. Ela solicitou à produção do TIM Festival um par de cinzeiros. Até aí, nada demais. O que ela quer são cinzeiros tipo souvernir, daqueles que se vendem nas visitas ao Cristo Redentor, por exemplo. No fim dos shows ela leva os mimos para casa, onde guarda o resto de sua coleção.

Fresquinho
Craig Armstrong, que vem ao TIM Festival com seu projeto ‘Winona’ gosta de circular em ambientes fresquinhos. Para o seu camarim já pediu duas latas de aromatizador de ambientes do tipo neutro.

Funk das ginastas
Sucesso na noite underground de São Paulo, o Montage – que ostenta o título de ser a primeira banda de Eletro Rock do Nordeste brasileiro – vai apresentar uma inusitada homenagem às ginastas Daiane dos Santos e Daniele Hipólito, nos shows que vai apresentar na próxima edição do TIM Festival. Vocalista do grupo e autor da música “Ginastas cariocas”, Daniel Peixoto imita os movimentos das atletas, enquanto canta – acompanhado de um funk pesado – versos como “Ela pula, ela gira, ela dá cambalhota/ é no cavalo com alça, é na barra simétrica/ vai Daiane! Vai, Daniele! / Ela é adversária de Catarina Ivanov e toma sol no Posto 9”.

Formigas
Os integrantes do quarteto americano The Killers não estão nem aí para a crescente guerra contra os carboidratos dos amantes da boa forma. Em seu camarim no TIM Festival eles solicitaram dez barras de chocolate, um pacote de biscoitos com geléia de laranja, uma jarra de manteiga de amendoim cremosa, um pote de geléia de morango e cereais açucarados. Pura energia.