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Para não ficar de fora

RADIOHEAD, $#(%*#$()%*#$(@($@!!!!!!!!!! Eu vou nos dois shows, e vocês? Queria ir no da Argentina também, mas acho que vai faltar patrocínio para isso =P

Estou sem internet, por isso vou adotar brevemente o formato postão, só para não ficar desatulizado demais aqui no Pop up. E até terminar a seleção do doutorado, acho que não vou conseguir concentrar demais minhas idéias em algo produtivo para cá. Até lá, vou repostando do que sai no jornal.

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Estou descobrindo a Bahia aos poucos. Um pouco do passado e um pouco do presente. E definitivamente vou transformar isso em um espaço novo aqui no blog. Enquanto estou na casa de Luciano – to procurando apartamento, se alguém souber de algo ai, quero ajuda – aproveitei para ripar a velha safra soteropolitana de sua coleção de CDs. Leia-se, principalmente: brincando de deus. E como aqui tem show o tempo todo, todo fim de semana, já consegui ver uma boa parcela das atuais bandas locais. A mais legal é a Starla. Mas vou falar de tudo com calma depois.

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O clima de It’s All Happening daqui é muito legal. Só este mês teve show do Móveis, Vanguart, Mallu Magalhães, Retrofoguetes, Ronei Jorge… No último fim de semana teve o único show no Nordeste de Bonnie “Prince” Billy. Rolou folk soturno em plena boate e foi hipnotizante. E ainda vai ter o Festival Big Bands, comandado pelo capo Rogério BigBross. Dois dias de shows, com presença de Zefirina Bomba, Honkers, Nuda e mais um monte de gente suficiente para causar um estrago bom.

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E Messias Bandeira, sim, aquele do brincando de deus, andou me soltando algumas novidades pertubadoras de seu disco solo. Tremei, indie .br </lucioribeiro>

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No sábado tem Festa Nave. Especial de fim de ano e vai ter discotecagem minha. Além dos anfitriões El Cabong + Janocide, Vinícius, Tatiana e a volta da promoção DJ por uma noite. Na Boomerangue. Vai perder?

Efeito Arco-Íris

Considerando o sucesso da iniciativa da banda Radiohead, a conseqüência foi quase inevitável. Nos últimos três meses que seguiram o lançamento online do disco “In Rainbows”, uma enxurrada de artistas decidiu seguir o mesmo caminho e disponibilizar seus discos para que o fã decidisse o preço – ou nem isso, pegasse tudo logo de graça. O caso mais recente foi o Nine Inch Nails que decidiu não vender o disco, mas oferecer um link para download direto.

Ao contrário do Radiohead, que é só sorriso, até agora quem decidiu seguir o caminho devolveu apenas reclamações. O motivo é tão óbvio que não merecia sequer explicação. Cada caso é um caso e da mesma forma que um artista não vende a mesma quantidade de discos que o outro, nem todos vão ter o mesmo resultado ao experimentar as novidades da Internet. A própria banda inglesa pivô da situação já decidiu lançar um disco físico que, por sinal, já esgotou nas prateleiras.

O mais impressionante é a postura de tédio que o mercado de música brasileiro tem em relação a tudo isso. O ano de 2008 começa morno, com o primeiro trimestre fechando sem nenhum lançamento mais relevante do que a parceria entre Bethânia e Omara Portuondo. No lugar de pressa e vontade de experimentar, caminhamos com calma e sem novidades. As pesquisas de vendas do mercado digital começam a representar mais exceções que bons modelos de mercado.

Internacional
A turnê que a contora francesa Lisa Li-Lund faz pelo Brasil – produzida pelo coletivo Coquetel Molotov – acaba de ganhar uma parada no Recife, graças a parceria com o consulado francês e a prefeitura. Ela se apresenta aqui no dia 4 de abril. As referências no som folk vão do Velvet Underground à Sonic Youth, passando por extremos de covers que ela faz de Justin Timberlake. Para conhecer sua música só basta acessar o www.myspace.com/lisalilund

Pelada
Uma das extravagâncias – e essa é uma leve, consdirando o histórico de uma banda que viaja pilotando o próprio avião – do Iron Maiden durante a turnê do Brasil foi participar de um amistoso de futebol. O time adversário era formado por parte do Sepultura (Derrick e Andreas Kisser), junto com funcionários da EMI e outros fãs da banda escolhidas pelo MySpace. O Iron ganhou, por sinal.

Lançamento
Erasto Vasconcelos lança disco novo “Estrela Brilhante”, na quinta-feira com um pocket show na loja Passa Disco. Gravado com incentivo do Funcultura, ele reúne 15 faixas inéditas de autoria de Erasto. É uma homenagem ao Maracatu do Baque Virado e ao mestre Veludinho, que, segundo o compositor, “foi a vida toda um tambor forte”.

Desculpa, Thom Yorke

Mas além de bonita pra cacete, a edição é limitada.

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Eu tive que comprar…

Radiohead – In Rainbows

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Já se passaram dez dias que a banda inglesa Radiohead lançou seu sétimo disco “In Rainbows“. O trabalho não era aguardado (a três anos) apenas pelos fãs, mas também por todos que acompanham, de alguma forma, o processo como nós consumimos música. Desde o álbum “Kid A“, o primeiro na história a aparecer inteiro na Internet antes do lançamento oficial, eles já tinham um papel importante nessa história. Quando anunciaram que agora trabalhariam sem gravadora, rompendo contrato com a EMI, e que cada um pagaria quanto quisesse pelo disco, criaram um verdadeiro terremoto.

Na metade desse tempo, “In Rainbows” já vendeu cerca de 1,3 milhão de cópias pelo site da banda, que faturou uma média de R$ 20 milhões. Apesar de dar a opção de não pagar nada pelo disco, a grande maioria das pessoas optou por uma média de 4 libras (aproximadamente R$ 15). Dinheiro suficiente para cobrir todos os custos que tiveram e, sem o modo tradicional de trabalho de uma gravadora (leia-se: Jabá), conseguiram a maior mídia espontânea de toda a carreira. Os números trazem dados suficientes para a notícia ser maior que a própria música da banda. Mas esse não é o caso.

Dez faixas, numa qualidade de 160kbps (número baixo para a maioria dos fãs de música), centralizam o Radiohead como a banda mais importante do mundo pop hoje. “15 Steps” abre o repertório mais brilhante deles até agora. Soa exatamente como tudo que se espera ouvir do Radiohead, algo raro para uma banda tão esteticamente inconstante. Thom Yorke e sua banda conseguiram iluminar a idéia de que liberar o disco online é um bom negócio e também que, as vezes, a música soa melhor quando é previsível. Um sampler do que parecem ser palmas de crianças escondido na gravação dá a dica que a banda está mirando alto nos shows.

Bodysnatchers“, segunda faixa, é o pote de ouro que se encontra no fim do arco-íris do Radiohead. Nela, fica a sensação de que qualquer valor pago pelo disco tem retorno garantido. É um Crescendo no repertório, a música mais alta e também mais agitada. Lembra os melhores momentos de “Kid A” e “Ok Computer“. A partir daqui fica mais claro que a opção de composição do Radiohead foi mesclar sonoridades dos discos passados. E isso contribui para que este seja seu trabalho mais fácil e acessível. Um ouvinte regular de música pop se viciaria fácil em “In Rainbows”.

A dinâmica das músicas fica mais pop a partir de “Weird Fishes/Arpeggi” e em “Faust Arp” surgem referências claras dos Beatles. O nome vem da técnica de Arpeggio (quando as notas não são tocadas simultâneamente), usada com o violão acústico. Nessa e em “Reckoner“, o Radiohead soa mais cerebral como em disco passados, brincando com as texturas das músicas. Um surto rápido, que não chega a comprometer o “In Rainbows”. Passo que eles retomam em “House of Cards“, onde Yorke abre mão de suas charadas para dizer diretamente que “eu não quero ser seu amigo, quero ser seu amante” (I Don’t want to be your friend, I just want to be your lover).

“In Rainbows” termina com “Videotape“, música que já tinha aparecido antes em vários shows da banda, com uma introdução em piano, mas foi gravada de maneira completamente diferente. Sela uma tradição do Radiohead em transformar seus discos numa queda de montanha-russa. O começo é sempre alto e, na última faixa, resta uma música lenta e quase falada. Também reforça uma temática mais sombria da banda, citando em várias faixas alguns dos demônios da lenda alemã “Fausto“.

Ainda não comprou o seu?

Música em ciclos

Não é apenas a violência, impunidade e corrupção que não muda no Brasil. Além dessa santíssima trindade, o filme “Tropa de Elite” refrescou a memória musical de muita gente. O “Funk das Armas”, hit nas rádios há 10 anos, mostra como é repetitivo o processo da música popular brasileira. Muito parecido com a situação hoje do funk carioca, retratado como “algo novo” que após invadir o gosto das pessoas, passa a ser processado pelas gravadoras. A trilha do filme já era a etapa final desse processo, já que a música era, na época, o lançamento da vez de uma gravadora multinacional.

O funk parece estar preso nesse ciclo. Pela demora a ser incorporado como parte do repertório nacional, vive nos altos e baixos, sempre surgindo como algo novo e aparentemente chocante. A maneira como o filme brinca com nossa memória musical é um exercício divertido. “Shiny Happy People”, música do R.E.M que toca na festa dos universitários, soa como um clássico tão importante do rock quanto os Smiths, mesmo com apenas 6 anos de lançado. Com o dobro desse tempo, o funk ainda não conseguiu passar de seu primeiro estágio.

Virou moda
Depois que o Radiohead mostrou que vale a pena para um grande artista sair da gravadora (veja mais na capa de hoje), Madonna decidiu seguir os passos. Ela vai encerrar o contrato com a Warner em favor a uma agência de shows, valorizando suas apresentações muito mais que seus discos. Segundo boatos, a cifra passa os U$ 100 milhões.

Na Internet
A gravadora Trama lançou um canal completo no site de compartilhamento de vídeos Youtube. No endereço www.youtube.com/Trama, é possível ver clipes, entrevistas, bastidores, shows e cenas extraídas dos DVDs lançados por eles. A iniciativa chega bastante atrasada, mas é muito bem vinda. Com sorte, incentiva outras a fazer o mesmo.

Agenda
Continua hoje a temporada que a Bande Ciné está fazendo no Café Portenho. São arranjos novos para músicas francesas, como Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot. No fim de semana, tem o Baile do Baleiro, com Zeca Baleiro cantando Novos Baianos, Originais do Samba e Tim Maia. Participação confirmada de Siba, lá na Fashion Club. E a banda Eddie faz show único (?) na cidade, junto com o Eta Carinae, no Recife Antigo.