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Festival DoSol 2008: Programação

Mais um grande festival que divulga a programação para o segundo semestre. O DoSol, em Natal, terá pela primeira vez uma atração internacional, a banda The Donnas. Eles também trazem pela primeira para o Nordeste o Terminal Guadalupe, que já repeti algumas vezes por aqui o quanto acho uma banda legal. Além de MQN, Forgotten Boys e Black Drawing Chalks, que devem esticar um pouco a passagem e tocar em cidades vizinhas.

Este ano, o festival cresceu e ganhou mais duas noites, gratuitas, no mesmo Teatro da Ribeira onde realizou seu Warm Up. E para isso, trouxeram o super combo Elma + Debate, que deve arrastar gente de outros estados para ir lá conferir. Eu fiz uma entrevista com Foca, que produz o festival, e mando ela logo na sequência.

DIA 01 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
THE DONNAS | EUA
BLACK DRAWING CHALKS | GO
FORGOTTEN BOYS | SP
AMP | PE
MQN | GO
TERMINAL GUADALUPE | PR
THE SINKS | RN
BARBIEKILL | RN
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN
STAR 61 | PB
ROSA DE PEDRA | RN
LUNARES | RN
FEWELL | RN
ROCK ROVERS (RN)

DIA 02 DE NOVEMBRO – RUA CHILE
MUKEKA DI RATO | ES
CATÄRRO | RN
TORTURE SQUAD | SP
VENUS VOLTS | SP
EXPOSE YOUR HATE | RN
RIVER RAID | PE
CALISTOGA | RN
DISTRO | RN
BRAND NEW HATE | RN
PLASTIC NOIR | CE
AK-47 | RN
GANDHI | RN

DIA 12 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
ELMA | SP
DEBATE | SP
CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA | RN

DIA 13 DE NOVEMBRO – CASA DA RIBEIRA (ENTRADA GRATUITA)
O GARFO | CE
OS POETAS ELÉTRICOS | RN
EDU GOMEZ | RN

Próxima fase

Foi dado um puxão de orelha forte nos festivais independentes nessa última semana. Desde a fundação da Abrafin (associação nacional deles) que foi criado o mote de que a nova música do Brasil passa pelos festivais independentes. Verdade, mas parece que os mesmos ainda estão com dificuldade de impulsionar uma banda ao próximo nível. Na última semana, a banda Terminal Guadalupe, de Curitiba – já comentada aqui na coluna – entrou nos finalistas para o prêmio Tim de música (ainda o mais importante), o que revelou que estavam sendo sondados pela gigante Universal.

Sem querer soar precipitado, mas se forem premiados e contratados, o Terminal Guadalupe comprova a teoria. Assim como eles, o Cansei de Ser Sexy, Moptop e Bonde do Rolê foram bandas que, de certa forma, vieram do meio independente e agora estão em outro patamar, seja o de grandes gravadoras ou festivais internacionais. Claro, os festivais independentes tem seus méritos – o Lucy and the Popsonics, que esteve recentemente no Rec-Beat, é um bom exemplo – mas ainda estão em desvantagem no placar.

Coletânea
O coletivo Nordeste Independente lança essa semana, atrelada ao festival que vai acontecer simultaneamente em várias cidades da região, uma coletânea virtual. Distribuída em blogs e sites como o RecifeRock e Trama Virtual, as 20 faixas apresentam novas bandas do Nordeste para os ouvidos curiosos. O anúncio oficial, com endereços para download, deve sair amanhã.

Lançamento
A banda N’Zambi lança o primeiro disco, homônimo, dia 01 de março. Com produção de Ras André, da Ponto de Equilibrio, é um dos raros lançamentos locais no formato SMD. Uma mídia de CD preenchido apenas na área usada pela música, deixando o produto final acessível. Quem for conferir o show da N’Zambi no Clube Atlântico leva o disco para casa por R$ 6.

Terminal Guadalupe

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Banda guerrilheira de Curitiba (PR), o Terminal Guadalupe completa cinco anos com algumas ações que deveriam se transformar em cartilha para o mundo independente. Estão produzindo o projeto TG apresenta, levando bandas de fora para tocar na capital do Paraná, liberaram toda a discografia – três álbuns – para download no Trama Virtual (você pega de graça, eles ganham uma grana) e o novo trabalho “A Marcha dos Invisíveis” ainda foi lançado em pendrive e SMD (formato mais barato, com o disco vendido por R$ 13 com encarte-revista).

Todas essas ações não preenchem metade do ar profético de que a Terminal Guadalupe é uma banda que veio para provocar profundas transformações no pop nacional. Esse mérito recai todo em canções viciantes como “Pernambuco Chorou” e “Cachorro Magro“, que revela a poesia de desilusão política e social do excelente letrista e vocalista Dary Jr. Ruídos da década de 80 fazem fusão cristalina com uma sonoridade mais contemporânea, apontando direções para o que já deveria ser definido com música de nosso tempo. Disponível no www.tramavirtual.com.br/terminal_guadalupe.

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Com Areia
Além de baixista do Mundo Livre S/A, Areia também investe o tempo livre como compositor e produtor. Entre os shows da banda, ele se ocupa com o disco de Cássio Sette, que ganhou fama nos anos 90 do Recife. Uma prévia desse trabalho vai poder ser conferida em primeira mão no pólo Vigáro Tenório no dia 19. Cassio canta músicas de Ave Sangria, do Mundo Livre e do próprio Aréia.

Agenda
Três programas imperdíveis para o fim de semana, começando na sexta-feira: a maratona-rave com 24h de música erudita, acompanhada por DJs e VJs da Europa, de graça, na programação do 10º Virtuosi no Teatro de Santa Isabel. A primeira oportunidade de conferir o primeiro show do novo disco de Siba, na Torre Malakoff, na programação promovida pela Fundarpe. No mesmo palco / evento, a dobradinha histórica entre Véio Mangaba e a banda Devotos.