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Boombahia 2008: Programação

Fechando o ciclo dos festivais independentes que acontecem no segundo semestre no Nordeste, o Boombahia divulga a programação de shows. Além das duas noite tradicionais, este ano eles terão a única apresentação que o Mudhoney faz na região e a única apresentação gratuita que os pais do grunge fazem no Brasil. O Boombahia acontece no Pelourinho, na praça Tereza Batista (o vídeo no post abaixo mostra um show que o Hurtmold fez lá) entre os dias 10 e 12 de outubro.

10/10, Sexta-feira | 17hs (Pátio do ICBA – Vitória)

Matiz | BA
Alex Pochat | BA

11/10, Sábado | 14hs (Largo Teresa Batista – Pelourinho)

Os Culpados
| BA
Lumpen | BA
Vivendo do Ócio | BA
Os Irmãos da Bailarina | BA
Lou | BA
Theatro de Seraphin | BA
Sweet Fanny Adams | PE
Retrofoguetes | BA

12/10, Domingo | 14hs (Largo Teresa Batista – Pelourinho)

Starla | BA
Yun-Fat | BA
Estrada Perdida | BA
Declinium | BA
Berlinda | BA
SubAquático | BA
Curumin | SP
Ronei Jorge e Os Ladrões de Bicicleta | BA
DJ Incidental | PE

15/10, Quarta-feira | 18hs (Largo Pedro Archanjo – Pelourinho)

Nancy e os Nunca Vistos | BA
Pessoas Invisíveis | BA
Mudhoney | EUA

Nordeste Independente #3

Na terceira edição do Podcast Nordeste Independente eu e o Luciano comentamos sobre a recente coluna que a Folha de S. Paulo publicou sobre o patrocínio público aos festivais; o top 50 discos mais importantes da cena independente segundo Fernando Rosa; o possível encerramento do DoSol RockBar em Natal; a cena independente do Rio Grande do Sul; festival Bananada e agenda da semana.

01 – Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Vidinha
02 – Mundo Livre S/A – Estela, a Fumaça do Pajé Pitxubix
03 – Amps & Lina – Curva e Linha
04 – Do Amor – Cantico
05 – Curumin – Kyoto
06 – Superphones – Lonely Dance
07 – Superguidis – Ingleses Não Usam Mullets
08 – Pata de Elefante – Soltaram

As músicas de fundo são de William Paiva, do Diversitrônica

[podcast]http://www.popup.mus.br/mp3/neindie03.mp3[/podcast]

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Me recompondo

Eram oito horas da manhã do domingo. Dia das mães, alguns carros já passam pela beira mar ensolarada de uma Salvador mais fria do que o comum. O dia começava para a maioria das pessoas, mas o anterior ainda não havia encerrado para um grupo de seis pessoas, que dançavam na boate Boomerangue numa festa que havia começado às 22h do sábado. Das tantas que já passei, a Nave, comandada por Luciano Matos e Jan Balanco é a melhor do Brasil. E ontem foi a melhor de todas elas.

A foto que abre esse post é da fila. E ela continuava fazendo curva na rua mesmo depois das 3h, quando eu entrava no meu segundo set. Público insano, noite louca daquelas que muita gente vai chorar mais tarde ao perceber que nunca vai se repetir. No aniversário de três anos, foram 22 DJs em esquema de duelo. Eu toquei com Mariana o que deve ter sido meu set mais indie até agora. Sem hits, de Vampire Weekend a b-sides do Bloc Party. Precisei de dois dias para me recuperar de tudo.

Axé
Falando em Salvador… a cidade vai bem demais das pernas. Uma semana depois da Nave tem o Baile Esquema Novo. No dia seguinte a festa, tinha abertura de temporada do Cascadura. Temporada é uma coisa que ainda não existe para nenhuma banda de rock do Nordeste. Coisa que eles só conseguiram com o grande público que conquistaram em casa. Daqueles que pagam para ver ingresso. Camilo, do Baile e Dimitri, do Cascadura, estavam na Nave. Assim como Ronei Jorge, que discotecou enquanto se esquentava para lançar música inédita, “Vidinha”, só em forma de clipe. Esse é o tipo de diferença que uma única casa pode fazer numa cidade com cena unida.

É tipo matemática
Uma cidade tem que ter de tudo isso para a equação dar certo. Casa boa, banda boa, público bom. Enquanto Salvador celebra, Natal está em cheque logo agora que tem bandas ótimas. Com um público que não está conseguindo dar o devido valor a cena local, Anderson Foca está começando a anunciar aos poucos o fim do oásis do rock no Nordeste, o DoSol Rockbar. Fecha não, Foca!

Mas o intercâmbio segue
Nesse período tenebroso, o Recife começa a se reconfigurar com uma cidade movimentada justamente no inverno, época que as bandas escolhiam para ir ao sudeste (por sinal, o Julia Says tá por lá). Quem chega por aqui no fim de semana a Joseph K, de Fortaleza (e que teve disco lançado por Foca) já com uma agenda cheia de shows marcados na cidade nos dias 16 e 17. Logo depois parte para João Pessoa. Na outra semana, véspera de feriado, o novo projeto Pernambuco Pop, que já teve show com China, apresenta Nuda e Amp no bar Cortiço,

Abril pro Rock 2007 – Primeira noite

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A edição de 15 anos do Abril pro Rock, que começou na sexta-feira 13 de 2007, foi muito mais importante do que muito certamente se progamou. Tudo por causa de uma trinca com Nação Zumbi, Moptop e Mutantes. Uma banda que propõe a originalidade, uma que a subverte e, a terceira, mais experiente e com pose de tiozinho de propaganda de refrigerante, que questiona o que é original na música popular – aliás, em todo a nação – brasileira. Parece confuso? É só prestar bastante atenção. Mas antes, claro, é preciso dar mérito a quem abriu a primeira noite do evento.

Um equivoco na ordem dos shows transformou o Palco 3 na melhor surpresa do ano. Explicando: o Quarto das Cinzas, do Ceará, poderia ter continuado no prório quarto que não faria diferença aos ouvidos de ninguém. Mas se tinha que tocar, que fosse um espaço menor. Como o que ficou reservado para a local Canivetes, responsável por um ótimo começo de festa. Tudo parecia ok, até mesmo o público, que mesmo cedo já começava a marcar presença no Centro de Convenções. O rock sessentista dos meninos podia inaugurar num espaço maior, enquanto os cearenese não teriam dificuldade de fazer o mesmo show chato no palco pequeno.

Canivetes é da escola de Júpiter Maçã e fizeram muito bem o dever de casa. Show empolgante, deixou a dever apenas pela tensão de tocar num grande evento. Se estivessem mais a vontade, aposto que poderiam ter quebrado alguma coisa ali em grande estilo.

Resultado: ótima novidade para quem ainda não conhecia eles  – a banda se apresenta regularmente na cidade, tendo sido selecionada antes para o festival  Pátio do Rock – apresentado com a pressão da estréia junto ao começo timido do festival. Enquanto um público maior era recebido por uma apresentação, do Quarto das Cinzas, que se esforçou para ficar no regular. Quando a Bonnies, de Natal, voltou ao palco 3, essa dança das cadeiras fez ainda mais sentido

Faltou um pouco de agrupamento. Intercalar bandas que são bem diferentes sempre causa um choque que o público responde com dispersão. Foi o que aconteceu com o Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicletas, de Salvador. Ótimo show, banda legal, mas que se apresentou apenas para os curiosos. A frente do palco estava tranquila o suficiente para circular e bater um papo. Mas com talento, os bahianos conseguiram fazer um troca da curiosidade pela animação em menos de 10 minutos – a metade – do show.

Até que começa, então, a dita trinca. Nação Zumbi faz seu show de número zilhões no Recife sempre com jogo ganho. Mesmo não tocando músicas da época do finado Chico Science, eles descobrem que, sim – aliás, porque não seria assim – os fãs conhecem todos os outros discos. Renovação de repertório? É delicado associar renovação a Nação Zumbi. Banda que reprocessa idéias que já vinham de Alceu Valença, Ave Sangria e de tantos pernambucanos antes deles. Isso é pecado? Na voz de Jorge du Peixe não parece. Na guitarra destruidora de Lúcio Maia, mesmo tocando o hino do Santa Cruz, tudo se encaixa perfeitamente. Reprocessar? Sim, essa parece uma idéia legal.

Aí o Moptop, do Rio de Janeiro, entra no palco. Mais do mesmo? Eles estão fazendo igual a outras bandas que estão estourando lá fora? Opa, mas não é exatamente isso que a Nação fez momentos antes? Na visão – aliás, audição – de tantas pessoas, agora parece algo errado. Primeira e seguramente melhor representante de um novo rock no Brasl, os cariocas fizeram o show para deixar a vista brilhando com a esperança de renovação. Isso mesmo. Esqueça esse pensamento submisso de que precisamos inventar algo. Se arte se confunde com reprodução, então o inverso também é verdade. E nós refrões de “ser alguém cansa demais”, eles dão o recado. São ótimos no que fazem. Tão ótimos como a resposta do público berrando no palco.

Mas porque todo esse papo? Afinal, muito antes do Abril pro Rock pensar em surgir, Sérgio Dias, o guitarrista do Mutantes soltou a máxima de que “o violão é português, a cerveja é alemã,  futebol é inglês, a bossa nova é jazz, tudo que o Brasil diz ser genuinamente brasileiro vem de outros lugares”. Então, porque perder tempo tentando encontrar a materialide do autêntico? No palco, os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, junto com Zélia Duncan e um time de músicos dão o recado óbvio de que aquele *é um momento de Sérgio Dias*. Ele é o maestro e o que mais se aproveita deste retorno. O público reconhece e grita “Sérgio, Sérgio,  Sérgio” entre as canções

Deveria ser o show menos autêntico de toda a noite, afinal, estavam lá repetindo um mesmo repertório que já fazem há mais de 30 anos.  Isso não foi problema. De Ando Meio Desligado à Minha Menina, qualquer pulo deles no palco é razão para catarse. Tudo com um clima meio “fofo”, que deixa irrestivel tentar argumentar contra o momento. Mas nem é essa intenção. Nesse jogo de contextos sobre o que é autêntivo, o Mutantes serviu para demonstrar que não é isso que o público quer. Mas sim qualidade, como esta 15ª edição do Abril pro Rock.

 

MAS E O RESTO?

Tem tanto a se falar sobre esta edição do festival. O Abril pro Rock lavou a alma depois do pouco público – chutaria menos de 300 – do ano passado. Desta vez, algo entre 4 ou 5 mil pessoas apostaram nos shows. E foram fundamentais para que estes dessem ainda mais certo. A climatização do Centro de Convenções estranha, oras impressiona, mas não chega tanto a funcionar. Cheguei a pensar em ir de casaco antes. Para lá do fim da noite, suando feito um porco, notei o quanto me arrependeria.

A organização do festival está afinada. Os tempos entre os shows eram minimos, suficiente apenas para se deslocar entre os palcos. Som e iluminação deram um avanço consideravel – ainda mais na estrutura sem acústica do pavilhão – e, por fim, teve um grande acerto em diminuir a área utilzada do Centro de Convenções. Faltou apenas mais expositores na feirinha de discos e roupas. Parece que ano passado assustou um pouco os lojistas.

Foto de Gustavo Bettini cedida pela produção do evento

Precisando de novidades?

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Escuta ai essa a banda e me diz se não é ótima:

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The Film é uma banda francesa e chegou ao meu ouvido numa indicação por msn. Não vou mentir. Viciei escutando apenas essa música. Nem vou me dar o trabalho aqui de ir catar um allmusic da banda. Como um amigo disse “se não tá no Oink, então nem o Pitchfork deve ter ouvido isso ainda”. Azar deles. Sorte nossa. Curtiu? Pega então o arquivo com qualidade ideal ai no download! =)

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Sim, sim, sim! Karen O publicou um posto em seu blog ontem. “Queria apenas dizer o que estou ouvindo recentemente”. São os discos Nine Times That Same Song do Love is All e Cryptograms do Deerhunter. Já baixou? Mas o que interessa em toda essa história é que ela confirmou que o próximo disco do Yeah Yeah Yeahs já está cozinhando. Sabe como ela definiu o novo trabalho? “Saboroso”.

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Você adora Lilly Alen? Você adora The Sims? Já viu o novo clipe dela? Não bastou cantar em simlish (o idioma do jogo) igual ao Cansei de Ser Sexy. Ela foi além e gravou um clipe inteiro como uma personagem do jogo.

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E o Abril pro Rock? E o Mada? O festival de Natal prometeu a programação para hoje, mas deu pra trás (opa). Já estão confirmada a chaterrima Hot Club de Paris e a ótima Cabaret. Sabe né?
Opa! Atualização de última hora: Jomardo Jomas, ninguém menos que o homem por trás do Mada, manda avisar: Hot Club, está fora. Então, para não defasar a lista, além da ótima Cabaret, vamos somar as ótimas Superguidis e Pública, que tal? De toda forma, aguardem nomes gringos no festival!

Já o debutante do ano, no Recife, prevê que as atrações estejam na boca do povo até próxima sexta-feira. Mas, com Marky Ramone, Mutantes, Lee Perry, Ratos de Porão, Dance of Days, Ronei Jorge e Los Porongas, precisava de mais? Precisava. Precisava Carbona? Ops. Falei. =)