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Eventos diferentes

Encerrou, este fim de semana, a Feira Música Brasil. Pouca gente entendeu, mas a Feira e o Porto Musical eram eventos diferentes, que aconteciam simultâneos e em parceria. Mesmo assim, faltou um diálogo ou uma melhor consultoria ao Ministério da Cultura. Enquanto as conferências do Porto diziam que o processo da música mudou e que o suporte do CD está perdendo força, nos estandes da Feira, só se via gente vendendo disco.

Por isso, da parte da Feira, ficou deixando a desejar um pouco quais as alternativas. As únicas exceções foram os stands do iMusica, que mostrava como negociar música online, e o da Abrafin, que oferecia oportunidade de fechar shows, já que uma coisa que ficou clara nas discussões é que a cadeia produtiva do disco deve migrar urgente para a dos espetáculos.

Aniversário
A produtora Zeroneutro completou um ano este fim de semana, no Recife. Um dos principais escritórios a organizar shows de reggae na cidade, merece os parabéns por conseguir sobreviver nesta cidade estranha. A festa foi domigo, só para chegados, com as bandas Diz Maia e N’Zambi.

Internet
Dois sites fantásticos de artistas locais entraram no ar este fim de semana. Alex Corezzi agora está no endereço www.alexcorezzi.com e o rock da Vamoz ganha cara nova em www.vamoz.net. Ambos são assinados pela ótima Jazzz.

Promoção
Quer ganhar um DVD do Recbeat? É só mandar email para bnogueira@gmail.com dizendo qual foi a melhor edição do palco rock do carnaval. Será sorteio e o resultado é divulgado próxima semana

Causa e consequência

Escuta essa. Aproveitei uma viagem que fiz semana passada para visitar uma das maiores gravadoras independentes do país. Conversa vai, conversa vêm, eles revelam que estavam bem interessados em contratar pelo menos duas bandas de Pernambuco. Pensou que era uma boa notícia? Nem é, porque isso não deve mais acontecer. Segundo eles, “porque no Recife ninguém compra os discos das bandas”.

Faz sentido. Como vão lançar um artista que não vai ser valorizado na própria cidade natal? Falaram até dos shows, que ninguém está querendo pagar R$ 10 para ver uma banda. Sndo didático, e até chato, vale explicar. A música funciona numa cadeia produtiva. Não adianta uma banda lançar um disco e/ou eu escrever sobre ele, se você não está mais nem ai para isso. Sem um desses três elementos, neste caso o público, ela não funciona. Entendeu?

Falando nisso
Ziggy Marley não vem mais para o Recife. E o motivo é o que foi dito logo acima. O cachê do filho de Bob Marley custa R$ 160 mil reais e exigiria pelo menos 5 mil pagantes num show. E, como os produtores já bem sabem, é mais fácil dar esse público da porta para fora, sem nem sequer entrar.

No estúdio
Quer se redimir disso? Ainda está em tempo. A banda Vamoz, uma das mais legais da cidade, está em estúdio terminando o próximo disco. Quem está na fase final desse processo é a Mula Manca e a Triste Figura. E quem já está com a bolachinha pronta e vendendo por ai é o Mellotrons.