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Novas bandas do Recife: Sweet Fanny Adams

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Quando eu vi um show da Sweet Fanny Adams pela primeira vez, eu gostei da banda de cara. Na primeira música eles tocaram um cover do Subways, quando eu achava que essa informação ainda não chegava nas novas bandas em Pernambuco (isso foi em 2006, ano de lançamento dos ingleses). E o som deles seguia na mesma linha. Eles eram super verdes, demoraram quase o tempo de duas músicas entre cada uma que tocavam no repertório. Mas nem isso, nem o nome complicado, foram obstáculos para eles serem provavelmente, entre as novas bandas da cidade, a com maior número de show hoje.

Resultado de quem toca sem parar: o som da SFA cresceu um bocado. Já começa a caminhar agora numa linha mais low profile, com vozes graves e clima On the Road. Não perdeu a pegada indie rock do começo. A banda aprendeu como se divertir enquanto toca e sempre consegue transformar um show numa festa. Ecos de Gang of Four trazem dicas de que o rock pode estar voltando ao Recife.

A Sweet Fanny Adams lançou um novo EP que pode ser ouvido inteiro no MySpace da banda. “Hate Song 3″ já virou vicio no iPod. O EP se chama “Fanny, you’re no fun“. Acho que é uma brincadeira com todo mundo que escreve o nome deles errado. Aliás, Sweet Fanny Adams é a versão from uk (!!) para nossa Inês é Morta. Eles tocam dia 12 no Abril Pro Rock.

Hate Song 3

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A música dos hermanos

Pense bem quantos discos você tem de bandas norte-americanas e depois some aos das bandas européias. Não se espante se tiver somado, na verdade, todos seus discos (com exceção, claro, dos nacionais). Apesar da distância ser bem menor, conhecemos pouquíssimos representantes da música que é feita na América Latina. Caso recente das bandas Panico e Orquesta Típica Fernandez Fierro, a primeira do Chile, a segunda da Argentina, que ao impressionar no festival Rec-Beat chamaram atenção para cenas, até então, totalmente alienígenas ao Brasil.

Um dos principais resultados da recém criação da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) foi mapear o intercâmbio entre países da América Latina. Um dos pivôs dessa aproximação é o produtor brasiliense Fernando Rosa, do selo SenhorF. “O que explica a gente manter essa posição de afastamento em relação a produção cultural de povos que vivem no mesmo continente, dividindo as nossas fronteiras?”, questiona e trata de alfinetar: “Vendo as coisas dessa forma, acredito que chegou a hora de romper definitivamente com as amarras do colonialismo musical, particularmente imposto pela lógica da grande indústria fonográfica imperial, que impunha o fluxo da produção via Estados Unidos”.

A América Latina vai muito além de Julio Iglesias. Na Argentina, estão ainda bandas como El Mató a Un Policia Motorizado, Fantasmagoria  e Andres Calamaro; no Uruguai, fazem história as bandas Supersónicos e Astroboy; no Peru, Turbopótamos, Bareto e Vaselina; no Chile, Gepe, Los Bunkers e Javiera Mena; na Colômbia, Las Malas Amistades e, na Venezuela, Desorden Publico. São bandas de pop, rock e ritmos que mostram referências latinas fora do óbvio. Eles fazem excursão em todos os países vizinhos, com exceção do Brasil. Mas a previsão, segundo Fernando Rosa, é positiva. “A internet derrubou as alfândegas reais e imaginárias e, com isso, portanto, nada impede avançar rapidamente para recuperar esse tempo perdido”, comemora.

As bandas daqui que já atenteraram para os “hermanos” conseguiram fechar agendas de shows que jamais conseguiriam no Brasil. Caso do Autoramas, do Rio de Janeiro. Segundo o vocalista Gabriel Thomaz, “já fiz turnê em quase todos os países com o Supersonicos, depois consegui trazer eles para cá e só tocamos no Rio e São Paulo”. Poderia ser premeditado, mas as duas bandas são parecidas tanto no surf-rock-espacial do som, quanto visualmente, sinal de que a América Latina processa as referências de fora da mesma forma, mesmo não entrando em contato entre si.

Guia rápido de bandas Latinas

ARGENTINA
El Mató a Un Policia Motorizado
Fantasmagoria
Andres Calamaro

URUGUAI
Supersónicos
Cuarteto de Nos
Astroboy

PERU
Turbopótamos
Bareto

CHILE
Gepe
Los Bunkers
Javiera Mena

COLÔMBIA
Las Malas Amistades

VENEZUELA
Desorden Publico

Lucy and the Popsonics

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Um dos principais lançamentos que a Monstro Disco desse semestre é a dupla de Brasília Lucy & the Popsonics. Fernanda e Pil, um casal de Brasília, passou a burocracia de encontrar um baterista pra a banda de electro-rock que fizeram contratando Lucy. Lucy é um MP3 player carregado com batidas e programações eletrônicas feitas por eles. Atitude e performance deles que serviu para tocar em vários festivais independentes do Brasil. “A Fábula (ou a Farsa) de Dois Eletropandas” é IDM com postura rocker, com letras muito bobas e de nomes super criativos.

A entrevista editada com eles foi para a Folha de Pernambuco, aqui eu descarrego o bruto de um papo por que rolou por email. Com as respostas foram todas muito legais, achei que não dava para abrir mão de nada.

)) Primeiros discos são sempre bons para apresentações. Então, explica para quem não conhece, o que é o Lucy and the Popsonics?

FERNANDA
O Lucy And The Popsonics é uma mini banda, com dois integrantes, que faz bases no computador e toca guitarra, baixo e cantam por cima. Hoje, as pessoas dizem que fazemos eletro-rock, mas antes de nos chamarem assim, éramos conhecidos pelo minimalismo das músicas e letras. Somos fofos, apaixonados e cantamos sobre coisas do mundo pop.

PIL
Um garoto, uma garota e um mp3 player.

)) Muito do que a banda conquistou até agora foi antes de lançar um disco. Com a CD na mão, já mudou alguma coisa?

FERNANDA
Muita coisa mudou. A respeitabilidade é infinitamente maior. Antes abriamos os shows, agora tocamos em horários mais legais.
Para os jornalistas e produtores, passamos a existir oficialmente. O nosso disco também encontrou algumas portas já abertas porque muita gente já tinha ouvido falar da gente, o que facilitou o trabalho. Como banda, acho que trabalhar em um disco engrandece muito também. Aprendemos muito com os produtores e acho que com todos os outros envolvidos: arte gráfica, fotografia, estilismo.

PIL
Acho que com o cd conquistamos reconhecimento para a música que fazemos. Antes de ter o disco, as pessoas conheciam a gente porque ou éramos um casal, ou marketeiros, ou banda de internet, ou por causa das roupas, ou posers, etc. Agora podem falar da nossa música.

)) Eu percebi que na Internet você está sempre com o status “estudando”. Em que nível de prioridade a banda está na vida de vocês? Vem algo primeiro, vcs já estão abrindo mão de algo?

FERNANDA
Nós não abrimos mão dos estudos e do trabalho. Nós só abriremos no dia em que vivermos de música. Quando ela nos pagar o suficiente para largarmos nossas vidas de hoje com tranquilidade. Ainda não trabalhamos seriamente a possibilidade de largar tudo um dia.

Confesso que a música me atrapalha um pouco e por isso sempre estudo em horários meio esquisitos: no meio da noite, fim de semana. Eu realmente estou sempre estudando quando não estou trabalhando com a música. O Pil tenta se dedicar ao trabalho sempre mais quando não estamos tocando também. Mas, as coisas tem andado cada dia que passa mais difíceis de lidar. Os shows nos exigem mais. Agora mesmo estamos em produção de mais músicas, um novo set pra show. Por mais que não estejamos tocando, sabemos que quando voltarmos para a estrada, tudo ficará mais difícil, então estamos sempre na correria. Agora mesmo quando você me passou a entrevista, estava preparando uma apresentação de trabalho e agora são as 2 da manhã de domingo para segunda. hehehe.

Para os shows, nós estamos tendo de ensaiar todos os dias. Temos arrumado alguns exercícios para estudar mais os instrumentos e assim tocarmos melhor daqui pra frente. Acho que isso irá nos ajudar. Para aguentar shows maiores, estamos tendo que fazer regimes… até pensamos em fazer algum exercício físico, mas tomaria muito tempo da gente. Estamos preocupados em dormir e descansar mais quando estamos em Brasília. Estamos evitando as festinhas. Agora só saimos para jantar em família e para ir ao cinema. hehehe. Aliás, simpsons é muito legal! hehehe.

PIL
Ainda não houve necessidade de abrir mão de nada. Todo o trabalho da banda é muito divertido. Encaro como hobby, então se em algum momento, se abri mão de algo, na verdade foi uma opção pelo entretenimento. Posso ter deixado de dormir ou comer, mas fiz por prazer.

)) Ser banda e ser um casal se misturam? Facilita ou dificulta?

FERNANDA
Facilita e dificulta. Facilita por termos os mesmos gostos, os mesmos horários e nos amamos muito. Quando estamos fora, é mais que uma viagem a trabalho é diversão. Gostamos de passar pelas coisas juntos. Curtimos as mesmas coisas. Dificulta porque se brigamos por causa da banda, muitas vezes a gente leva pro lado pessoal. Estamos ainda aprendendo a lidar com isso. Ainda não somos profissionais do ramo! hehehe.

PIL
Com certeza, facilita! Há uma mistura sim! Por exemplo: Viagem pra tocar, pra gente vira lua de mel. Passeio na tarde de domingo vira ensaio. E tudo isso é positivo.

)) Vocês acham a associação do com de vocês com o do Cansei de Ser Sexy valida? O que vocês acham da banda?

FERNANDA
Eu gosto do CSS. Gosto muito do disco deles e estou feliz pelo sucesso que eles estão alcançando a cada dia que passa. Eu fico mais feliz ainda quando eu penso que o que eles estão fazendo, ninguém, no Brasil, nunca fez antes. Alguns falam que o Sepultura já, mas acho que são níveis diferentes. Eles são do metal, né?

Sobre a comparação, nós fazemos pop e nós utilizamos bases eletrônicas como eles fazem, mas isso não implica dizer que fazemos a mesma coisa. Musicalmente, nós temos uma pegada mais rocker e utilizamos bases mais engraçadas, menos sérias. Nossas músicas acabam sendo mais brincadeira, mas também não deixa de ser algo dançante. Gosto quando as pessoas dançam nossas músicas de forma bem esquisita. Acho que esse é o lance. Não fazemos as pessoas dançar da forma normal. Tem de parecer esquisito. Eu as danço de forma bem esquisita!

O que me incomoda é o pré-conceito sobre o som e o estilo. Muita gente acaba caindo no lugar comum e não percebe. É muito cômodo utilizar a comparação para fazer críticas ruins e denegrir. É cômodo tentar não entender e fechar uma conclusão mais óbvia. Mas, acho que isso aconteceria de qualquer forma, se tocássemos outro estilo musical e tivessemos também uma boa aparição pública, as pessoas achariam outros referenciais com os mesmos objetivos. Disso, conclui-se que o problema não se centra nas referências utilizadas, mas em alguns fracos críticos musicais presentes hoje no Brasil.

Algumas pessoas nos perguntam sobre a “New Rave”. Bom, para começar, esse não é o primeiro movimento musical que mistura rock com eletrônico, mas as pessoas se deixam levar pelo pré-conceito imediato e não consegue distinguir coisas. Alguns dizem que somos próximos desse movimento. Eu acho isso muito questionável. Em alguns pontos nos aproximamos, em outros nos afastamos. Acho que somos o que somos e ponto.

PIL
Acho que temos pais e primos bem próximos. Provavelmente, ouvimos as mesmas coisas. Temos referências em comum, não tem como negar. Agora, eu vou ser bem sincero, eu nunca ouvi o disco do início ao fim. já ouvi em festas, vi clipes, e vi um pocket show aqui em brasília. foi muito massa! torço para que eles cheguem bem longe. fico surpreso qdo vejo a lovefoxx em ensaios de revistas gringas. Eles estão abrindo um caminho que a gente pode seguir. não vejo nenhum problema nisso. não fazemos nossa música por conta dessa possível facilidade ou pela admiração ao trabalho deles. Não é pra seguir uma “ondinha”, como já falaram sobre a gente. Cara, a música que fazemos é a mais fácil do mundo. Precisamos mexer um pouquinho no computador e conhecer alguns acordes. Só!

)) Que bandas, dessas que estão tocando em festivais independentes do brasil, que vocês gostam mais?

FERNANDA
Móveis Coloniais de Acajú (sempre!), Montage e MQN.

PIL
Qualquer show do móveis e do montage é fenomenal! nos shows do superguidis eu canto todas as músicas e no do MQN me dá vontade de tomar cerveja (isso é pq eu não bebo… hahahahhaah)

)) Quais festivais vocês mais tocaram? E dê detalhes! O melhor, o pior, a maior supresa e a maior decepção que tiveram circulando o país.

FERNANDA
Tocamos muito em festivais em Brasília e Goiânia – óbvio – Cuiabá, Minas Gerais e Natal. É complicado dizer qual o melhor e qual o pior porque cada festival tem sua particularidade. Os piores foram em Brasília. Aqui os técnicos de som são as estrelas no palco. O artista tem implorar pela compaixão deles. No Mada tivemos problemas técnicos em 80% do nosso tempo de show. Isso não significa que foi o pior festival. Na verdade, foi um dos mais legais, só não tivemos a oportunidade de tocar direito. O Rio de Janeiro dá pouca estrutura para as bandas. Acredito que em todos os outros festivais nós tivemos momentos maiores de tranquilidade. Os melhores festivais são os feitos pela minha gravadora, a Monstro.

Fora dos festivais que nós tivemos os melhores e piores shows e as maiores decepções. O melhor show é o mais difícil porque já tivemos os vários melhores shows. Alguns em São Paulo, outros em Minas e em Goiânia. O pior show da minha vida foi o nosso lançamento do disco em Brasília. Na casa onde fomos fazer o show, não tinha a melhor estrutura de som. Pagamos um super som pra dar conta do recado, mas ele não funcionou na hora. Estavamos há 8 meses sem tocar em Brasília e havia uma super expectativa no nosso show aqui. Foi triste. Eu chorei de decepção depois do show. Se fosse para eleger um dos piores lugares para se tocar, em termos de infra-estrutura, Brasília estaria entre os tops. Rodando o país o lugar que mais sofremos para tocar foi em Porto Alegre. Pegamos horas de chá de cadeira no aeroporto, depois ao chegarmos em Florianópolis tinhamos que pegar um ônibus para Porto Alegre. Só que não havia mais ônibus porque chegamos muito tarde na cidade. Passamos 9 horas dormindo na rodoviária. Passamos algo em torno de 24 horas para chegar ao nosso destino. A viagem era para ter durado menos de 12 horas. No dia do show, tomamos um calote e ficamos um bom tempo sem dinheiro por isso.

A nossa primeira maior supresa foi o Bananada em Goiânia. Nunca tinha visto um povo tão louco e sedento por rock! A segunda maior surpresa foi conhecer o pessoal de Cuiabá. Eles são muito organizadinhos. Isso eu nunca tinha visto coisa igual. Parecia que eu estava em outro país.

Um dos shows mais engraçados foi um que uma menina invadiu o palco para dar um beijo na boca do Pil. Não fiquei com ciúmes porque eu entendo o sentimento dela. Deve ser legal conseguir fazer uma coisa dessas. hehehehe.

PIL
A gente não repetiu nenhum festival ainda. Acho que o melhor, que mais me surpreendeu foi o bananada em 2006. Foi nosso primeiro show fora de brasília e foi incrível ver como as pessoas estavam dispostas a nos ouvir, a se divertir com a gente. Goiânia tem os shows mais legais de sempre! quem já foi, sabe o que estou falando.

Minha maior decepção foi o Mada. Nos preparamos bastante. Tínhamos altas expectativas, mas tivemos problemas técnicos que prejudicou o início do show e acabou tirando todo o nosso tesão para o restante da apresentação. Isso, com o tempo muda, vc acaba percebendo que essas falhas são frequentes para qqer lugar ou artista, e que qdo solucionado, não deve interferir no restante do seu show. A estrada está nos trazendo isso. Um dia faremos shows bons independente das condições técnicas.

)) Vocês já estão perto de fechar o circuito de festivais ainda enquanto lançam o primeiro disco. Onde a dupla vislumbra o Lucy and the Popsonics em 2008?

FERNANDA
Tocando em mais festivais legais e fazendo o que gostamos de fazer a nossa maneira. Queremos cumprir a promessa de tocar na França.  Os festivais independentes brasileiros são legais, mas  têm seus limites.

PIL
Exterior e um circuito de casas e festas. Os festivais te apresentam para o público mas não são sustentáveis para se manter a banda ativa por dois, tres anos. não acontece da banda se repetir na programacao por dois anos consecutivos e concordo com isso. por isso estamos navegando nesses novos caminhos. o final do ano será muito legal pra gente e praticamente não teremos nenhum festival independente na agenda.

Astronautas – O Amor Acabou

O mundo do rock independente é cheio de seus próprios folclores. Entre eles, tem uma frase que circula com grande freqüência nas mesas de bares, nos bastidores dos festivais, nas listas de discussão. Quase o discurso de frente das bandas, com um palavrão enorme no meio, quando todos confirmam que “Se tá no rock, é para se f….”. A história da banda pernambucana Astronautas, que lança agora o terceiro disco pela revista Outracoisa, foi construída quase que totalmente com base nesse ditado.

A banda partiu ano passado para São Paulo, com dois discos na bagagem (um deles por uma das mais importantes gravadoras independentes, a Monstro) e determinada a dar certo no cenário nacional. Vivendo a frase acima todos os dias, o grupo viu sua formação se desconstruir e nascer de novo, com mais de 20 integrantes diferentes. “Encontrar material humano, os ‘brothers’ mesmo, é difícil”, comenta André Frank, vocalista, líder e também parte do próprio folclore do rock independente.

O “comandante astronauta”, como é conhecido por todos, segurou as pontas da banda enquanto outros davam prioridade a empregos ou saíam do País para estudar. “O negócio é punk. Eu sou formado em duas faculdades e escolhi não exercer para fazer isso porque eu quero fazer essa história”, comenta. Frank (que comandava, antes, a Frank Jr.) faz questão de explicar que a banda não é só ele, mas, sim, todos que decidirem abraçar a idéia. “Eu sou um guerreiro incansável e agora sei que tenho mais dois comigo no mesmo pique”, celebra.

Guerreiro mesmo. Em 2006, ainda na entressafra do segundo disco, a banda fez 40 shows pelo Brasil. Passando, inclusive, por alguns dos principais festivais do País. A tendência agora é crescer mais. “Já deu 300% mais certo do que eu pensei”, comemora André Frank. “Além de uma tiragem muito maior (nove mil discos, contra três mil no anterior), ele chega mais barato às lojas, com uma divulgação nacional mais forte”, completa. O maior desafio para os Astronautas agora é o próprio Recife. A banda ainda passa despercebida pelos festivais locais e fica de indicação para um próximo Abril pro Rock.

Disco
“O Amor Acabou” é um disco fácil de digerir. Rock de guitarras altas, cheio de interferência eletrônica, quase como se o Kraftwerk resolvesse tocar hardcore. Apesar do nome, está longe de ser algo “emo”. O amor serve de leitura para as relações sociais, a política e, principalmente, a vontade humana de realizar as coisas. “Os sonhos nascem do marketing”, verso excelente de “A Era Moderna”, é o que melhor representa o texto deste disco. Porrada boa – na orelha – na renovação do repertório rock.

White Stripes – Fell in Love With a Girl

Chupando descaradamente a dica do site do Multishow, um dos clipes mais legais já feitos. White Stripes em lego