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Nomes do Recbeat 2008

A programação final do festival Recbeat, que ocupa o pólo mangue do Carnaval do Recife, deve ser divulgado oficialmente na próxima terça-feira (15) em coletiva para imprensa. A coluna já adiantou alguns nomes, que valem ser revistos e, claro, acrescentados com pelo menos uma novidade internacional. A primeira internacional que anunciou vinda foi a chilena Panico! de electro-indie-rock. Além dela, se apresentam Pato Fu, Móveis Coloniais de Acaju, Fino Coletivo, Lucy and the Popsonics e a local Julia Says. O Devotos, que faria sua festa de 20 anos de banda no festival, confirmou no fim de semana que não tocará mais.

Mais um nome internacional para a lista é a argentina Orquestra Típica Fernandez Fierro. O grupo tem uma formação clássica de orquestra de tango, mas no palco trazem uma atitude rock nas performances e interpretações que deram a eles destaque internacional. São um tipo de guerrilheiros independentes de Buenos Aires, administrando um selo de distribuição e o Club Atlético Fernandez Fierro, com shows toda semana. São sete nomes, mas como a programação do Recbeat é extensa, eles não representam nem metade do que está por vir.

Abril pro Rock 2008
Pela primeira vez em 16 anos, o festival mais importante de rock do Recife (e um dos mais antigos do Brasil) terá sua programação feita por uma curadoria. Quem estará a frente da programação 2008 do Abril pro Rock, além do produtor Paulo André Pires, é este mesmo que vos escreve junto a Guilherme Moura, do site RecifeRock!. E já tem algumas boas novidades para divulgar a partir da próxima semana.

Rivotrill
Uma das bandas que foi destaque em 2007, o Rivotrill, lança finalmente o primeiro CD, chamado “Curva de Vento”, com show de graça no Teatro de Santa Isabel dia 25 de janeiro. Formada por Eluizo Junior, Rafael Duarte e Lucas dos Prazeres, a banda vai receber convidados mais que ilustres no palco. Gente do calibre de Naná Vasconcelos, Maestro Spok, Fabinho Costa, Renata Rosa e Yuri Queiroga.

Agenda
É imperdível, na sexta-feira, a volta da baiana Pitty aos palcos de Pernambuco após três anos. O novo Recicle Festival traz ainda as bandas River Raid, Carfax e Vamoz na abertura da noite no Clube Português. No sábado tem ainda a festinha de retorno do site O Grito! ( www.revistaogrito.com) no Boratcho.

Quem ainda vende discos

Uma das listas mais consultadas no fim de ano pela mídia é o da “Sucesso”, que reúne dados de vendas quase todas as principais lojas de discos do País. É um panorama curioso para saber afinal quem, nesse período de transição entre modelos de consumo de música, continua se dando bem vendendo os cada vez mais fora de moda CDs. Os cinco primeiros são, respectivamente, Ivete Sangalo, Maria Rita, Vanessa da Mata, Queen e Paulinho da Viola. Depois deles, quase todos os outro 45 seguintes são de coletâneas.

Os resultados são sempre previsíveis por dois motivos. Primeiro, porque esses primeiros representam um formato cada mais raro de artista massivo, daqueles que todo mundo foi obrigado a ouvir falar na televisão e rádios tradicionais. O segundo motivo aponta um pouco da tendência que deve marcar este novo ano: pesquisas quantitativas são cada vez mais inúteis, porque representam uma generalização incapaz de captar mudanças de mercado: vendas em show e música oferecida como serviço em celulares, automóveis e computadores.

Se fossem consideradas, provavelmente novos nomes até então alienígenas a essas pesquisas certamente apareceriam na lista. O Brasil conheceu um modelo inédito de consumo de música em 2007 com o “download remunerado” da gravadora Trama. Um sistema onde o artista ganha dinheiro cada vez que alguém baixa sua música. Resultados positivos que deixam como principal expectativa do ano o formato que essas listas vão assumir no fim de 2008.

Recbeat
Mais um nome da programação do Recbeat, com exclusividade. É a banda Fino Coletivo, formada por músicos do Rio de Janeiro e Alagoas. Quem joga no quinteto é o sempre elogiado Wado, enquanto o sotaque carioca fica inconfundível na voz de Alvinho Lancelloti. No último fim de semana, a primeira banda pernambucana confirmou sua participação, a nova Julia Says, comentada semana passada aqui na coluna.

Algumas promessas

Hoje, no lugar de apresentar uma única nova banda independente, vamos formatar uma mini expectativa para o ano de 2008. Apesar de ter sido um ano muito bom para a música, este que encerra foi meio morno de novidades. Alguns dos nomes mais interessantes que apareceram, na verdade, foram de bandas antigas decidindo retornar a carreira. Fica, então, uma lista de futuras promessas no rock pernambucano.Três parecem que vão dar o que falar. A mais experimetal Julia Says é uma dupla formada por Diego e Pauliño. O primeiro clipe, da música “Mohamed Saksak”, já ganhou um prêmio na cidade. No Myspace deles (/juliadisse), também vale ouvir “Eis a Canção”. A segunda banda é de metal e se chama Project 666. Reencontro de alguns dos melhores grupos de Olinda, o Pecapta e a Sick. Por fim, a de rock simples e direto Erro de Transmissão fecha o ciclo de promessas.

Menos é mais
Não é para parecer reclamão, mas as próximas programações da prefeitura poderiam prezar menos por quantidade. A programação de shows é tão grande (tanta coisa ao mesmo tempo), que muitos pólos, como o Sitio da Trindade, ficam completamente vazios. Soa como desperdício.

Recbeat
Dizem que a banda Panico é algo tipo “o Cansei de Ser Sexy do Chile”. Se é para tanto ou não, vamos descobrir em fevereiro. A banda de “tropical rave rock” (quantas aspas) está confirmadíssima na programação do Recbeat 2008. E fica dada a largada aqui na coluna para os furos nas escalações de festivais do próximo ano.

Mais Recicle
Durante uma tarde, o show da Pitty no Recife para o dia 11 de janeiro quase foi cancelado. O contratante do Rio de Janeiro ficou sem parceiro na cidade. Mas, agora, quem assume a responsabilidade é o Sun7 estúdios, que está levando o rock para a boate Nox. A programação será com a própria Vamoz, River Raid e Carfax.

Recbeat 2007 – Terceiro dia

Mas e ai? O que vocês acharam? Eu fiquei sem palavras

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Instituto + BNegão + Thalma de Freitas + China = Tim Maia

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Daniel Peixoto, do Montage, cofrinho-free

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Mellotrons

Paulo Pereira que se garantiu nas fotos

Recbeat 2007 – Segundo dia

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Com o transito louco do carnaval, todos os ônibus escoando pelas mesmas ruas, tudo bem infernal, é quase impossível chegar na hora planejada nos pólos. Me atrasei no segundo dia do Recbeat e peguei apenas o “boa noite!” de despedida do Rivotrill. Uma agonia quando isso acontece, porque metade do caminho entre minha casa e o Recife Antigo é preciso ser feito a pé nessa época. E quando se está na ponte, vendo o palco de longe, com as luzes vermelhas e fumaças, é algo bem próximo à sensação de ver seu ônibus ir embora num dia de chuva. Você fica olhando, cerrando a vista, tentando ativar a supervisão, dá uma corridinha e quando finalmente se aproxima constata: é, perdeu.

Nessas horas, o que resta é perguntar. Uma parte me diz que a banda foi super chata, outra me diz que foi excelente. Não por acaso, ambas argumentam usando os mesmos motivos. Como sai perguntando mais aleatoriamente, não me atentei muito ao gosto de quem opinava. Vai parecer um comentário genérico, mas vindo de quem não assistiu ao show não podia ser diferente. Um som com muita informação no palco, misturando jazz e referências folclóricas, e que – isto foi de comum acordo a todos – teve uma ótima resposta do público. Fico na dívida aqui de ver um show dos caras.

Algo fundamental a se considerar nesta noite do Recbeat. Na outra ponta da ilha, o Marco Zero recebia um mix de Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Marcelo D2, Pitty e Lenine. No Recife, estes nomes juntos formam o melhor sentido para a palavra confusão. Nas ruas paralelas estava impossível. Terceira vez consecutiva que vejo venda e consumo de crack no meio da rua, em plena mesa de bar. Muita briga, arrastão, colegas apanhando pelo descuido. Abortei qualquer intenção de chegar próximo ao palco principal do Recife Antigo já no começo da noite.

Volta então, no turbilhão da confusão, para o Recbeat. Era uma banda de pós-rock no palco? Breeders, Pixies? Canja Rave, guitar band de Porto Alegre. Parecia surpreender, mas ao mesmo tempo, indie demais para um palco de carnaval. Talvez isso + a cabeça ainda atordoada das ruas laterais fizeram do show um pouco confuso. Não mais confuso que Isca de Polícia. Show chato, descartável, desnecessário. Até agora, único erro real dessa programação.

Forçando a barra para uma reflexão… acho que a programação do Recbeat ficaria ótima se seguisse uma unidade. Canja Rave teria mais clima numa noite com o Mellotrons; Digitaria com o Montage; Bonde do Rolê com Mister Catra. Tudo bem que essa coisa de “noite por ritmos” tem muita cara de Abril pro Rock, mas ainda acho que seja algo que funcione melhor.

Por isso, Digitaria foi um show totalmente passável. Eletrônico, alto, muito alto, que afastou mais público do que poderia suportar. Frente do palco vazia, mesmo com toda a macaquice que eles tentavam fazer para animar. Tinha gente empolgada sim, claro. Quem ficou para ver eles, não fez esforço. Dançou com vontade, mas ainda não vi um show de música eletrônica ao ar livre – exceção do Fatboy Slim – que tenha realmente se dado bem no Recife. Posso estar errado, mas o inferninho apertado ainda é preferência para as pistas.

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Eu já vi shows suficientes do Bonde do Rolê para ter certeza que aquele seria mais outro fracasso. Surpresa. Aliás, surpresa fantástica. Eu posso falar bastante, mas não escrevo palavrão por qualquer coisa. E preciso dizer que rock-funk-curitibano do trio, ali naquele palco, foi simplesmente do caralho. Vou rebaixar aqui qualquer tentativa cabeçoide de uma analise aprofundada para me resumir a esta única avaliação: do caralho.

Considerado tanta gente de periferia que estava lá, a resposta do público ao pancadão é quase imediata. Complicado apenas porque o Bonde é uma banda com muita referência sonora, letras complicadas. Num determinado momento, dava para ver que o publico realmente funkeiro e de cabeça rosa e amarela simplesmente parou de dançar e ficou olhando para o palco. Tudo parecia muito louco, muito complexo. Boa parte desistiu, pelo “ainda bem” do restante das pessoas claramente assustadas com o risco de pancadaria iminente.

Os fotógrafos são um ótimo parâmetro de quão surpreendente foi o show. Em todos os outros, eles se entediavam na primeira música e já iam embora com uns poucos cliques. Durante o Bonde, ninguém quis sair. “Claro! Num show desses tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer”, disse um deles, Ivan Alecrim, do Jornal do Commercio. E durante o Rolê, rolou de tudo. Deles descendo em pleno show para beijar as meninas, a um coro do público “vai Marina, mostra a vagina!”. Marina, a vocalista do trio, não mostrou. Mas não deixou de ser tudo muito memorável.

Programação de hoje

17h00 RECBITINHO: CIA TEATRO RASGADO
19h30 MELLOTRONS | PE
20h30 VANGUART | MT
21h30 RAIES DANÇA TEATRO | SP
23h00 MR CATRA | RJ
00h00 INSTITUTO canta Tim Maia Racional | SP
01h00 MONTAGE | CE